sábado, 8 de outubro de 2011

UM FUTURO MELHOR... PARA QUEM???

Entrevista de Olavo de Carvalho ao site Panorama Mercantil

Some Revolução Francesa, Revolução Mexicana, Revolução Russa, Revolução Chinesa, etc., e compare com as demais causas de mortandade, incluindo guerras. Nada se compara, em capacidade mortífera, aos construtores de "um futuro melhor". Não é uma questão de opinião. É uma questão de números.
"Barack Obama é um semi-analfabeto". Esta é a visão de um dos intelectuais mais polêmicos do Brasil, que conta com o privilégio de analisar o país "do lado de fora",e ainda diz com uma convicção crua e nua que o leitor brasileiro é bombardeado por análises que dão dó. Por Eder Fonseca
Em um país onde a hipocrisia reina, ter coragem para divulgar e ainda discutir idéias que muitas vezes não são combatidas é quase uma agressão física. Mas para o filósofo Olavo de Carvalho isso não é regra. Homem de grande capacidade intelectual, é um crítico do modo como a política é tramada, não só nacionalmente como no expectro internacional. Para o mesmo,o presidente dos Estados Unidos Barack Obama,não passa de um semi-analfabeto à altura do ex-presidente Lula. Diz também que o deputado mais burro do Parlamento Europeu,comparado aos nossos ministros, deputados e senadores é um Aristóteles redivivo.
Quando perguntado se a grande mídia é de direita, ele afirmou que no máximo ela é tucana, e essa afirmação ele não faz como um leigo no assunto, pois já trabalhou em orgãos da imprensa gigante e mandatária entre os quais podemos distacar a revista 'Bravo!', a extinta 'Primeira Leitura', além dos jornais 'O Globo', 'Zero Hora', 'Jornal do Brasil' e revista 'Época' (desses últimos quatro, ele diz que não foi mandado embora mais sim chutado). Atualmente ele mora em uma zona rural de Richmond, cidade que fica no estado da Virgínia nos EUA, de lá ele é um dos mentores do site Mídia Sem Máscara (que recebe apoio financeiro da Associação Comercial de São Paulo) (Nota do editor: equívoco do jornalista. O MSM não recebe nenhum apoio financeiro da ACSP), mantém o seu programa periódico de rádio em streaming pela internet, denominado True Outspeak ou traduzido para o bom português 'Sinceridade de Fato', com participação do público por telefone, Volp ou email, além de colaborar também com o jornal mineiro Diário do Comércio, onde atua como correspondente internacional.
Escreveu prefácios e posfácios de grandes pensadores como Otto Maria Carpeaux, Mário Ferreira dos Santos entre outros.
Leia a partir de agora,a entrevista desse senhor que é um dos poucos brasileiros que são capazes de criticar o músico e compositor Chico Buarque de Hollanda,endeusado pela maioria do povo brasileiro e que desperta a ira de antigos pares,como o economista Rodrigo Constantino que o chamou de vaidoso,e do jornalista Sebastião Nery, que afirma que ele jamais poderia ser chamado de filósofo, pois lhe falta o diploma dessa ciência.


Panorama Mercantil - Existem muitos charlatães no meio acadêmico brasileiro?


Olavo de Carvalho -
Sim, creio que eles são mesmo predominantes nesse meio. Só para lhe dar um exemplo: é quase impossível encontrar hoje em dia uma tese de mestrado ou de doutorado que não venha carregada de erros de português os mais grosseiros e escabrosos. Um sujeito que não domina o próprio idioma não pode, por definição, dominar nenhuma disciplina acadêmica. Deveria ser enviado de volta ao ginásio ou mesmo ao curso primário. Um ministro da Educação que não sabe soletrar a palavra "cabeçalho", um chefe de departamento universitário que escreve "Getulio" com LH, são exemplares típicos da corja de vigaristas e farsantes que hoje domina o ensino superior no Brasil. Se essa amostragem lhe parece muito pequena, lembre-se do "Dicionário Crítico do Pensamento da Direita", obra de cento e tantos professores tidos como alguns do melhores nas suas especialidades, onde cada um demonstrou um meticuloso desconhecimento do assunto. Há, é claro, alguma distância entre a mera incompetência e o charlatanismo. Mas a epidemia de incompetência veio junto com um aumento terrível do poder e da autoridade dos professores universitários, que hoje reinam como déspotas sobre multidões de alunos devotos e atemorizados - algo que, para quem chegou à vida adulta nos anos 60, parece de um ridículo sem fim. A incompetência, quando aliada à arrogância e à presunção, não se distingue mais do charlatanismo. Isso é regra geral no Brasil. As poucas pessoas sérias que restam no meio universitário sentem-se isoladas e impotentes, sonhando em sair do país.

Panorama - Os nossos políticos são piores ou iguais aos do exterior?


Carvalho -
Não há comparação possível. Só para lhe dar um exemplo: desses ministros, deputados e senadores brasileiros que vêm aos EUA, nenhum sabe falar inglês nem o bastante para pedir um cachorro-quente na lanchonete da esquina. Nosso alto funcionalismo público já foi um dos mais competentes do mundo, mas hoje é uma desgraça. Nos EUA, a exigência de boa formação cultural para os líderes políticos é tão implacável, que Barack Obama, um semi-analfabeto digno de competir com o Lula, teve de falsificar um currículo universitário e posar de autor de um livro escrito por William Ayers para poder ser aceito como candidato. Na Europa, então, nem se fala. O deputado mais burro do Parlamento Europeu, comparado aos nossos ministros e senadores, é um Aristóteles redivivo. A diferença é tão vasta, tão abissal, que ela escapa ao horizonte de visão dos brasileiros, até mesmo de classe alta. Ninguém aí percebe o oceano de ignorância, de inépcia e de incompetência em que o Brasil mergulhou, porque, quando o nível baixa, o critério de julgamento baixa mais ainda, ao ponto de considerarem que Dilma Rousseff é "uma mulher culta". A diferença, de tão imensa, se tornou inapreensível.

