terça-feira, 30 de agosto de 2011

A ENCENAÇÃO DE UMA FARSA


Com 265 votos pela absolvição, Câmara livra Jaqueline Roriz

30.agosto.2011 17:22:34
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Bruno Siffredi, do estadão.com.br
O plenário da Câmara dos Deputados livrou a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) no processo que a acusava de quebra de decoro parlamentar por vídeo em que aparecia recebendo dinheiro do pivô do “mensalão do DEM”, Durval Barbosa. 265 deputados votaram pela absolvição da deputada, enquanto 166 votaram pela cassação e 20 se abstiveram. Ao todo, votaram 451 deputados.
Preocupado em garantir que os votos fossem secretos, o presidente da Câmara, Marco Maia, chegou a pedir que a imprensa deixasse o plenário durante a votação, mas voltou atrás. Partidos como o PSOL, o PPS, o PV e o PSDB, anunciaram ter orientado suas bancadas a votar pela cassação da deputada.
O relator do processo, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), foi ao púlpito para defender a cassação de Jaqueline. Ele argumentou que a própria Constituição prevê a percepção da vantagem indevida como ato indecoroso, sem restrição temporal ou vinculação com ato ilícito. Por sua vez, o advogado de defesa, José Eduardo Alckmin, disse que o julgamento devia basear-se em caso anterior, envolvendo o ex-ministro Raul Jungmann, que foi arquivado. “É defesa que se faz em relação a todos os mandatos”, disse.
Ao tomar a palavra no plenário, Jaqueline Roriz fez um discurso pautado pela tentativa de comover os colegas e eleitores. A deputada criticou a mídia, da qual disse ser vítima: “Infelizmente, vivemos em tempos em que parcela da mídia saí destruindo. O que é importante é a execração pública.” No discurso, ela embargou a  voz e citou doença do filho, sem qualquer relação aparente  com o processo. Durante sua  fala, jovens realizaram um protesto, dando as costas para a tribuna. Nas costas de suas camisetas, apelos pela cassação. Jaqueline deixou o plenário antes da divulgação do resultado.
Caso. Durante a campanha eleitoral de 2006, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) e seu marido, Manuel Neto, foram flagrados recebendo um maço de dinheiro das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais do DF e do delator do mensalão, Durval Barbosa. O vídeo, divulgado com exclusividade pelo portal estadão.com.br, foi gravado na sala de Barbosa. O esquema foi desmantelado pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, e acabou derrubando o governador José Roberto Arruda.
Embora tenha admitido que o dinheiro era de propina, a defesa da deputada sustenta o argumento de que ela não poderia ser julgada pela Câmara por não ser ainda deputada em 2006, quando recebeu o dinheiro. A deputada teve a cassação recomendada pelo Conselho de Ética por 11 votos a 3.
Mais cedo, cerca de 50 pessoas fizeram uma manifestação na via que dá acesso ao Congresso Nacional pedindo a cassação de Jaqueline Roriz (PMN-DF). Os manifestantes trouxeram água e sabão e fazem uma “limpeza” da rua. Eles seguraram faixas pedindo a cassação da parlamentar. Faixas também foram espalhadas por Brasília pedindo a cassação, mas algumas delas já foram retiradas. Restaram inscrições feitas com tinta no chão das ruas.
Acompanhe o julgamento:
20h16: Após anúncio do resultado, ouvem-se vaias e aplausos. Deputados passam para outros temas, como a votação da emenda 29.
20h13: 166 deputados votaram pela cassação de Jaqueline Roriz, enquanto 265 votaram pela absolvição da deputada. 20 deputados se abstiveram. Ao todo, 451 deputados votaram.
20h07: O resultado da votação deve ser divulgado daqui a cerca de dez minutos.
19h59: Em meio à discussão entre parlamentares sobre o mérito do voto secreto e o direito das lideranças de encaminhar a votação, a deputada Jaqueline Roriz deixa o plenário sem ser notada.
19h51: A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) propõe que lideranças levem à votação o fim do voto secreto. “Vamos resolver de uma vez por todas.” Ela também declarou ter votado favoravelmente à cassação de Jaqueline Roriz.
