domingo, 30 de outubro de 2011

A CLOACA DA POLÍTICA NO BRASIL PASSA E O POVO PASTA...

domingo, 30 de outubro de 2011

Agora é a vez de Agnelo.

Estamos publicando a matéria "Agnelo na mira", sobre os novos episódios do escândalo que derrubou Orlando Silva e que teve origem no comunista que virou petista:


Orlando Silva perdeu o cargo de ministro do Esporte, na semana passada, abalado por denúncias de desvio de dinheiro. Seu substituto, Aldo Rebelo, também do PCdoB, recebeu do Palácio do Planalto a missão de moralizar a pasta. Para a Justiça, no entanto, a questão é outra. Nos próximos dias, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) receberá um processo com nove volumes e quatro apensos, que corre na 10ª Vara Federal, em Brasília. As informações, a que ÉPOCA teve acesso, mostram que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), antecessor de Silva, é suspeito de ter se beneficiado das fraudes.

O conjunto contém gravações, dados fiscais e bancários, perícias contábeis e relatórios de investigação. As peças da ação penal vistas por ÉPOCA incluem o relatório nº 45/2010, que contém os diálogos captados em interceptações telefônicas, com autorização judicial, feitas entre 25 de fevereiro e 11 de março do ano passado. As conversas mostram uma frenética movimentação de Agnelo Queiroz e do policial militar João Dias para se defender em um processo. Diretor de duas ONGs, Dias obteve R$ 2,9 milhões do programa Segundo Tempo para ministrar atividades esportivas a alunos de escolas públicas. Nas conversas, Dias quer ajuda para acobertar desvios de conduta e de dinheiro público. Ele busca documentos e notas fiscais para compor sua defesa em uma ação cível pública movida pelo Ministério Público Federal. O MPF cobra de Dias a devolução aos cofres públicos de R$ 3,2 milhões, em valores atualizados, desviados do Ministério do Esporte.
 Personagem da crônica política de Brasília, João Dias ajudou, com suas declarações, a derrubar Orlando Silva na semana passada. Dias nem precisou apresentar provas de que Silva teria recebido pacotes de dinheiro na garagem do ministério. Suas acusações levaram à sexta baixa no primeiro escalão da equipe da presidente Dilma Rousseff. O pretexto para a demissão foi a abertura, na terça-feira, de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a acusação de Dias e denúncias de que o Ministério do Esporte se transformara num centro de arrecadação de dinheiro para o PCdoB. Com a queda de Orlando Silva, o foco se transfere para o governador Agnelo Queiroz, contra quem existem suspeitas ainda mais consistentes.

Os principais interlocutores nas conversas gravadas pela polícia são João Dias, Agnelo Queiroz, o advogado Michael de Farias (defensor do policial) e o professor Roldão Sales de Lima, então diretor da regional de ensino de Sobradinho – cidade-satélite de Brasília onde atuavam as duas ONGs de João Dias. Era com Lima que Dias tratava do cadastro das crianças carentes que deveriam ser beneficiadas pelo programa Segundo Tempo. Na ação cível há um dado impressionante: as ONGs de João Dias receberam recursos para fornecer lanches para 10 mil crianças. Mas só atenderam, de forma precária, 160.

Pressionado pelo Ministério Público, Dias foi à luta para amealhar elementos capazes de justificar tamanho disparate. Às 12h36 do dia 4 de março de 2010, ele telefonou para Agnelo Queiroz, então diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dias pediu a Agnelo para “dar um toque” em Lima e reforçar seu pedido de ajuda ao professor. Dias queria que Lima fornecesse documentos para sua defesa. Na gravação, ele avisa que vai marcar um encontro entre Agnelo e Lima, para que esse pedido seja feito pessoalmente. Menos de uma hora depois, Dias, que estava num restaurante com Lima, telefonou novamente a Agnelo. Entregou o celular para Lima falar com ele. De acordo com a transcrição dos diálogos, feita por peritos do Instituto de Criminalística do Distrito Federal, Agnelo diz a Lima que precisa de sua ajuda. Afirma que vai combinar com João Dias para os três conversarem, porque Roldão (Lima) “é peça-chave neste projeto”.