Panorama - Existe alguma diferença entre o PT e o PSDB, ou eles são farinha do mesmo saco como se diz no linguajar popular?


Carvalho -
Não são bem farinha do mesmo saco, são as duas lâminas opostas e complementares daquilo que Lênin chamava "a estratégia das tesouras". Cortam por lados opostos, mas produzem uma figura planejada em comum. Veja, por exemplo, essa campanha obscena do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em favor da liberação das drogas. Dirigindo a questão para os aspectos jurídicos e econômicos mais gerais e abstratos, ele camufla o resultado político concreto que a liberação das drogas produzirá fatalmente: a ascensão das Farc à condição de empresa multinacional legítima e partido político legalmente constituído. Isso é a coisa mais clara do mundo. Liberado o comércio de drogas, quem dominará o mercado senão aqueles que já têm o controle absoluto da produção, da distribuição e dos pontos de venda? Transformar-se em empresa e partido, com uma via aberta para a conquista legal do poder, sempre foi o objetivo permanente das Farc, porque guerrilhas, por definição, não visam a uma vitória militar, e sim a uma vitória política. Dar-lhes essa vitória é o objetivo comum do governo e dessa oposição farsesca personificada em Fernando Henrique Cardoso. Não esqueça que PT e PSDB nasceram do mesmo grupo intelectual uspiano que agora domina o cenário político por dois lados.

Panorama - O senhor acredita que a grande mídia nacional é de direita?


Carvalho -
A hipótese é ridícula. A grande mídia nacional, é, na mais ousada das hipóteses, tucana. Verifique por si mesmo: quantos jornais e canais de televisão defendem os valores morais tradicionais que são os da população brasileira? Quantos defendem o cristianismo contra os ataques gayzistas, feministas, etc.? A grande mídia apóia integralmente, fanaticamente, o programa cultural, psicológico e moral da esquerda mais radical, divergindo dela somente na questão da "liberdade de imprensa", que envolve o seu interesse direto. Tal como no caso do PSDB, trata-se apenas de disputa de espaço dentro de um consenso geral esquerdista, e nunca de uma divergência ideológica séria. Pergunte a si mesmo: qual foi a última vez que um cristão conservador dirigiu um jornal ou canal de TV no Brasil? Você vai ter de procurar nos anos 50. Quantos colunistas cristãos conservadores ocupam espaço na grande mídia? Lembre-se da confissão de Luís Garcia, o diretor do Globo: quando o jornal já tinha uma centena de articulistas de esquerda, acharam bom contratar um - unzinho - que lhes parecesse de direita, para disfarçar um pouco, e mesmo assim trataram de chutá-lo fora quando ele começou a falar muito do Foro de São Paulo, numa época em que a mídia inteira jurara fazer silêncio para que essa entidade sinistra pudesse crescer em paz.

Panorama - É verdade que Bill Clinton, quando estudante, se beneficiou de verbas da KGB?


Carvalho -
Não sei. O que é certo é que ele favoreceu o quanto pôde a espionagem chinesa nos EUA e, com a tal "Operação Colômbia", ajudou as Farc a conquistarem o monopólio do comércio de drogas na América Latina. E recebeu milionárias contribuições de campanha do governo chinês. Perto disso, embolsar dinheiro da KGB quando estudante seria apenas um pecadinho de juventude.

Panorama - Barack Obama é um fantoche de Wall Street e das grandes corporações norte-americanas?

Carvalho -
Não. Barack Obama é um fantoche da elite globalista, a qual não é a mesma coisa que "as grandes corporações". Essa elite compõe-se de grandes fortunas que já se libertaram há muito tempo de toda concorrência capitalista e hoje buscam dominar o mundo por meio de controles burocráticos que a tornam uma aliada natural dos movimentos de esquerda. O "Consórcio", como costumo chamá-lo, precisa dos EUA como seu apoio militar, mas ao mesmo tempo precisa debilitar o poder nacional americano e subjugá-lo a controles burocráticos internacionais. É uma situação perigosa e ambígua, que tem de ser manipulada com muita sutileza e infinitos cuidados. Na grande mídia brasileira, você não encontrará um só analista político que entenda alguma coisa do jogo de poder nos EUA. Sobretudo a alternância de disputa e ajuda mútua que se vê entre a elite americana e a revolução islâmica. O mesmo governo que gasta uma fortuna imensa para localizar e matar Bin Laden gasta outro tanto para elevar ao poder, na Líbia, no Egito, etc., a Fraternidade Muçulmana, comando geral do anti-americanismo no Oriente Médio. O esquematismo bocó dos nossos analistas políticos, fruto da pseudo-cultura esquerdista que os formou, não lhes permite compreender nada dessas sutilezas. Os leitores brasileiros são diariamente alimentados com uma ração de imbecilidades provincianas que, vista do exterior, é de fazer dó.

Panorama - Por que a filósofa Marilena Chauí é uma professora de ginásio?


Carvalho -
Não acho que ela sempre tenha sido isso. Seu livro sobre Spinoza, obra de juventude mal recauchutada na idade matura, mostra que ela tinha algum talento quando começou. Ao longo do tempo, porém, ela se deixou imbecilizar pelos compromissos políticos que foi assumindo, ao ponto de se tornar, já não digo uma professora de ginásio, mas uma animadora pedagógica de escolinha do MST. O que eu tinha a dizer sobre ela já foi dito no meu artigo "O Chicote da Tiazinha". Leia e veja se estou exagerando.

Panorama - Leandro Konder é mesmo um propagandista barato?