19h47: Segundo a TV Câmara, 431 deputados já votaram. Pelo Twitter, o deputado Chico Alencar prevê que a votação deve terminar em meia hora.
19h46: O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) critica o fato do painel da Câmara mostrar que o PSOL instruiu pelo voto favorável à cassação. Segundo ele, o fato será explorado pelo partido como propaganda política.
19h36: O deputado Anthony Garotinho ignora a orientação e toma a palavra para falar sobre disputa política com Sérgio Cabral, citando denúncias contra o governo do Rio de Janeiro, em nenhum modo relacionadas à votação da cassação de Jaqueline Roriz.
19h33: PV, PPS e PSOL orientam bancadas a votar favoravelmente à cassação de Jaqueline Roriz. O deputado Chico Alencar  também reclama da urna eletrônica, que não mostra o voto computado quando pede confirmação. Liderança do PSDB vai ao microfone  afirmar  que sua bancada também foi orientada a votar pelo “sim” à cassação.
19h24: Apesar da bronca, o deputado Edson Silva (PSB-CE) ignora o conselho e toma a palavra para falar sobre operação da Polícia Federal de modo algum relacionada com a votação. Em seguida, uma deputada va ao microfone para reclamar da máquina usada para votar e  admite  não saber se votou “sim” ou “não”.
19h22: Presidindo a sessão na ausência de Marco Maia, deputada dá uma bronca no colegas e pede que eles parem de discursar para não banalizarem a sessão de julgamento.
19h13: Marco Maia explica as regras do pleito. O voto “sim” é pela perda do mandato, “não” pela absolvição de Jaqueline, e “abstenção”. Ele lembra que para garantir cassação é necessário ter maioria absoluta da Casa favorável ao “sim”, ou seja, 257 votos. Votação deve durar uma hora.
19h07: O deputado tucano Wanderlei Macris diz que vai votar pela cassação. “Esta Casa tem muita responsabilidade com a sociedade.” Ele lembra que, segundo o relator, o fato só foi revelado durante o mandato da parlamentar. “O que está em jogo é a defesa da instituição.” Ele defende tese do voto aberto no plenário da Câmara, “como lá em São Paulo”. “Temos que repensar essa questão”, diz ao defender a abertura do pleito.
19h02: O deputado Reguffe (PDT-DF), que tem a palavra, diz que estar na Câmara para esse julgamento “não é algo saudável para um cidadão de bem”. Ele  afirma que vai votar pela cassação da deputada porque considera que o papel do poder legislativo é “defender a sociedade e o contribuinte, e não o corporativismo”. Ele diz ser “absurda” a decisão de manter secreta a votação. “É um direito do eleitor saber sempre como seu representante vota”, diz. “O voto secreto é a matriz da indústria da impunidade. É um de seus principais insumos.”
18h58: A deputada Erika Kokay (PT-DF), que era deputada distrital durante o julgamento do “mensalão do DEM”, fala que as vítimas são os contribuintes, lesados em seus direitos. Ela cita as palavras da Jaqueline, que falou sobre seu “constrangimento”, e pergunta se o caso envolve o decoro da deputada ou o decoro do parlamento. “O ato indigno no passado continua indigno no dia de hoje. O ato só passou a ser de conhecimento público neste ano.” Ela pergunta se a Câmara vai responder “ao ferimento de  sua imagem” com as devidas ações para “resgatar o decoro desta Casa”.
18h54: O deputado Vilson Covatti (PP-RS) fala sobre seu relatório na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Ele afirma entender que a decisão  de Jaqueline, que desistiu de recurso no CCJ e preferiu ir a julgamento no plenário, onde o voto é secreto, foi correta. Ele afirma não ter encontrado jurisprudência anterior que afirme que o plenário deve decidir sobre casos de quebra de decoro parlamentar. Após o final do seu tempo, o deputado tem o microfone cortado mas continua falando.
18h50: Deputado afirma que argumento da defesa de que cassação poderia levar a mais punições por fatos anteriores ao mandato é “intimidatório”. Ele ressalta que, na decisão de Eduardo Cardozo sobre o caso Jungmann, o atual ministro da Justiça expressa que fato novo pode sim levar à cassação.