Qual seria o projeto? Segundo a investigação da polícia, trata-se de apresentar uma defesa à Justiça Federal capaz de livrar Dias da cobrança milionária. Pouco antes das 13 horas do dia 9 de março, o advogado Michael de Farias disse a Dias para ficar tranquilo, que tudo estaria pronto para ser entregue à Justiça três dias depois. Só faltaria, disse Michael, “agilizar a questão do Roldão (Lima)”. Na gravação, Michael afirma que eles “já vão confeccionar os documentos só para o Roldão assinar, já vai tudo pronto”. Dias diz que dessa forma fica melhor e, em seguida, liga para Agnelo e marca um encontro para uma conversa rápida e urgente. Cerca de duas horas depois, Dias volta a telefonar a Agnelo e adia o encontro.


No final da tarde do dia 9, Dias falou com Lima. O professor Lima disse que ficou até de madrugada numa reunião em que foram fechadas “as planilhas, os projetos”. De acordo com a polícia, Lima estava no escritório do advogado Michael. No dia seguinte à tarde, Michael disse a Dias que já havia “confeccionado a defesa e as cartas de Roldão (Lima)”. Até aquele momento, Lima não assinara nada. À noite, Dias ligou para dois celulares de Agnelo e deixou o mesmo recado nas secretárias eletrônicas: “O prazo máximo para apresentar a defesa é sexta-feira, preciso muito de sua ajuda”. Às 20h22, Dias finalmente consegue falar com Agnelo e avisa “que sexta-feira tem de apresentar o negócio lá”.

A polícia descobriu, pelas conversas grampeadas, onde Lima se encontraria com Dias para entregar os documentos a ser incorporados a sua defesa. O encontro ocorreu no Eixo Rodoviário Norte, uma das principais avenidas de Brasília, no começo da tarde da sexta-feira 12 de março. Dias parou seu Ford Fusion e ligou o pisca-alerta. Em seguida, Lima parou seu Fiat Strada atrás e entrou no automóvel de Dias. Eles não sabiam, mas tudo era fotografado por agentes da Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal. As imagens mostram que Lima carregava uma pasta laranja ao entrar no carro de Dias. Saiu do veículo sem ela. Três horas depois, os advogados de Dias entregaram sua defesa na Justiça Federal.

De nada adiantou todo esse esforço. Um laudo da PF constatou que havia documentos “inidôneos” na papelada apresentada pela defesa de Dias. Três semanas depois, ele e outras quatro pessoas foram presas por causa de fraudes e desvio de dinheiro público no Ministério do Esporte. Mesmo com todas as evidências registradas nas gravações de suas conversas, Dias nega ter recorrido a Agnelo para ajudá-lo em sua defesa. O professor Lima afirma que, nas conversas por telefone e nos encontros com Dias, só falava de política. Mas admite que, “num dos encontros, João Dias me passou o telefone para conversar com Agnelo”. Lima afirma não se lembrar da pasta laranja entregue no encontro.

As gravações telefônicas revelam também uma intimidade entre Agnelo Queiroz e João Dias, que os dois hoje insistem em esconder. A relação entre os dois envolveu a intensa participação do PM na campanha de Agnelo para o governo do Distrito Federal no ano passado. Eles afirmam que estiveram juntos apenas nas eleições de 2006, quando Agnelo concorreu ao Senado, e Dias a uma cadeira na Câmara Legislativa – ambos pelo PCdoB. Os diálogos em poder da Justiça mostram outra realidade. No dia 4 de março de 2010, Dias perguntou a Agnelo como estavam os preparativos para o dia 21 de março, data em que o PT de Brasília escolheria seu candidato ao governo. Agnelo disse que estavam bem, seus adversários estavam desesperados. Em resposta, Dias afirmou que ele e o major da PM Cirlândio Martins dos Santos trabalhavam para sua candidatura nas prévias do PT em várias cidades-satélite de Brasília. Na disputa, Agnelo derrotou Geraldo Magela, hoje secretário de Habitação do Distrito Federal.

Em outra gravação, Dias informa Agnelo sobre o resultado de uma pesquisa eleitoral em que ele ultrapassara o ex-governador Joaquim Roriz. ÉPOCA ouviu de integrantes da campanha de Agnelo que, mesmo depois de sua prisão, Dias teve papel importante nas eleições. A campanha de Weslian Roriz – mulher de Roriz, que o substituiu na disputa – mostrou na TV um dos delatores do envolvimento de Agnelo nas fraudes no Ministério do Esporte. Isso teve impacto na campanha do ex-ministro. Quem deu a solução foi Dias: com poder de persuasão, ele convenceu uma tia da testemunha a desqualificar seu depoimento na televisão. Mais tarde, a tia foi agraciada com um emprego no governo. No novo governo, Dias foi beneficiado. Indicou seu melhor amigo, Manoel Tavares, para a presidência da Corretora BRB, o banco do governo do Distrito Federal.