Carvalho -
Não. É um homem de talento que se deixou rebaixar a essa condição por comodismo, desejo de afeição, saudosismo e tudo o mais que corrompe um ser humano e faz dele um escravo da sua geração, ou patota de juventude. A intelectualidade esquerdista tem uma capacidade de envolvimento, uma espécie de grude que se cola nas pessoas e destrói suas almas a golpes de lisonja e de chantagem emocional. Até mesmo o grande Otto Maria Carpeaux, um homem de gênio, terminou seus dias como um bobão, um office boy do Partido Comunista que ele intimamente desprezava. Leia a minha introdução ao volume I dos Ensaios Reunidos e verá do que estou falando. Por que o Leandro Konder, uma personalidade muito mais fraca do que o Carpeaux, iria resistir melhor a essa máquina de moer cérebros?

Panorama - O senhor talvez seja um dos poucos brasileiros que dizem que o cantor Chico Buarque é tão significativo antropologicamente quanto à extinta Banheira do Gugu. Como chegou a essa conclusão?

Carvalho -
Chico Buarque de Hollanda é um sambista que encontrou um dicionário de rimas na biblioteca do pai e fez umas letras que, na terra do Teixeirinha, pareciam sofisticadas. Isso é tudo. Não é um poeta de maneira alguma; está, rigorosamente, fora da literatura. Para perceber isso, é preciso ter lido Mallarmé, Saint-John Perse, Ungaretti, Yeats e, de modo geral, a grande poesia universal. Ele mesmo disse, numa de suas letras de samba: "Quem não conhece não pode reconhecer." Ele escreve para um público que não tem a menor experiência da grande poesia e que, por isso mesmo, o aceita como poeta. A importância desmedida que se dá a seus escritos é mais um sinal da miséria cultural brasileira, mas essa mesma miséria impede que as pessoas a percebam. Diga você mesmo, sinceramente, se tem a formação literária requerida para distinguir entre poesia e pseudo-poesia. O provincianismo brasileiro chegou àquele ponto em que o caipira não consegue imaginar nada fora da sua província e acha que está em Atenas. O Brasil simplesmente já não tem uma elite intelectual capaz de perceber as coisas com suas devidas proporções.
Panorama - Não existe nada que o senhor goste nas idéias de esquerda?

Carvalho - A pergunta é um pouco simplória. "A esquerda" é uma tradição cultural e política com mais de duzentos anos de existência, coisa de uma complexidade e riqueza quase inabarcáveis, e, mesmo que se esforçasse muito para fazer só porcaria, teria necessariamente de produzir alguma coisa boa nesse ínterim, ao menos por equívoco. Quando penso "a esquerda", o que vem à minha mente é algo de imensamente mais vasto do que aquilo que se entende pelo termo nesse favelão intelectual que é o Brasil. "A esquerda" é, por exemplo, Charles Péguy, é Jules Michelet, é John Ruskin, é Heinrich Heine, é José Ingenieros. Nem o mais empedernido dos reacionários pensaria em jogar tudo isso fora. Quantas páginas de Lênin, de Marx, de Gramsci, não li com grande satisfação! Faça a sua pergunta a algum cabo eleitoral, não a um homem de estudos.
Panorama - O senhor não considera legítima a luta do MST?

Carvalho - Não é uma questão de legitimidade. É uma questão de receita e despesa. O MST custa uma fábula aos cofres públicos e não contribui em nada nem mesmo para o sustento dos seus próprios membros. Enquanto isso, o tão abominado agronegócio fornece aos brasileiros comida abundante e barata, tapa os rombos da balança de pagamentos e ainda leva pedradas e cuspidas da turma do MST. O MST tem tanto a ver com agricultura quanto eu com a criação de tatus. Aquilo é uma comedeira de dinheiro, uma sem-vergonhice total e, pior, acabou se tornando mais um instrumento para a penetração das Farc no Brasil. "Legitimidade" é um valor abstrato que não tem nada a ver com o caso. No Brasil, "pensar" tornou-se sinônimo de aderir genericamente a símbolos abstratos e ostentar distintivos. Isso é coisa de retardado mental.
Panorama - O que mais prejudicou a humanidade: a ciência, os bancos ou as religiões e por quê?

Carvalho - Faça as contas. O movimento revolucionário, que prometeu nos libertar de todos os males do mundo, matou mais gente, em dois séculos, do que todas as epidemias, terremotos, furacões e guerras desde a origem da espécie humana. Some Revolução Francesa, Revolução Mexicana, Revolução Russa, Revolução Chinesa, etc., e compare com as demais causas de mortandade, incluindo guerras. Nada se compara, em capacidade mortífera, aos construtores de "um futuro melhor". Não é uma questão de opinião. É uma questão de números. Perto disso, acusar as religiões ou a ciência é de uma hipocrisia sem par.
Panorama - O economista Rodrigo Constantino disse que sua vaidade é maior que o seu fanatismo religioso. O que tem a dizer sobre isso?

Carvalho - Um sujeito que começa uma conferência gabando-se dos belos resultados do seu último regime de emagrecimento não deveria chamar ninguém de vaidoso. Constantino é um moleque bobo e nada do que ele diga sobre o que quer que seja tem a mais mínima importância.