18h48: “Estamos diante  de uma encruzilhada  em que se testa a ética republicana”, afirma Alencar. O deputado do PSOL diz que a defesa de Jaqueline “não defende”, enquanto as televisões exibe cenas de corrupção explícita. “A conduta pública vale permanentemente.”
18h45: Marco Maia afirma que há cinco parlamentares falarão a favor do relatório e um parlamentar deve falar contra o relatório de Carlos Sampaio, que pede a cassação de Jaqueline. O primeiro será Chico Alencar (PSOL).
18h43: “O juiz político dos meus atos é um só: o povo e, em outro plano, Deus”, diz a deputada. Ela agradece a postura do presidente da Câmara, Marco Maia, por conduzir o processo de maneira “firme e clara”. Jaqueline concluiu seu discurso, em meio a um misto de aplausos e vaias.
18h41: Jaqueline começa a falar sobre sua biografia. Diz que viveu no exterior para dar melhores condições de vida ao seu filho, que nasceu com hemofilia. Cita jornalista que teria falado sobre isso.
18h38: Enquanto Jaqueline faz seu discurso, jovem se manifestam ficando em pé, de costas para o plenário, com camisetas que pedem a cassação da deputada.
18h37: A deputada acusa o procurador geral da República, Roberto Gurgel, de fazer processo contra ela a poucos dias de seu julgamento na Câmara para tentar influenciar os parlamentares. “Senti vergonha, raiva e muita, mas muita indignação”, diz  sobre tratamento da mídia ao caso.
18h35: Jaqueline saúda presentes.”Deixei de atender pedido de colegas que pediam pronunciamento. Eu me calei”, diz. “Tentaram me impor nestes últimos dias uma imagem de agente pública que não representa quem sou.” Sobre discussão com Eunice Brito, ela é “parceira  nos bons e nos maus momentos”. “Infelizmente, vivemos em tempos em que parcela da mídia saí destruindo. O que é importante é a execração pública. No Conselho de Ética, fui inocentada de três acusações.”
18h32: “É defesa que se faz em relação a todos os mandatos”, diz advogado sobre  argumentos pela absolvição de Jaqueline. Ele pede observância da “estrita letra da lei” e, ao concluir sua fala, recebeu aplausos e manifestações de apoio do plenário.
18h30: Enquanto a deputada Jaqueline Roriz não tinha mandato quando recebeu dinheiro de Durval Barbosa, como mostra o vídeo da Operação Caixa  de Pandora, a deputada distrital Eunice Brito exercia mandato, lembrou o advogado. Para ele, os ataques da deputada contra Joaquim Roriz no plenário da Câmara Distrital justificou os ataques verbais de Jaqueline.
18h26: Advogado de Jaqueline afirma que, após fato envolvendo a deputada ser revelado, várias tentativas de mudar as regras da Casa foram feitas, visando permitir o julgamento de parlamentares por fatos ocorridos antes do mandato. Isso, segundo ele, mostra que a disposição atual não permite a punição nesse caso.
18h21: Citando argumentação de Cardozo no caso Jungmann, o advogado de Jaqueline afirma que punição seria “estranha forma de retroatividade punitiva”, contrária “à própria lógica e ao bom senso”.
18h16: O advogado de Jaqueline, José Eduardo Alckmin, afirma que processo semelhante já ocorreu no passado na Câmara. Ele cita caso do parlamentar Raul Jungmann, que foi julgado pelo atual ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, então deputado. À época, a representação contra deputado  – que teria desviado verbas quando era ministro do Desenvolvimento Agrário – foi arquivada por Cardozo.
18h11: Marco Maia volta atrás e afirma que permitirá presença de câmeras e máquinas fotográficas durante votação, que permanece secreta. O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), líder tucano na Casa, elogiou a decisão e a transparência.
18h09: O relator do caso Jaqueline Roriz, Carlos Sampaio, concluiu sua argumentação.
18h07: Apesar da defesa de Jaqueline argumentar que fato indecoroso ocorreu antes de assumir o mandato, “em 2010, ela pediu a cassação de uma colega por um fato idêntico”, reforça o relator.
18h04: Relator lembra discurso de Jaqueline quando criticava o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, preso e cassado pelo mesmo escândalo de corrupção em que ela está envolvida. “Temos que votar em defesa do parlamento”, diz. “Não é hora de falar em espírito de porco, é hora de falar em espírito público. O que está em jogo é imagem do parlamento.”