O governador e ex-ministro Agnelo Queiroz respondeu por escrito a 13 perguntas feitas por ÉPOCA. Ele afirma que o inquérito da Polícia Civil é montado. “O inquérito foi uma tentativa de produção de um dossiê para inviabilizar a (minha) candidatura”, diz Agnelo. “A origem do inquérito infelizmente foi direcionada por uma parte da Polícia Civil, ainda contaminada pelas forças políticas do passado. Uma farsa.” Agnelo diz que ele e João Dias eram “militantes da mesma agremiação partidária, ambiente em que surge o conhecimento” e que é “fantasiosa” a afirmação de que acolheu “indicação de João Dias para cargos no governo”.

Apesar de continuar na Polícia Militar, Dias tornou-se um próspero empresário. Em outro relatório da polícia em poder da Justiça Federal, de número 022/2010, gravações telefônicas mostram que Dias é o verdadeiro dono de academias de ginástica registradas em nome de laranjas. “Tal fato é um forte indício de que João Dias está utilizando as academias para ‘lavar’ o dinheiro oriundo de supostos desvios de verbas públicas”, diz o relatório policial. Dias tem quatro carros importados. O mais vistoso é um Camaro laranja, 2011, importado do Canadá em julho. Em entrevista a ÉPOCA, ele afirmou que adquiriu o Camaro numa transação comercial. O veículo está registrado em nome do motorista Célio Soares Pereira. Célio é o empregado de Dias que diz ter entregado dinheiro no carro do então ministro Orlando Silva na garagem do Ministério do Esporte.

Em depoimento à Polícia Federal, Dias mudou sua versão sobre a entrega de dinheiro a Silva. Ele disse que era “muito pouco provável que o ministro (Orlando Silva) não tivesse visto a entrega dos malotes (de dinheiro)”. Diferentemente de Dias, Geraldo Nascimento de Andrade – principal testemunha de acusação contra Agnelo Queiroz sobre desvio de dinheiro do Ministério do Esporte – confirmou, em todos os depoimentos, ter pessoalmente entregado R$ 256 mil a Agnelo. Em um vídeo a que ÉPOCA teve acesso, Andrade descreve com detalhes como fez dois saques no Banco de Brasília, transportou e entregou o dinheiro ao atual governador.

Andrade sabe mais. Na gravação, ele liga as fraudes no Esporte ao Ministério do Trabalho. Andrade afirma que notas frias foram usadas para justificar despesas fictícias em convênios do programa Primeiro Emprego. O maior convênio apontado por Andrade, de R$ 8,2 milhões, foi firmado com a Fundação Oscar Rudge, do Rio de Janeiro. Andrade, que morava em Brasília, afirma ter ido ao Rio de Janeiro para sacar dinheiro da conta de um fornecedor da fundação, uma empresa chamada JG. Ele diz que passava os valores para representantes da entidade. A presidente da fundação, Clemilce Carvalho, diz que a JG foi contratada por pregão e prestou os serviços. Filiada ao PDT, mesmo partido do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ela foi candidata a deputada federal em 2006. Lupi está ameaçado de perder o emprego na reforma ministerial, planejada para o início de 2012. Os ministérios do Esporte e do Trabalho têm, em comum, o fato de ser administrados há anos pelos mesmos partidos da base de apoio ao governo federal. O modelo dá sinais de que começa a ruir.