Fonte:Mídia Sem Máscara

A ESTUPIDEZ DA UNIÃO MONETÁRIA EUROPÉIA=UME

Europa quebrada, sonho acabado

Os promotores da New World Order estão apertando as mãos e pedindo: "Nós trabalhamos tanto para passar este acordo. Nós ainda não terminamos nossos planos. Agora eleitores estão tentando matá-lo. Não é justo!"
A União Monetária Européia (UME) vai quebrar.  Isto será seguido por um desmembramento da União Européia.
Este fato é negado pelos promotores da New World Order (NWO) da unificação internacional.  Eles têm planejado isso desde o fim da primeira Guerra mundial.  Eles vêm implementando isso ativamente, em segredo, desde os anos 50.  Eles usaram tratados para passar essa unificação política.  Eles usaram a unificação econômica como isca.  O gancho da unificação política sempre esteve na isca.
A ameaça que a NWO enfrenta é que a isca se tornou um veneno.  A UME é baseada em um banco central comum e em uma moeda comum.  Mas sem um sistema de governo comum, não pode haver união fiscal.  Não pode haver um plano centralizado por meios keynesianos.
O nacionalismo implícito pela manipulação fiscal keynesiana levou à crise grega.  A UME paira sobre uma premissa improvável: a sabedoria dos banqueiros comerciais europeus (BCE), que passaram suas carreiras nos altamente regulados mercados domésticos.  Antes, banqueiros de grandes bancos poderiam sempre contar com seus bancos centrais nacionais para socorrê-los.  Mas, nesta nova ordem bancária mundial, o banco central europeu não tem a flexibilidade para salvar todos os grandes bancos nacionais que estão vivendo turbulência.  Alguns membros do conselho do BCE são parte do eixo germano-holandês, o que favorece a redução monetária e os preços estáveis.  O conselho deve acalmá-los a certo ponto. Isto reduz o tempo de resposta do BCE.
A linha de pensamento da UE e do BCE é de que não há nenhum problema ou série de problemas enfrentados pelo governo central.  Eles insistem que os problemas atuais são temporários.
Nos já ouvimos tudo isso anteriormente.
O colapso do comunismoO maior acontecimento da minha vida foi o suicídio da União Soviética em 31 de dezembro de 1991.  O império comunista caiu sem que um tiro fosse disparado.  Oficiais superiores do partido comunista saquearam os fundos do partido e enviaram o dinheiro para contas em bancos suíços.  Em seguida, eles privatizaram os principais ativos econômicos do estado para que eles e seus comparsas se tornassem incrivelmente ricos.
O segundo maior acontecimento foi à decisão de Deng Xiaoping em 1978 de liberar a agricultura chinesa.  Isto levou ao crescimento econômico mais rápido da história.  Nada como isso já aconteceu com tamanho número de pessoas.  O crescimento da economia per capita da Coréia do Sul de 1950 a 1990, foi maior, mas a Coréia do Sul era uma nação muito menor.
O comunismo foi à ideologia tirânica mais poderosa na história do homem. O comunismo falhou operacionalmente na União Soviética em menos de 75 anos.  A China comunista falhou em menos de 30 anos.
A lógica do dinheiro seduziu a vanguarda do proletariado. A inevitável vitória socialista foi exposta como uma fraude gigante. A religião messiânica do marxismo afundou com os dois navios comunistas.
Hoje, o exército esfarrapado de professores marxistas nas universidades do ocidente tem como modelos de sobrevivência apenas Cuba e a Coréia do Norte. A foto de satélite das duas Coréias — luzes brilhantes no sul, uma luz no norte — é o epitáfio mais poderoso que existe do comunismo.
Agora mais uma vitoria da liberdade sobre as políticas centralizadas está em andamento.  Isto está acontecendo no oeste europeu, e isto não será revertido.  O garoto propaganda da New World Order — a União Européia — começou a desmoronar.  Nada irá reverter este fato.
Existem alguns no ocidente que irão negar.  Também existem aqueles que de 1992 até hoje insistem que o colapso da União Soviética foi na verdade um grande engano.  Os comunistas ainda estão no controle, dizem eles.  Essas pessoas não admitem que o comunismo perdeu a batalha.  Como os comunistas originais, eles acreditam na soberania absoluta do poder político.  Eles acreditam que o ocidente não poderia ter ganhado, porque os comunistas eram melhores na intriga e no poderio militar.  Mas o ocidente ganhou, porque os líderes comunistas desistiram do sonho de um mundo socialista e decidiram seguir o dinheiro.
Vou contar como que eu sei que os comunistas fracassaram completamente.  Primeiro, o novo governo russo mudou o nome das cidades principais de volta para os seus nomes pré-Bolchevique.  Leningrado se tornou São Petersburgo.  Stalin mudou o nome de Volgagrado para Stalingrado em 1925.  Khrushchev mudou de volta em 1961 como parte do seu programa de "de-Stalinização".  Ambas as mudanças revelaram a natureza dos políticos na Rússia.  Os nomes das cidades eram testemunhas do poder dominante.  Por isso que as mudanças de nome depois de 1991 foram significantes.
Segundo, multidões derrubaram estátuas de lideres soviético.  Uma das estátuas que desapareceram foi a de Pavlik Morozov, o garoto de 13 anos que denunciou seu pai.  Ele foi transformado em herói por Stalin depois de seu assassinato aos 15 anos.  Ele executou os parentes do garoto pelo crime, apesar de todos terem negado envolvimento no crime.  A história de Morozov era ensinada as crianças soviéticas até o fim do regime.  Sua estátua desapareceu do parque público construído em sua homenagem.
A queda da União Soviética não foi um engano.  Foi real.  Aconteceu há duas décadas.
Há outra queda se aproximando.
Do colapso à separaçãoEu vou dizer novamente.  O colapso da União Monetária Européia vai ser seguido pela separação da União Européia.
A UME está se rompendo.  Alguns colunistas do ocidente estão agora admitindo isso.  No geral, entretanto, o caminho seguido pelas linhas de comunicação é o mesmo seguido pelos burocratas da UE: "A crise na Grécia é uma aberração temporária. Ela será resolvida pela UE, FMI, e pelas políticas dos banqueiros europeus."
O problema com esta afirmação é que a Grécia continua a queimar.  Taxas de juros de curto-prazo estão acima de 100%, indicando a perda de confiança por parte dos investidores na capacidade do governo grego em pagar seus juros em euros.  Se a UE, o FMI, e o BCE tivessem um plano para lidar com o problema na Grécia — sua incapacidade iminente para fazer pagamentos de juros em euro — eles o teriam implantado.  Eles continuam anunciando "empréstimos-ponte" temporários.  Estes "empréstimos-ponte" são na realidade empréstimos sem fundos.  É presumido que todos sabem disso, porém eles não investem adequadamente.  Os vários giros nos mercados de ações europeus indicam que a esperança e o medo estão equilibrados, ao contrário de qualquer orçamento do governo.
A esperança vai se transformar em medo enquanto a realidade aparece.  O que é realidade?  Que grandes bancos europeus compraram títulos do governo grego, porque eles assumiram que nenhum membro da UME iria sair em omissão a dívida em euro.  Mas é claro que isto é exatamente o que a Grécia fará.  O calote é estatisticamente inevitável.  O buraco é um poço sem fundo.
O euro foi o garoto propaganda da unificação européia, assim como a unificação européia era o garoto propaganda da NWO para a unificação mundial, o sonho da Comissão Trilateral.  O euro foi empurrado goela abaixo dos bancos centrais europeus em 1999.  Eles desfrutavam de uma autonomia considerável.  Políticos nacionais também ressentiam o fato de que eles não teriam mais muita influência nos negócios monetários domésticos.  Eles passaram a ter que convencer os banqueiros do Banco Central Europeu a seguir políticas que sustentariam o estado de bem-estar social.