18h01: Relator lembra que Jaqueline chamou a deputada distrital Eurides Brito de “cara de pau” por ter sido acusada do mesmo ilícito que ela é acusada, tendo recebido dinheiro de corrupção do mesmo operador. “Quanta desfaçatez! Pedir a CPI por alguém que cometeu uma conduta igual a ela?” Carlos Sampaio diz que a deputada, se estivesse  sendo julgada na Câmara Distrital, já teria  sido cassada.
17h57: A baixa presença de parlamentares no plenário da Câmara atuam como aliados de Jaqueline Roriz em seu julgamento por seus pares. No momento em que a sessão foi iniciada somente 310 dos 513 parlamentares estavam presentes no plenário. Para cassar Jaqueline são necessários 257 votos nesta direção. Neste caso, a abstenção nesta votação tem o mesmo efeito que um voto pela absolvição.
O relator do processo, Carlos Sampaio, alertou o presidente Marco Maia (PT-RS) que fisicamente no plenário só havia cerca de 100 parlamentares quando foi chamado para fazer sua fala. Ele conta que sua exposição possa ajudar a reduzir o temor de que a condenação abriria precedente para cassações futuras. Ele argumenta que o caso só foi conhecido agora, em março de 2011, e, por isso, pode ser julgado.
17h56: Relator do caso lembra que Durval Barbosa era funcionário de Joaquim Roriz, pai de Jaqueline, à época de sua candidatura à Câmara Distrital. A postura dela não foi a postura de quem foi chamada para receber Caixa 2, afirma Carlos Sampaio. “Ela foi até ele para pedir que intercedesse junto a empresas para obter o dinheiro.” “Isso não é caso de caixa 2.”
17h52: Carlos Sampaio lembra que outras ações contra Jaqueline foram arquivadas por falta de provas e apenas aquela relacionada ao vídeo em que recebe dinheiro segue em julgamento. “O caso da deputada é inédito. Não tem um único juiz do STF que tenha julgado um caso como o dela.”
17h49: Segundo o relator do processo contra Jaqueline Roriz, a percepção da vantagem indevida está prevista como ato indecoroso na Constituição de 88, sem restrição temporal ou vinculação com ato ilícito, e isso vige sobre as resoluções internas da Câmara.
17h45: O parlamento só teve conhecimento do fato neste ano e, portanto, a deputada deve ser julgada este ano pela conduta indecorosa, reforça o deputado tucano, relator do processo. Se não julgarmos ela hoje, tudo aquilo que vier à luz hoje, ocorrido no passado, “vamos ter que aceitar”, acrescenta Carlos Sampaio.
17h43: “Em que momento o parlamento pode dizer se uma determinada conduta é lesiva a ele próprio, senão quando esse fato veio à luz?”, pergunta Carlos Sampaio. Ele afirma que Jaqueline Roriz foi eleita antes de ser divulgado o vídeo que mostra sua participação no “mensalão do DEM”.
17h40: Ato indecoroso não foi definido na Legislação, lembra o relator. Ele afirma que o ato indecoroso é definido pela “doutrina brasileira”, e existe quando um comportamento “ofende o parlamento”.
17h39: “A defesa da deputada não se pautou no mérito da questão, não no vídeo em que foi flagrada”, diz o relator. “Ela se ateve a dois pontos específicos: se o parlamento tem a competência de julgar fatos pretéritos e se a conduta da deputada seja uma conduta que configure fato indecoroso.”
17h37: O que “norteia” a função do promotor de Justiça é “defender a sociedade”, não “a vontade de acusar”, afirma o relator Carlos Sampaio.
17h35: Carlos Sampaio faz suas considerações. “A Constituição é clara ao definir que cabe ao plenário desta Casa decidir sobre a cassação de um parlamentar”, afirma.
17h30: O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), relator do caso, pede mais tempo para fazer suas considerações. O presidente da Câmara, Marco Maia, autoriza a entrada no plenário dos advogados de Jaqueline Roriz.
17h28: O presidente da Câmara, deputado Marco Maia, afirma que votação de representação contra a deputada Jaqueline Roriz será realizada pioneiramente nas bancadas. Ele pede a saída dos jornalistas no momento da votação, para garantir que o pleito seja  secreto.