sábado, 29 de outubro de 2011

TORTURADOR, SEQUESTRADOR, TERRORÍSTA SÃO IGUAIS

Malícia, irresponsabilidade e ingenuidade

A própria presidente tem interesses diretos em que não se acendam luzes sobre roubos, assaltos e assassinatos praticados e cometidos pela organização comunista que integrava.
Em "Pombas e gaviões" aduzi, já na capa, o alerta que caracteriza os dez textos que nele se contêm: os ingênuos estão na cadeia alimentar dos mal intencionados. É uma preocupação que os últimos anos vieram acrescentar às que eu já tinha em relação ao futuro de nosso país. Com efeito, considero coisa certa, provada pelos fatos, que a única tese efetivamente abandonada pela esquerda para tomada do poder é a tesa da luta armada. O camarada Gramsci acendeu um farol sobre a formação da hegemonia como estratégia alternativa e mais eficiente (anote aí à margem: fazer do ENEM porta única para entrada da universidade é parte disso).
O Senado Federal aprovou, como se previa, a criação da tal Comissão da Verdade. Haverá prova mais contundente de que usam e abusam da ingenuidade alheia? E de que a encontram, no parlamento brasileiro, em quantidade suficiente para aprovar uma coisa dessas?
A ideia original de Lula e dos seus era bem outra. Era abortar a anistia ainda em 1979. O jornalista José Nêumanne  (autor do livro "O que sei de Lula"), em entrevista ao jornal O Globo no dia 29 de agosto passado, contou ter sido procurado, entre 1978 e 1979, pelo então presidente da Arena, Cláudio Lembo, para cumprir uma missão solicitada pelo general Golbery do Couto e Silva. Golbery queria apoio de Lula para a volta dos exilados. A reunião, testemunhada pelo jornalista, ocorreu num sítio. Qual a resposta de Lula? “Doutor Cláudio, fala para o general que eu não entro nessa porque eu quero que esses caras se danem. Os caras estão lá tomando vinho e vêm para cá mandar em nós?…”. O elevado critério moral de Lula não prevaleceu, a anistia aconteceu em 1979 e foi constitucionalizada em 1988.
Pois eis que coube ao próprio Lula, três décadas depois daquela reunião relatada por Nêumanne, enviar ao Congresso Nacional, no ano passado, o projeto da Comissão Nacional da Verdade. O mundo deu umas quantas voltas, é certo, mas em nada se comparam ao efeito giratório que as conveniências políticas determinam sobre a moral de certas pessoas. É esse projeto que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e acaba de sair do forno do Senado. Como Lula não conseguiu abortar a anistia em 1979 e a tentativa de matá-la quando já tinha 31 anos foi inviabilizada pelo STF em abril do ano passado, restou a alternativa da Comissão da Verdade.
Os ingênuos acreditam no que está estabelecido no parágrafo primeiro da lei que cria a Comissão, segundo o qual lhe caberá "efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". No entanto, qualquer pessoa que junte "b" com "a" para fazer "ba" sabe que o julgamento pretendido pelos que queriam revogar a Lei de Anistia será substituído, agora, por mero linchamento sem processo nem direito de defesa. Durante dois anos (anote aí que isso será prorrogado pelo tempo que convier politicamente à esquerda) teremos uma Comissão de sete membros, escolhidos autocraticamente pela presidente Dilma, para investigar metade da verdade, posto que os crimes cometidos pelos guerrilheiros da luta armada não integram o escopo da Comissão, segundo se depreende do conjunto de suas atribuições. A própria presidente tem interesses diretos em que não se acendam luzes sobre roubos, assaltos e assassinatos praticados e cometidos pela organização comunista que integrava.
A mim não me convence essa defesa dos direitos humanos com foco ideológico e com as refrações óticas determinadas pelo tempo. O SOS Tortura, telefone de denúncia instalado de outubro de 2001 a setembro de 2002, registrou 25 mil comunicações! Relativas a fatos da atualidade. Mas a única tortura que interessa à esquerda militante é a ocorrida num tempo em que esse tipo de crime, embora sempre repugnante e hediondo, sequer estava tipificado como tal no Código Penal brasileiro antes de 1997.
Por fim, reitero: tortura é coisa de degenerados. Torturador é monstro que deve arder na cela mais quente do inferno. Junto com seus assemelhados do terrorismo. Mas a anistia pacificou e encaminhou o país para a normalidade institucional ao longo de três décadas. É importante que se acendam luzes sobre o passado, mas sem essas pretensões de linchamento público, de vender meia verdade como verdade inteira, ou de transformar em heróis da democracia aqueles que lutaram por um regime totalitário infinitamente pior do que o regime autoritário que combatiam.
A verdade sobre períodos históricos nunca foi e jamais será determinada por uma comissão. Conceder autorização legal para que sete pessoas, nomeadas por uma oitava interessada, execute tal tarefa é ato legislativo para cuja aprovação se somam a inequívoca malícia de uns, a inaceitável irresponsabilidade de outros e a ingenuidade das pombas frente a voracidade dos gaviões

Fonte:Midia Sem Máscara

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A SODOMIA ESTÁ PROSPERANDO...