Este mundo se foi, mas existem políticos nas nações PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) que gostariam muito de restaurá-lo.  Eles estão sendo pressionados por eleitores para se libertarem dos programas de "austeridade" que estão sendo enfiados em suas gargantas pelo FMI e pelo BCE.
A Bíblia ensina, "O rico domina o pobre, e quem pede emprestado é servente de quem empresta" (Provérbios 22:7).  Isso incomoda os devedores.  A Bíblia também ensina, "O ímpio toma emprestado e não paga" (Salmo 37:21a).  Isso incomoda muito os devedores.  "Isto é um insulto a nossa integridade!" Então, quando seus governos anunciam cortes limitados no gasto doméstico, os trabalhadores ameaçados tomam as ruas.  "Você nos deve o que você nos prometeu!"
Resumindo, eleitores querem impor austeridade nos credores.  Eles não querem credores impondo austeridade nos seus governos de bem-estar social.
Alguns grupos interessados vão ser inflexíveis.  Na opinião da UE, BCE, FMI os funcionários de países com grande dívida serão inflexíveis.  Na opinião dos sindicatos gregos os burocratas da BCE, FI, UE vão ser inflexíveis.  Políticos das nações PIIGS alegam que ninguém vai ser inflexível se o BCE, FMI, e a UE emprestarem mais dinheiro.  Os banqueiros querem que a UE e o BCE sirvam de provedores de última instância para os bancos, para que, quando os PIIGS derem calote, os banqueiros não percam seus bônus.  Eleitores na Alemanha não querem ficar presos com as contas a pagar dos PIIGS ou bancos.  Investidores no mercado de ações da Europa parecem Rodney King ao dizer. "Não é possível todo mundo se dar bem?"
Os promotores da New World Order estão apertando as mãos e pedindo: "Nós trabalhamos tanto para passar este acordo. Nós ainda não terminamos nossos planos. Agora eleitores estão tentando matá-lo. Não é justo!" Eu penso em uma cena clássica que melhor descreve o atual predicamento da NWO.
Os melhores planosWall Street Journal publicou um relatório sobre a repartição da EMS.  Eu gostei da maneira que este começou:
Quando a história da ascensão e da queda do oeste europeu pós-guerra for algum dia escrito, ela será lançada em três volumes.  Vamos chamá-los de "Fatos Concretos," "Ficção Conveniente" e — o volume que ainda está sendo escrito — "Fraude."
O autor diz que os fatos concretos foram necessidades militares do pós-guerra.  A Guerra fria começa.
O próximo fato concreto foi o dinheiro.  Ele corretamente identifica este como "o presente de Ludwig Erhard, autor das reformas econômicas que criaram o marco alemão, aboliu o controle de preços, e colocou a inflação em controle por gerações." Erhard foi um discípulo de Wilhelm Roepke, que foi um discípulo de Ludwig von Mises.  Em junho de 1948, Erhard unilateralmente aboliu inteiramente o sistema militar aliado de controle de preços, moeda fiduciária, e racionamento.  No dia seguinte — literalmente — o "milagre econômico alemão" começou.
O autor continua: "O terceiro fato concreto foi a criação do mercado comum de Jean Monnet que deu a Europa uma economia compartilhada — não política — idêntica." O autor foi enganado pela última fraude. Monnet estava trabalhando para a unificação política desde que ele e Raymond Fosdick, agente de John D. Rockefeller Jr., sentaram-se juntos na conferência da paz de Versailles em 1919.  Em 1919, Fosdick enviou uma carta a sua esposa.  Ele disse a ela que ele e Monnet estavam trabalhando diariamente para lançar as bases "do quadro de governo internacional." [31 de  julho de 1919; em Fosdick, ed., Letters on the League of Nations (Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1966), p. 18.]  Fosdick retornou a Nova York em 1920, onde ele assumiu a Fundação Rockefeller pelos próximos 30 anos.
Monnet era o homem de frente para a New World Order.  Ele promoveu unificação política envolvendo-a em princípios de unificação econômica.
O autor precisamente descreve o suicídio do oeste europeu.
Em 1965, gastos do governo como percentual do PIB eram em média 28% no oeste europeu. Hoje paira há um pouco menos de 50%. Em 1965, a taxa de fertilidade na Alemanha era um saudável 2.5 crianças por mãe. Hoje é um catastrófico 1.35.  Durante os anos pós-guerra, o crescimento anual do PIB na Europa era em média 5.5%.  Depois de 1973, raramente excedeu 2.3%.  Em 1973, europeus trabalhavam 102 horas para cada 100 trabalhadas por um americano.  Em 2004 eles trabalharam apenas 82 horas para cada 100 trabalhadas por um americano.
Ele argumentou que "Foi durante esta desaceleração geral que a Europa entrou na conveniente fase de ficção." Uma ficção de que adicionando novos membros a UE iria permitir a economia européia a rivalizar com a produção Americana.  Outra ficção era de que havia um núcleo central de visões e valores que unificariam a nova coletividade. Aqui, ele é terrivelmente ingênuo. Que tinha sido a hipótese da Organização das Nações Unidas desde o começo, e da Liga das Nações antes dele. Este era o coração da visão de Monnet.  Isso não começou em 1973.
E houve, finalmente, a ficção gritante que a Europa tinha seu próprio "modelo," distinto e superior ao modelo americano, que a imunizou de correntes internacionais: globalização, Islamismo, demografia.  Os europeus amam seus feriados e eles pensaram que tinham direito a um longo feriado da história também.
Ele acertou essa!
Depois ele listou as fraudes.  Primeiro, a Grécia foi autorizada na União Monetária Européia.  Mas isso não era uma fraude.  Os críticos nos anos noventa disseram que todas as nações do Club Med teriam déficit.  Eles alertaram que o euro não conseguiria aguentar.
Não houve fraude ao deixarem os PIIGS entrarem no bloco.  Isto era fundamental para a visão de Monnet de 1919.  Isto tinha que funcionar.  Isto é ordenado a funcionar.  Esta é a religião da NWO.
Os banqueiros não PIIGS pensaram que iria funcionar.  Eles se sobrecarregaram de dívidas dos PIIGS.
Isso não era uma fraude.  Isto era uma implementação de uma religião profundamente política.  Este foi um autoengano em escala continental.
No entanto, ele está certo sobre este ponto.
Houve a fraude do chamado critério de Maastricht — as leis fiscais que deveriam governar o euro apenas para serem rapidamente desrespeitadas pela França e Alemanha e depois jogadas na crise atual. Houve a fraude da Constituição Européia, esmagadoramente rejeitada sempre que um voto nela fosse permitido, apenas para ser revisada e imposta por decreto parlamentar.
O que esta acontecendo agora na Europa não é bem uma crise como é uma exposição: um evento do tipo Madoff ao invés de um Lehman.  O choque é que é um choque.  A Grécia nunca que seria socorrida e irá, cedo ou tarde, dar calote.  Os bancos detentores da dívida grega serão, cedo ou tarde, recapitalizados.  A recapitalização virá de contribuintes alemães, e isso irá colocá-los — mais cedo do que tarde — no limite de sua paciência. Os chineses não irão ao resgate: Eles sabem que não se deve gastar bom dinheiro em mau dinheiro.
E depois a Itália será a nova Grécia.  A crise européia chegará as costas dos EUA, e os problemas econômicos americanos vão para as costas europeias — um tsunami de mão-dupla.
Ele vê que esta fraude não vai se segurar.  Há uma razão para isso.
A "união fiscal" que está sendo debatida nunca irá passar:  Eleitores alemães não a querem, assim como nenhum outro país que quer manter independência fiscal — o que quer dizer, o principal atributo da soberania democrática.