Olha mais imposto ai gente!

EUGÊNIA LOPES - Agência Estado
Em almoço com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, líderes de partidos aliados discutiram proposta para aumentar o repasse de recursos para a área da saúde. Uma das propostas é aumentar o valor e o repasse de impostos já existentes, como o DPVAT (seguro obrigatório pago pelos carros). Outra ideia é a taxação de jogos como bingo e o aumento de repasse dos recursos oriundos da exploração do pré-sal (os royalties do petróleo) para a Saúde.
Vaccarezza defende a criação de um novo tributo - Celso Junior / AE 27.06.2011
Celso Junior / AE 27.06.2011
Vaccarezza defende a criação de um novo tributo


Os líderes não descartam, no entanto, a criação de um novo imposto, a CSS (Contribuição Social para a Saúde). Esse imposto é semelhante à extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Precisamos de uma fonte extra. Eu não diria que a CSS está fora da mesa", admitiu o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). "Eu, como deputado e não como líder, defendo a CSS. Precisamos parar de demonizar", completou o líder.

O aumento de recursos para a Saúde está previsto na regulamentação da Emenda 29, que define gastos da União, dos Estados e municípios para a Saúde. A votação da proposta está prevista para o dia 28 de setembro. "Até esse dia, acho bom o governo ter uma proposta e construir uma alternativa", observou Vaccarezza. A ideia é reunir os governadores de Estado para discutir alternativas de financiamento da Saúde.

Matéria do Estadão de São Paulo

Armação de Celso Amorim

A instrumentalização das Forças Armadas

No Brasil, o PT está usando a tese de Louis Althusser para instrumentalziar o Estado em seu próprio benefício.
A partir da década de 1970 foi sendo popularizado o conceito de Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE) desenvolvido pelo filósofo marxista Louis Althusser. No livro Aparelhos ideológicos de Estado, um livro muito popular entres os marxistas, Althusser defende a tese que o Estado é uma entidade autônoma e quase absoluta, uma espécie de semi-Deus. Por causa disso o Estado controla, planeja e orienta tudo dentro da vida social. E o Estado realiza essa gigantesca tarefa por meio dos Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE). Para Althusser, o Estado usa os AIE para orientar e controlar a cultura e as consciências individuais. Para ele os principais AIE são a escola, a religião, a família, o poder político, especialmente o parlamento, e a mídia. No entato, Althusser faz uma ressalva em sua teoria. Para ele os Aparelhos Ideológicos do Estado estão a serviço apenas da burguesia e da elite econômica. As outras classes sociais, sejam quais forem, por algum princípio que o próprio Althusser não explicou, se, por acasso, tomarem o poder político não usarrão os Aparelhos Ideológicos do Estado.

É claro que a burguesia faz uso dos Aparelhos Ideológicos do Estado. Desde a antiguidade greco-romana que o Estado faz uso de estruturas não estatais para colocar em prática suas políticas e sua forma de organização social. Por causa disso, desde o mundo antigo existe uma luta antagônica entre o Estado e a sociedade civil. Todavia, há duas possibilidades de se compreender a tese de Althusser. Primeira, ele é um filósofo muito ingênuo, pois acredita que apenas o Estado burguez faz uso dos Aparelhos Ideológicos do Estado. Segunda, na condição de filósofo marxista e, logo, preocupado com a tomada do poder pela esquerda, ele está dando conselhos de como a esquerda deve controlar o Estado e, quase que ao mesmo tempo, a sociedade.

No Brasil parece que a segunda possibilidade está sendo posta em prática, desde que o PT chagou ao poder. O PT é um partido que está tentando aparelhar o Estado, ou seja, tornar amplos setores do Estado como parte integrante, íntima, do próprio partido. Com isso, não haverá mais diferença entre o PT e o Estado. Será o PT-Estado ou o Estado-PT. O PT abandonou o velho jargão que dizia que apenas o Estado burguês faz uso dos Aparelhos Ideológicos do Estado e, por sua vez, está aparelhando o Estado a seu gosto. O PT está transformando o Estado na sua própria imagem e semelhança.
O mais recente capítulo da tentativa de instrumentalização do Estado por parte do PT diz respeito às Forças Armadas. E esse capítulo teve seu ponto mais forte com a nomeação e posse de Celso Amorim como ministro da defesa. Celso Amorim é um velho marxista, que sempre acreditou e lutou pelas teses de dominação de classe pregadas pelo marxismo.
É preciso recordar o velho sonho, nutrido pela elite esquerdista nacional, de transformar o Brasil numa espécie de grande Cuba. O Brasil seria, em tese, a grande nação marxista da América Latina e talvez do mundo. Essa elite pensa da seguinte forma: o marxismo trouxe fome, morte e destruição para diversos países no mundo, mas no Brasil será tudo diferente. O Brasil será finalmente o paraíso marxista, onde haverá uma saudável ditadura do proletariado e a democracia, um valor burguês decadente, será esquecida e enterrada.
Uma das estruturas sociais que podem atrapalhar os planos da esquerda nacional e internacional para o Brasil são as Forças Armadas. Apesar de todos os problemas que as Forças Armadas enfrentam (baixos salários, falta de equipamentos, deficiência na formação dos oficiais, etc), elas ainda são um fator de proteção nacional e um empecilho ao projeto de dominação total do Estado por parte do PT e da esquerda.
A ida de Celso Amorim, um estrategista da esquerda e um marxista radical, ao comando das Forças Armadas visa, entre outras coisas, minar essa resistência. Na verdade o PT está colocando em prática o plano de infiltração e controle das altas esferas do Estado. E, com isso, instrumentalizar o Estado em seu próprio benefício, criando o tão sonhado “Estado-PT”.
O projeto de Celso Amorim não é o de reequipamento e modernização das Forças Armadas. Pelo contrário, ele deseja fazer com que elas deixem de ser forças de segurança nacional e, por isso, defensoras do povo brasileiro, e passem a ser partes do PT – serão as FA do PT – e, por causa disso, defendam os interesses do PT e não da nação. Estamos diante do maior projeto de instrumentalização das formas armadas nacionais. Parece que a tese de Louis Althusser de que os Aparelhos Ideológicos do Estado (AIE) estão a serviço apenas da burguesia, está errada. No Brasil, o PT está usando a tese de Louis Althusser para instrumentalziar o Estado em seu próprio benefício. E o mais recente capítulo dessa instrumentalziação é das Forças Armadas.    