Gaystapo verde amarelo

Disque-denúncia abre as portas para a repressão a tudo o que “ofende” os amantes do sexo anal e perversões semelhantes.
Está em plena atividade o telefone estatal especial criado para que praticantes do homossexualismo possam denunciar cidadãos do Brasil.
De acordo com o jornal Diário do Comércio, “O serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100) recebeu 856 denúncias de casos de homofobia no Brasil entre janeiro e setembro deste ano. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), as ligações totalizaram 2.432 violações aos direitos dos homossexuais, como violência e atendimento inadequado em delegacias, entre outros. O Estado de São Paulo lidera o ranking com 134 telefonemas sobre homofobia…”
O estado de São Paulo, onde foi aprovada uma lei anti-“homofobia” pelo PSDB em 2001, está na vanguarda de medidas políticas gayzistas. O PSDB está construindo no seu quintal paulistano todo um aparelho de repressão a favor da agenda gay. O Ministério Público Federal de São Paulo é o instrumento predileto dos ativistas gays. Embora com sede em Curitiba, no Paraná, a ABGLT, a maior entidade gay recebedora de verbas governamentais, só faz uso do MPF de São Paulo para reprimir os opositores, tendo inclusive já feito nesse MPF queixa contra o autor deste blog.
O Diário do Comércio não deu exemplo dos tipos de queixas que estão sendo feitas ao disque-denúncia, mas já expus o famoso caso de um jovem paulistano bêbado que foi multado em quase 15 mil reais apenas por ter chamado de “veado” um praticante do homossexualismo. De acordo com a lei anti-“homofobia” do Estado de São Paulo, a multa de 14.880 reais foi necessária porque a palavra “veado” provocou no homossexual declarado “constrangimento de ordem moral, em razão da sua orientação sexual, na modalidade de vexame, humilhação, aborrecimento e desconforto”.
Evidentemente, essa repressão não vale quando homossexuais provocam nas outras pessoas “constrangimento de ordem moral na modalidade de vexame, humilhação, aborrecimento e desconforto”, exibindo obscenidades publicamente na frente de famílias com suas crianças.
Na verdade, eles podem fazer isso e muito mais. Quando um homossexual pode se apresentar desrespeitosamente só de calcinha na frente dos deputados sem maiores consequências, é sinal de que, mesmo não tendo sido aprovada, a lei do privilégio já é realidade.
O disque-denúncia não foi criado para pessoas ofendidas pelos atos homossexuais. Foi criado apenas para que os homossexuais tenham as ferramentas certas para reprimir os que se sentem ofendidos com as obscenidades gays e com a infame agenda gay.
Essa paranoia tem a marca registrada do PT.
O disque denúncia foi lançado no ano passado por Maria do Rosário, a radical militante do PT que tem a pretensão ideológica de transformar em crime a autoridade dos pais de disciplinar os filhos fisicamente por desobediência. Os pais cristãos, que atendem diretamente ao mandamento bíblico de uso da vara em situações de rebeldia dos filhos, serão classificados como “criminosos”, se os planos de Rosário avançarem.
Como toda boa petista, Rosário não abre mão do aborto provocado como direito reprodutivo da mulher. Dê uma varada ou chinelada de correção em seu filho, e Rosário diz que sua atitude é crime. Mate seu filho antes de nascer, e Rosário dirá que esse assassinato é um sagrado direito reprodutivo de toda mulher.
O sonho dela é livrar as crianças do Brasil da “violência” da disciplina física dos pais e entregá-las às maravilhas do aprendizado estatal do sexo anal nas escolas.
Ela quer mudanças no ECA — em parceria com a ABGLT, que também quer “melhorias” no ECA —, para que as crianças sejam “protegidas” da autoridade corretiva dos pais. Os pais não podem se aproximar dos próprios filhos para discipliná-los, mas há total liberdade, com proteção governamental, para que crianças sejam levadas ao sexo anal através de porcas aulas de educação sexual.
Essa é a paranoia do PT: prisão para pais que exercem seu direito de usar a vara corretiva em seus filhos, e proteção e liberdade para mães que matam seus bebês antes de nascer ou para autoridades educacionais depravadas que treinam crianças para o sexo anal.
O que o Brasil precisa urgentemente é de um disque-denúncia de crimes homossexuais contra crianças. Milhares de meninos são vítimas de estupradores homossexuais no Brasil, mas o governo, em sua paranoia, dá proteção aos predadores, não às suas vítimas.
Qualquer autoridade governamental que esteja determinada a destruir a autoridade corretiva dos pais na vida dos filhos, dando em troca o “direito” e a “liberdade” de matar os filhos antes de nascer ou dando em troca aulas de sexo anal para crianças, precisa de uma camisa de força.
Os ativistas homossexuais recebem rios de dinheiro para elaborar materiais para doutrinar os filhos dos outros nas escolas, e não temos nenhum disque-denúncia para nos ajudar a denunciar esse crime.
O governo federal gasta milhões em políticas, eventos e leis para expandir a agenda gay na sociedade e nas escolas, e não temos nenhum disque-denúncia para denunciar esse vergonhoso investimento na sodomia.
Milhares de meninos são estuprados por homossexuais por ano, e não temos nenhum disque-denúncia para nos ajudar a cobrar do governo uma campanha ampla contra os predadores homossexuais. Pelo contrário, já denunciei várias defesas homossexuais à pedofilia, e o Ministério Público Federal e o próprio governo federal nem bocejam.
Luiz Mott, o maior líder homossexual do Brasil, vem há anos sinalizando preferências claramente pedófilas, especialmente quando apresentou publicamente um museu erótico alisando a estátua de um bebê pelado.
Contudo, em vez de ser enquadrado criminalmente, ele é alvo de condecorações e adulações governamentais. Ele aplaudiu quando a ABGLT, a maior organização gayzista do Brasil, se queixou de mim ao Ministério Público Federal.
Mas se nos queixarmos dos abusos que a agenda gay e seus cúmplices governamentais estão cometendo contra nós e nossos filhos, os militantes homossexuais “ofendidos” podem nos denunciar pelo disque-denúncia criado especialmente para os amantes do sexo anal e perversões semelhantes.
Se permitirmos que as denúncias estúpidas deles neutralizem nossa capacidade de reação e defesa de nossas famílias, a opressão deles contra nossos filhos passará de mera doutrinação homossexual nas escolas para alisamento físico e muito mais.
Nessa altura, se nada fizermos, poderemos ser denunciados e criminalizados se não entregarmos nossos filhos aos tarados de Sodoma.