Ele faz uma previsão: "O que vem a seguir é a explosão do projeto europeu." Então ele faz uma avaliação: "Dado o que os líderes europeus fizeram deste projeto nos últimos 30 e poucos anos, isto não é uma coisa totalmente ruim." Eu digo não.  Isto é ótimo.  Isto é, em fato, a melhor coisa que provavelmente vai acontecer nas primeiras duas décadas do século XXI.  Isto é a extensão das duas separações do século XX.

Mas isso chegará com um custo altíssimo.  Os distúrbios de Atenas tornar-se-ão os de Milão, Madrid e Marselha.  Partidos a margem ganharão forças.  Postos de fronteira irão voltar, moedas serão ressuscitadas, e depois desvalorizadas.  Países escolherão decadência ao invés de reforma.  Isto é um longo desfile de horrores.
ConclusãoO preço da separação do BCE, da UME, e da EU será alto por causa das fraudes e ficções convenientes que a precederam.  Se eleitores europeus não tivessem criado um estado de bem estar social, se eles não tivessem consentido com uma moeda comum, mas ao invés tivessem abolido todos os bancos centrais e tivessem permitido a competição entre moedas, e se eles tivessem abolido tarifas e não criado uma monstruosidade burocrática de agências não governamentais com poder de governo — a WTO e seus amigos — o preço de transição seria baixo. Mas eles escutaram a Monnet.  Eles agora pagaram o preço.
Assim como todos os seus parceiros comerciais.  Assim como os grandes bancos americanos que venderem seguros de inadimplência de crédito para bancos europeus.

Fonte: Mídia Sem Máscara

LULA, ESTADISTA? NUNCA FOI...

Lições de Bush a Lula

A retumbante coleção de fracassos de Obama seria um prato cheio para George Bush. Seria fácil para Bush sair por aí dando entrevistas e desafiando o atual presidente a fazer melhor do que ele.
No final do seu mandato, Lula repetia incansavelmente que ao se tornar um ex-presidente iria desencarnar e deixar de dar pitacos. Mais do que isso, iria mostrar como ser ex-presidente aos demais – recado dado a Fernando Henrique Cardoso, o eterno alvo das injúrias que ele dirigia aos governos anteriores, o que curiosamente não incluía Collor ou Sarney.
Dilma não chegou a um ano de governo e Lula já aparece despachando com ministros dela, dando pitaco sobre relações com a base aliada, viajando pelo país em clima de campanha e repetindo que ela só não será candidata a reeleição se não quiser, como que já deixando claro a torcida pelo não. Quando dá muito na cara ele se refugia um pouco, mas logo depois volta aos holofotes. Isso só ajuda a passar uma imagem de fraqueza de Dilma – que precisa se “aconselhar” com Lula, como acontece frequentemente. Lula nem por um segundo deixou o palco político, nem no plano maior, o governo federal, nem em praças menores, como a disputa pela prefeitura de São Paulo, em que já indicou o seu candidato. A sua presença sufocante retira de Dilma a liderança que ela deveria exercer e do país a certeza de que a presidência é ocupada pela eleita, e não pelo padrinho.
Lula deveria seguir o exemplo de George W. Bush. Sim, ele mesmo, o texano, um dos mais polêmicos e rejeitados presidentes dos Estados Unidos. Mas, como ex-presidente, sua atuação tem sido intocável. De estadista mesmo.
Bush deixou o poder em 2009 com baixa popularidade e não fez o seu sucessor. Obama ascendeu ao poder como um fenômeno de mídia e popularidade, debitando na conta de Bush tudo que de ruim havia nos EUA. Inexperiente mas muito carismático, Obama foi eleito prometendo o céu, dizendo que “sim, nós podemos”. Guerra no Iraque e Afeganistão? Sim, nós podemos sair de lá. Crise econômica e desemprego? Sim, nós podemos voltar a crescer. Crise fiscal? Sim, nós podemos equilibrar o orçamento.