Ivanaldo Santos, filósofo e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é autor de oito livros.

Matéria do site Midiasemmascara

sábado, 27 de agosto de 2011

Os encontros secretos...

27/08/2011
às 9:01

O GOVERNO PARALELO DE DIRCEU. E DILMA SABE DE TUDO!

Dá pra entender o estresse de ontem de José Dirceu. A reportagem de capa da revista VEJA revela que membros do primeiro escalão do governo, dirigentes de estatais e parlamentares - INCLUSIVE UM DA OPOSIÇÃO - se ajoelham aos pés do cassado, a quem ainda chamam de “ministro” e prestam reverências. É isto mesmo: o deputado defenestrado, o homem processado pelo STF e acusado de ser chefe de quadrilha é tratado por figurões de Brasília como um chefão — o Poderoso Chefão. Dirceu está bravo porque a reportagem é devastadora para a reputação da República e deveria ser também para ele e para aqueles que fazem a genuflexão. Vamos ver. Uma coisa é certa: a presidente Dilma sabe de tudo; tem plena consciência de que seu governo é assombrado e monitorado — às vezes com tinturas claras de conspiração  — por um ficha-suja.
A reportagem de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro está entre as mais importantes e contundentes publicadas nos últimos anos pela imprensa brasileira. Ela desvenda o modo de funcionamento de uma parte importante do PT e os métodos a que essa gente recorre. E traz detalhes saborosos: podemos ver as imagens das “autoridades” que vão até o “gabinete” de Dirceu, montado no Naoum, um hotel de luxo de Brasília, onde se produz, nesse caso, o lixo moral da República. VEJA conseguiu penetrar no cafofo do  Muammar Kadafi da institucionalidade brasileira. Eis alguns flagrantes.
Anotem alguins nomes cargos e dia do encontro:
- Fernando Pimentel, Ministro da Indústria e Comércio (8/6);

- José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras (6/6);
- Walter Pinheiro, senador (PT-BA) - (7/6);
- Lindberg Farias, senador (PT-RJ) - (7/6);
- Delcídio Amaral, senador (PT-MS) - (7/6);
- Eduardo Braga, senador (PMDB-AM) - (8/6);
- Devanir Ribeiro, deputado (PT-SP) - (7/6);
- Candido Vaccarezza, líder do governo na Câmara (PT-SP) - (8/6);
- Eduardo Gomes, deputado (PSDB-TO) - (8/6);
- Eduardo Siqueira Campos, ex-senador (PSDB-TO) - (8/6)
Dirceu chegando ao bunker. Pimentel e os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias: operação derruba-Palocci
Dirceu chegando ao bunker. Pimentel e os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias: operação derruba-Palocci

Esses são alguns dos convivas de Dirceu, recebidos, atenção!, em apenas 3 dias — entre 6 e 8 de junho deste ano. Leiam a reportagem porque há eventos importantes nesse período. É o auge da crise que colheu Antonio Palocci. Ele caiu, é verdade, por seus próprios méritos — não conseguiu explicar de modo convincente o seu meteórico enriquecimento. Mas, agora, dá para saber que também havia a mão que balançava o berço. Uma parte da bancada de senadores do PT tentou redigir uma espécie de manifesto em defesa do ministro, mas encontrou uma forte resistência de um trio: Delcídio Amaral, Walter Pinheiro e Lindbergh Farias - os três que foram ao encontro de Dirceu no tarde no dia 7. À noite, Palocci pediu demissão.
Dirceu, então, mobilizou a turma para tentar emplacar o nome de Cândido Vaccarezza para a Casa Civil. O próprio deputado foi ao hotel no dia 8, às 11h07. Naquela manhã, às 8h58, Fernando Pimentel já havia comparecido para o beija-mão. A mobilização, no entanto, se revelou inútil. Dilma já havia decidido nomear Gleisi Hoffmann.
VEJA conversou com todos esses ilustres. Afinal de contas, qual era a sua agenda com Dirceu? Gabrielli, o presidente da Petrobras, naquele seu estilo “sou bruto mesmo, e daí?”, respondeu: “Sou amigo dele há muito tempo e não tenho de comentar isso”. Não teria não fosse a Petrobras uma empresa mista, gerida como estatal, e não exercesse ele um cargo que é, de fato, político. Não teria não fosse Zé Dirceu consultor de empresas de petróleo e gás. Dilma não tem a menor simpatia por ele, e Palocci já o havia colocado na marca do pênalti. Mais um pouco de interiores?
Sérgio Gabrielli, Eduardo Braga e Devanir Ribeiro. Atenção! Este último é lulista...
Sérgio Gabrielli, Eduardo Braga e Devanir Ribeiro. Atenção! Este último é lulista...