Fonte: Midia Sem Mascara

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A CASA UM DIA CAI...

O NAUFRÁGIO SURPREENDEU LULA AINDA NO PORÃO - Blog de Augusto Nunes
“Você tem que resistir”, ordenou Lula ao ainda ministro Orlando Silva. Em seguida, o Padroeiro dos Pecadores determinou a Dilma Rousseff que brigasse com os fatos. “Não vou decidir as coisas a reboque da imprensa”, obedeceu a afilhada ? que, a reboque do padrinho, imaginou que a absolvição simbólica do culpado encerraria o assunto.

Como advertiu um post aqui publicado, só conseguiu adiar por alguns dias o velório inevitável.

Em Manaus, Lula pressentiu o naufrágio iminente. “Esse pessoal do PCdoB nunca me conta tudo”, começou a desconversar o oportunista sem pudores. “Fico sabendo do que está acontecendo pelos jornais”, fantasiou o leitor que sucumbe à azia na segunda linha.

Dado o recado, decolou rumo ao México para continuar a discurseira iniciada em 1978. Foi um erro de cálculo. Deveria ter ficado no Brasil para avisar com todas as letras que caíra fora do barco em perigo.

O naufrágio consumado no fim da tarde desta quarta-feira surpreendeu Dilma Rousseff pendurada no leme, Orlando Silva zanzando pelo convés da segunda classe e Lula fazendo as malas no porão.

Foi o segundo fiasco de bom tamanho em meio ano. Depois de comandar a malograda operação de socorro a Antonio Palocci, o presidente em terceiro mandato voltou à luta para fracassar na resistência no Ministério do Esporte.

A ideia desastrada ampliou as evidências contundentes de que ? Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais (além de Nelson Jobim, demitido por alucinação) ? também Orlando Silva é um genuíno filhote de Lula. E o desfecho da história comprovou que o campeão de popularidade pode muito, mas não pode tudo.

Não pode, por exemplo, transformar mentira em verdade, bandido em mocinho, quadrilha em entidade beneficente. Se pudesse, não teria estabelecido outro recorde infame: nenhum governante do mundo engoliu tantos despejos de ministros enfiados até o pescoço no pântano da corrupção.

Fonte:Ternuma

O POVO ESTÁ DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLÊNDIDO...

A CORRUPÇÃO NO BRASIL E O CONFORMISMO DAS VÍTIMAS -VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino
A corrupção no Brasil, a destruição conseqüente, a danação dos culpados e o conformismo das vitimas.