Passados três anos de governo, Obama não fez nada disso. O prêmio Nobel da Paz continua com a presença militar em todos os países que havia antes e conseguiu até entrar na Guerra da Líbia, gastando outros bilhões em bombas da Otan, algumas que acertaram civis e até uma escola de crianças com síndrome de Down. A economia é um dos maiores calos do presidente americano. O desemprego está mais alto do que quando Bush deixou o poder e o receio atual é de entrar novamente em recessão. E quanto ao rombo do orçamento, esse é melhor nem falar. Em grossos números, a dívida americana subiu US$ 4,9 trilhões nos oito anos do governo Bush e US$ 4 trilhões nos três anos do governo Obama. Com os juros quase nulos dos papéis do tesouro americano, esse acréscimo foi resultado de novos gastos e não o custo de rolagem da dívida. A recente crise política para aumentar o limite de endividamento dos Estados Unidos é apenas um reflexo da gastança do governo Obama, que nem assim conseguiu reativar a economia (e parece querer insistir no erro).

A retumbante coleção de fracassos de Obama seria um prato cheio para George Bush. Seria fácil para Bush sair por aí dando entrevistas e desafiando o atual presidente a fazer melhor do que ele. Ou dar pitacos na condução da política econômica. Mais fácil e prazeroso ainda seria mostrar as contradições e erros e até comentar os pedidos de desculpas que Obama se viu forçado a fazer ao público americano. O mais notável foi quando o atual presidente dos Estados Unidos pediu aos congressistas para aumentarem o limite de endividamento do país, coisa que ele como senador por Illinois votou contra durante o governo Bush. Não é a toa que, em outubro de 2010, pesquisa feita pela CNN mostrou empate técnico para a pergunta de quem foi melhor presidente, Obama ou Bush.
Obama pode ter todos os problemas no governo, menos um: a sombra de um ex-presidente que lhe persegue. Fora do poder, George Bush escreveu um livro, inaugurou uma biblioteca e se uniu a Bill Clinton num esforço humanitário no Haiti. Ao lançar o seu livro de memórias best seller (Decision Points, 2010), ele deu dezenas de entrevistas. Naturalmente, foi perguntado o que achava do governo Obama e instado a criticar a atual administração. Como se viu, não faltaria assunto. Mas Bush preferiu dizer que ele sabe como é difícil governar os Estados Unidos e que não contribuiria com o país nem com o presidente Obama se ficasse criticando-o. Bush nem mesmo ficou no partido Republicano querendo apitar sobre os rumos da oposição ou pedir a aliados que o ficassem defendendo de eventuais críticas. Ele, de fato, desencarnou.
É possível não gostar de George Bush e do governo que ele comandou e ainda assim reconhecer que o seu papel de ex-presidente está corretíssimo. Ele engradece a democracia americana. Da mesma forma, muitos podem gostar da figura de Lula e do seu governo e reconhecer que, como ex-presidente, Lula faz um grande desserviço à sua sucessora e ao país. Ele apequena, ainda mais, a jovem democracia brasileira, nos aproximando do modelo russo de Medvedev e Putin.


Renato Lima é jornalista, mestre em Estudos da América Latina (University of Illinois at Urbana-Champaign) e doutorando em ciência política (MIT).

Fonte:Mídia Sem Máscara

ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO...NÃO CREIO.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Qual votação o PT perdeu antes do PSD?

Lula perdeu a CPMF e Dilma perdeu o Código Florestal. Fora isso, o governo federal não perdeu nada nos últimos anos, pois tem uma folgada maioria. Com Dilma, então, nem se fala.  Assim sendo, o PSD não altera em absolutamente nada este desequilíbrio, como insiste a Veja, a Folha. o Estadão e um bando de jornalistas e colunistas políticos imbecis. A maioria dos parlamentares que foram para o novo partido votava contra o PT e era sistematicamente derrotada. O PSD não vai ser adesista e governista. Isto já foi dito e repetido pelos seus fundadores. O PSD jamais votará pelo aumento da carga tributária. Pelo fim da liberdade de imprensa. Pelo desrespeito às cláusulas pétreas da CF. Será a terceira bancada e agirá como fiel da balança na defesa da democracia. O manifesto de fundação do partido explicita muito bem as bandeiras da nova legenda. Grande parte do quadro do novo partido é composto por políticos de oposição ao esquerdismo. Uma pequena parte reúne politicos que já estavam na base aliada de Dilma, em outros partidos. Por isso, foi colocado com transparência pelos seus fundadores que o PSD será independente, cada um votando de acordo com o que defenderam nas eleições. Não há nada que justifique esta patrulha imbecil de um grupo de jornalistas e colunistas contra o PSD, tentando carimbar o novo partido como adesista e governista. Acolheram a tese errada. Vão morrer abraçados com ela, mentindo para a opinião pública. Especialmente atacando Kassab e protegendo FHC, Sérgio Guerra e José Agripino Maia, que também afirmaram, cada um ao seu modo, que esquerda, centro ou direita é uma discussão besta em se tratando de conquistar o eleitorado. Há quem acredite na mentirada desta imprensa vagabunda da Folha e de outros veículos de comunicação. Há os que são limitados e não conseguem pensar pela própria cabeça. Há os que são mal intencionados e atuam a soldo de partidos prejudicados. Há os que são contra tudo e contra todos como se isso fosse sinal de independência. É atestado de burrice. Nada justifica o que está sendo dito sobre o PSD. A não ser o fato de que não conseguiram medir a dimensão e a proporção que este novo partido tomaria, sem ser governista e nem adesista.A grande verdade é que o PSD, a cada dia que passa, está calando a boca de muita gente. Bom para a democracia. Aliás, fique bem claro, o Partido da Democracia é o partido deste Blog. Por isso a defesa veemente do direito de existir, atuar, fazer política, que tentaram cassar do PSD.