Não está na lista de hóspedes. E a máfiaO governo paralelo de Dirceu ocupa um quarto no hotel Naoum. Seu nome não consta da lista de hóspedes. A razão é simples. Quem paga as diárias (R$ 500) é um escritório de advocacia chamado Tessele & Madalena, que também responde pelo salário de Alexandre Simas de Oliveira, um cabo da Aeronáutica que faz as vezes, assim, de ajudante de ordens do petista. Um dos sócios da empresa, Hélio Madalena, a exemplo de Oliveira, já foi assessor de Dirceu. O seu trabalho mais notável foi fazer lobby para que o Brasil desse asilo ao mafioso russo Boris Berenzovski. Essa gente sempre está em boa companhia. Foi de Madalena a idéia de instar a segurança do Hotel Naoum a acusar o repórter de VEJA de ter tentado invadir o quarto alugado pela empresa, mera manobra diversionista para tentar tirar o foco do descalabro: um deputado cassado, com os direitos políticos suspensos, acusado de chefiar uma quadrilha, montou um “governo paralelo”. A revista já está nas bancas. Leia a reportagem, fartamente ilustrada, na íntegra.
Abaixo, segue um quadro com todas as áreas de “atuação” do “consultor de empresas privadas” e “chefe de quadrilha”, segundo a Procuradoria Geral da República. Se Dilma não agir, será engolida. Poderia começar por demitir Pimentel e Gabrielli. Ou manda a presidente, ou manda José Dirceu.

Matéria do jornalista Reinaldo Azevedo-VEJA

O Chefão Zé Dirceu

sábado, 27 de agosto de 2011

A quadrilha não mudou de chefe.


Desde que foi abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, tudo em que o ex-ministro José Dirceu se envolve é sempre enevoado por suspeitas. Oficialmente, ele ganha a vida como um bem sucedido consultor de empresas instalado em São Paulo. Na clandestinidade, porém, mantém um concorrido “gabinete” a 3 quilômetros do Palácio do Planalto, instalado numa suíte de hotel. Tem carro à disposição, motorista, secretário e, mais impressionante, mantém uma agenda sempre recheada de audiências com próceres da República – ministros, senadores e deputados, o presidente da maior estatal do país. José Dirceu não vai às autoridades. As autoridades é que vão a José Dirceu, numa demonstração de que o chefão – a quem continuam a chamar de “ministro” – ainda é poderoso.

Dirceu: chefão do PTA edição de VEJA que chega às bancas neste sábado revela a verdade sobre uma das atividades do ex-ministro: mesmo com os direitos políticos cassados, sob ameaça de ir para a cadeia por corrupção, ele continua o todo-poderoso comandante do PT. E agora com um ingrediente ainda mais complicador: ele usa toda a sua influência para conspirar contra o governo Dilma – e a presidente sabe disso.
A conspiração chegou ao paroxismo durante a crise que resultou na queda de Antonio Palocci da Casa Civil, no início de junho. Na ocasião, Dirceu despachou diretamente de seu bunker instalado na área vip de um hotel cinco estrelas de Brasília, num andar onde o acesso é restrito a hóspedes e pessoas autorizadas. Foram 45 horas de reuniões que sacramentaram a derrocada de Palocci e nas quais foi articulada uma frustrada tentativa do grupo do ex-ministro de ocupar os espaços que se abririam com a demissão. Articulação minuciosamente monitorada pelo Palácio do Planalto, que já havia captado sinais de uma conspiração de Dirceu e de seu grupo para influir nos acontecimentos daquela semana.