Rio de Janeiro 25 Out 2011

Notícias veiculadas pela imprensa, nos últimos dias, dão conta de que o dinheiro público desviado pela corrupção dos agentes governamentais, nos Três Poderes, nos três níveis administrativos e nas empresas públicas, e dos responsáveis pelas ONGs apadrinhadas pelos governos federal, estaduais e municipais, montou a 82 bilhões de reais, no último ano. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo-FIESP, o assalto aos cofres públicos atingiu 720 bilhões de reais nos dez anos recentes.

Em outra versão mais modesta, "O Globo", na primeira página da edição de domingo, 23 de outubro, citando dados da Advocacia Geral da União, afirma que, "de 2003 a 2010, pelo menos, 67,9 bilhões de reais foram desviados dos cofres públicos para o ralo da corrupção". De qualquer sorte, são números impressionantes, que atestam o desperdício gigantesco de recursos que poderiam ter sido empregados no aperfeiçoamento e no progresso nacionais, na melhoria real da qualidade de vida do nosso povo sofrido.

Quem mora no Brasil tem sentido na carne o crescimento exponencial da corrupção no panorama nacional, máxime nos órgãos do governo, a partir do início do consulado lulopetista, caracterizado pelo amplo, geral e irrestrito "aparelhamento" do Estado, com pessoas escolhidas apenas por critérios de alianças e acordos políticos, e totalmente despreparadas para os cargos e funções a que foram guindadas, inclusive nos aspectos morais, como triste e sobejamente demonstrado pelos fatos.

Desde o início de nossa existência como Nação, incluindo o período de formação, ainda nos tempos coloniais, convivemos com formas mais ou menos acentuadas de malversação dos recursos públicos e de desvios dos tributos arrancados da população para bolsos indignos e indevidos.

Os promotores e beneficiários da roubalheira, historicamente denunciada desde o Padre Antônio Vieira, visavam o enriquecimento pessoal, de parentes, amigos, agregados e compadres, exatamente da forma como ainda agem os caciques políticos de todos os partidos, já que nenhum destes se salva do oportunismo venal escancarado por suas ações correntes e de seus membros, com destaque, porém, para certas e conspícuas personalidades e lideranças atuais do PMDB, perfeitamente conhecidas e identificadas pela Nação, e que se julgam e são julgadas, por alegres aliados da situação e promotores do caos, como "pessoas não-comuns", acima, portanto, do bem e do mal. .

A ascensão do PT ao poder, que, na oposição se fazia passar como o poço da ética e da virtude, o grande censor, denunciador dos erros reais, virtuais e imaginários de tudo e de todos, revelou uma nova, mais cruel e mais generalizada forma de corrupção, de fundo ideológico, destinada a desmoralizar e destruir as estruturas "burguesas" da ordem estabelecida, para permitir e facilitar "a construção" do Estado marxista na nossa terra. Mas, como ninguém é de ferro e o apelo da pecúnia, a qualquer preço, é muito tentador para os espíritos menos bem formados, passaram a ser abundantes, sufocantes em números e nos valores subtraídos, os casos de enriquecimento ilícito de "companheiros" e aliados, sempre em prejuízo do erário e do Bem Comum ou através de associações espúrias, à base do tráfico de influência.

O resultado disso tudo são a educação, a saúde e o saneamento, a habitação e a alimentação populares, a segurança, a infra-estrutura de energia, transportes e comunicações, o desenvolvimento científico e tecnológico em frangalhos, conforme o cidadão comum verifica a cada passo, ao procurar os órgãos e serviços públicos que lhe deveriam estar disponíveis, em face dos altíssimos tributos cobrados pelo Estado. As sucessivas reportagens dos noticiários da televisão e dos jornais e periódicos exibem, diuturna e tristemente, a falência de tudo: escolas destruídas, pessoas morrendo à porta dos hospitais, que fazem dos corredores improvisadas e inadequadas enfermarias, estradas esburacadas e ceifadoras de vidas, insegurança generalizada no campo e nas cidades, não importa mais o seu tamanho, doença e miséria por toda a parte...

As fantasiosas e róseas versões governamentais, trombeteadas por caríssimas peças de propaganda, difundem suas mentiras, aquilo que convém aos "donos do poder", no afã de manter iludido o povo, para permitir-lhes o monopólio do poder político, "a qualquer custo e a qualquer preço", por muito tempo, por todo o tempo.