CORREGEDORIA ASSIM... É PAU MANDADO

Homens de preto.

Os magistrados que dominam hoje o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) articulam uma proposta para colocar um cabresto na corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon. Com o discurso de que pretende preservar os poderes do CNJ, o conselheiro Sílvio Rocha, juiz federal de São Paulo, quer que todas as investigações, antes de serem abertas, sejam submetidas ao plenário do conselho. Composto em sua maioria por magistrados, o plenário diria o que pode ou não ser investigado.

A proposta, encaminhada em sigilo aos conselheiros do CNJ e obtida pelo Estado, é ainda mais restritiva do que a ideia inicial desse grupo - a qual gerou a crise interna do conselho, com a divulgação de uma nota de repúdio às declarações de Eliana Calmon sobre a existência de "bandidos de toga" no Judiciário brasileiro.

Os conselheiros ligados à magistratura defendiam a tese de que a Corregedoria Nacional apenas atuasse depois de concluídas as investigações nas corregedorias dos Tribunais de Justiça, que até hoje não funcionam a contento, conforme relatórios de inspeção do próprio conselho.

O novo texto deixaria a Corregedoria Nacional nas mãos do plenário do CNJ e de seus interesses corporativos. Antes de abrir uma investigação, a corregedoria teria de submeter a abertura de sindicância aos colegas.

Se não concordassem com a investigação, mesmo que preliminar, poderiam simplesmente arquivá-la. Enterrariam a apuração das irregularidades já no nascedouro.

E, mesmo que os conselheiros autorizassem a abertura da investigação, a divulgação das acusações acabaria com o sigilo necessário para qualquer apuração. O magistrado suspeito saberá logo no início que será investigado.

Liberdade de ação. Hoje, a Corregedoria Nacional atua livremente e pode investigar, sem submeter a ninguém, todas as suspeitas envolvendo magistrado que chegam ao CNJ. Ao receber uma denúncia, o corregedor abre sindicância e busca indícios que poderiam comprovar a irregularidade cometida pelo magistrado. Caso não encontre nada, arquiva a apuração.

A corregedoria só submete a investigação ao plenário do conselho depois de colhidos todos os indícios e se considerar que são suficientes para comprovar a existência da irregularidade. Nesses casos, cabe ao plenário simplesmente avaliar se as informações são suficientes para a abertura de um processo disciplinar administrativo que pode culminar na aposentadoria do magistrado.

Mas, mesmo nos casos em que faltem condições ao tribunal local para apurar as irregularidades, a Corregedoria Nacional teria de pedir a autorização do plenário para avocar a essa investigação. Hoje, a corregedoria pode fazer isso livremente.

OLHA A CNBB AÍ GENTE!?...

CNBB chama ministra dos Direitos Humanos de autoritária.

A Pastoral Carcerária, ligada à Igreja Católica, e a ONG Justiça Global divulgaram ontem nota de repúdio ao "ranço autoritário" que dizem ter identificado no projeto de lei, enviado esta semana pelo governo ao Congresso, instituindo o Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura no País. Concluído com três anos de atraso, o texto também cria o Mecanismo de Prevenção Nacional, que prevê medidas para controlar as violações de direitos humanos no sistema carcerário do País, um dos mais violentos do mundo.

O ponto da discórdia é o artigo que centraliza a escolha dos membros do conselho em poder da Presidência da República, em vez de abrir o processo de indicação às entidades da sociedade civil, como recomenda norma da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto anterior, discutido com as entidades ligadas a direitos humanos, previa a escolha dos conselheiros por meio de processo público. "A mudança deixou a marca de um ranço autoritário no texto e minou a independência funcional que seria garantida aos novos órgãos de prevenção à tortura", diz a nota. As entidades prometeram ampla mobilização contra o texto e ameaçam denunciá-lo até nos fóruns internacionais.

Conforme a nota, o processo participativo de escolha combinado entre o governo e entidades civis garantia ainda a independência funcional dos dois órgãos, encarregados de elaborar e acompanhar a política de combate e prevenção à tortura. O governo afirma que o projeto cumpre os compromissos com a ONU e significa um grande avanço na luta contra violações de direitos humanos no País. Segundo ele, as duas entidades estão fazendo tempestade em copo d'água.

A ministra Maria do Rosário (Direitos Humanos) garantiu, em nota divulgada ontem, que o projeto assegura o caráter democrático na composição das duas instituições. Dos 23 membros do Conselho, 11 serão representantes de governo e 12 serão oriundos de conselhos de classe e de organizações da sociedade civil.(Estadão)

A SOCIEDADE, QUE PENSA, TEM QUE SE INDIGNAR.

Depois do malfeito...

Duas notícias nos jornais mostram muito bem o mar de lama que é o governo petista. O Ministério dos Esportes não vai renovar contratos com ONGs no programa Segundo Tempo, aquele do ministro Orlando Silva que beneficiava a sua turma no PCdoB que, por sua vez, roubava a merenda das crianças nas escolinhas esportivas. A segunda notícia é que os Ministérios da Pesca e do Trabalho passaram a divulgar, no Portal da Transparência, depois das denúncias de milhares de falcatruas, os nomes dos beneficiários da Bolsa-Pesca, outra das famosas iscas eleitorais do petismo. Nos últimos dois  anos, foram pagos quase R$ 100 milhões a mortos, aposentados, empregados e gente que nunca viu um lambari na vida. O governo do PT é, sem dúvida, o governo do malfeito, onde cada enxadada é uma minhoca.