Imagens obtidas por VEJA e que estão na galeria que ilustra esta reportagem mostram que Dirceu recebeu, entre 6 e 8 de junho, visitantes ilustres como o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias, todos do PT, e Eduardo Braga, do PMDB, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e os deputados Devanir Ribeiro e Cândido Vaccarezza, do PT, e Eduardo Gomes, do PSDB. Esteve por lá também o ex-senador tucano Eduardo Siqueira Campos.

Apesar de tantas articulações, Dirceu não conseguiu abocanhar cargos para seus indicados no governo. A presidente Dilma já havia sido advertida por assessores do perigo de delegar poderes a companheiros que orbitam em torno de Dirceu. Dilma também conhece bem os caminhos da guerrilha política e não perde de vista os passos do chefão. “A Dilma e o PT, principalmente o PT afinado com o Dirceu, vivem uma relação de amor e ódio”, diz um interlocutor da confiança da presidente e do ex-ministro.

Dirceu anda muito insatisfeito com o fato de a legenda não ter conseguido, como previra, impor-se à presidente da República. Dilma está resistindo bem. Uma faxina menos visível é a que ela está fazendo nos bancos públicos. Aos poucos, vem substituindo camaradas ligados a Dirceu por gente de sua confiança. E o chefão não tem gostado nada disso. Procurado por VEJA, Dirceu não respondeu às perguntas que lhe foram feitas.

A suíte reservada permanentemente ao “ministro” custa 500 reais a diária. Quem paga a conta é o escritório de advocacia Tessele & Madalena, que tem como um dos sócios outro ex-assessor de Dirceu, o advogado Hélio Madalena. Na última quinta-feira, depois de ser indagado sobre o caso, Madalena instou a segurança do hotel Naoum a procurar uma delegacia de polícia para acusar o repórter de VEJA de ter tentado invadir o apartamento que seu escritório aluga e, gentilmente, cede como “ocupação residencial” a José Dirceu.

O jornalista esteve mesmo no hotel, investigando, tentando descobrir que atração é essa que um homem acusado de chefiar uma quadrilha de vigaristas ainda exerce sobre tantas autoridades. Tentando descobrir por que o nome dele não consta na relação de hóspedes. Tentando descobrir por que uma empresa de advocacia paga a fatura de sua misteriosa “residência” em Brasília. Enfim, tentando mostrar a verdade sobre as atividades de um personagem que age sempre na sombra. E conseguiu. Mas a máfia não perdoa.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

NOTA DA ADPF

NOTA DE ESCLARECIMENTO DA POLÍCIA FEDERAL
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal vem a público esclarecer que, após ser preso, qualquer criminoso tem como primeira providência tentar desqualificar o trabalho policial. Quando ele não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar.

A entidade lamenta que no Brasil, a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis; altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas.

Milhões de reais – dinheiro pertencente ao povo- são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades. E quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a publico e se dizem “ estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal”. Isto é apenas o início de uma estratégia usada por essas pessoas com o objetivo de desqualificar a correta atuação da polícia. Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro.

A providência logo adotada visa desviar o foco das investigações e investir contra o trabalho policial. Em tempos recentes, esse método deu tão certo que todo um trabalho investigatório foi anulado. Agora, a tática volta ao cenário.

Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos.

De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal colocará todo o seu empenho para esclarecer o povo brasileiro o que realmente se pretende com tais acusações ao trabalho policial e o que está por trás de toda essa tentativa de desqualificação da atuação da Polícia Federal.

A decisão sobre se um preso deve ser conduzido algemado ou não é tomada pelo policial que o prende e não por quem desfruta do conforto e das mordomias dos gabinetes climatizados de Brasília.

É uma pena que aqueles que se dizem “estarrecidos” com a “violência pelo uso de algemas” não tenham o mesmo sentimento diante dos escândalos que acontecem diariamente no país, que fazem evaporar bilhões de reais dos cofres da nação, deixando milhares de pessoas na miséria, inclusive condenando-as a morte.

No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada. Logo em seguida, estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo, a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada.

Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas. Em todos os países do mundo, a doutrina policial ensina que todo preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é um instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende.

Quanto às provas da culpabilidade dos envolvidos, cabe esclarecer que serão apresentadas no momento oportuno  ao Juiz encarregado do feito, e somente a ele e a mais ninguém. Não cabe à Polícia exibir provas pela imprensa.

A ADPF aproveita para reproduzir o que disse o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos: “a Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos”.

12/08/2011 - Bolivar Steinmetz, Vice-presidente, no exercício da presidência


OBS: Observo que este comunicado deixa claro que ADPF tem ALTIVEZ..