É preciso que todos percebam que a destruição da base física do nosso País, como salta aos olhos a cada passo nas cidades malcuidadas e nos campos empobrecidos e palcos de lutas pela terra, em todos os aspectos que dificultam crescentemente a vida dos cidadãos, como antes demonstrado, decorrem, em grande parte, do vírus mortal da corrupção que nos esmaga e sufoca. É essa maldita corrupção, em verdade, o maior tributo pago pelos brasileiros! Mais que isso, porém, está sendo destruída a base ética, moral da sociedade, pelo incentivo deliberado, e a aceitação popular decorrente, em função de diabólica manipulação midiática, de que o vício é virtude, o errado é certo, "subir na vida" em função de falcatruas uma meta a ser perseguida e um estilo desejável de existir! Assim, pessoas de baixo caráter tornam-se queridas, heróis nacionais!

Os responsáveis e beneficiários da tremenda corrupção reinante não se abalam, não têm remorsos, sensibilidade, vergonha pelo mal que fazem. Em verdade, agem como bandidos, ao embolsarem recursos e meios que não lhes pertencem, que deveriam ser orientados para o desenvolvimento, o progresso, o Bem Comum! São ladrões, por se apossarem do que é propriedade do povo brasileiro; são assassinos, porque mortes decorrem da falência dos serviços e sistemas que inviabilizam com seus roubos; são genocidas, porque multidões sucumbem em razão dos seus crimes e malfeitos, como, por exemplo, nas epidemias não-controladas ou ressurgentes, depois de anos de extinção, ou nas 100.000 pessoas que, a cada ano e segundo a imprensa, morrem de infecção hospitalar no Brasil, ou nos milhares de inocentes vitimados por acidentes de trânsito em ruas, estradas, avenidas impróprias para o uso seguro...

A justiça dos homens tem tardado e garantido a impunidade dos malfeitores cruéis. Não têm faltado vozes bem-situadas no espectro do poder, para justificá-los, dar-lhes tapinhas nas costas e razão, dizer que é isso mesmo, que sempre foi assim, "que é preciso ter casco durão e não se deixar abater com a enxurrada de acusações", não "largar o osso" mesmo que, e principalmente, se comprovadas! Aos "amigos do rei, tudo", ainda que completamente errados e promotores de danos e males irreparáveis!

Atenção, porém! "Ojo", como dizem os hispânicos, gestores desonestos dos tributos do povo: o Senhor Deus, que tudo sabe e tudo vê, conhece bem as trevas de vossas almas, a maldade, a injustiça e a crueldade que habitam em vossos corações e movem vossas pérfidas ações, e vos pedirá contas no último e definitivo Julgamento. "De que servem ao homem todas as riquezas do mundo, em troca da perdição da sua alma imortal'? O inferno, "onde há choro e ranger de dentes" e o eterno desespero, será o vosso destino certo, se não vos arrependerdes a tempo, mudardes de vida e procurardes redimir-vos dos crimes e maldades feitos contra as vítimas inocentes dos vossos atos, através do cumprimento honrado de vossas obrigações, da devolução da fortuna mal havida para o patrimônio comum dos brasileiros e da aceitação e do cumprimento das penas merecidas por vosso tortuoso proceder!

E que as vítimas de tantas maldades sejam capazes de vencerem o conformismo, a apatia em que estão mergulhadas, de levantarem-se contra os opressores, de sacudirem os grilhões da indigna sujeição, para jamais aplaudi-los ou elegê-los de novo!


Fonte:Ternuma

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

É ENGANADOR DESDE O TEMPO DE SINDICALISTA...

LULA PARA SEMPRE - Marco Antonio Villa
O Globo - 25/10/2011

Luiz Inácio Lula da Silva não é um homem de palavra. Proclamou diversas vezes que, ao terminar o seu mandato presidencial, iria se recolher à vida privada e se afastar da política. Mentiu. Foi mais uma manobra astuta, entre tantas que realizou, desde 1972, quando chegou à diretoria do sindicato de São Bernardo, indicado pelo irmão, para ser uma espécie de porta-voz do Partidão (depois de eleito, esqueceu do acordo).

A permanente ação política do ex-presidente é um mau exemplo para o país. Não houve nenhuma acusação de corrupção no governo Dilma sem que ele apoiasse enfaticamente o acusado. Lula pressionou o governo para não "aceitar as pressões da mídia".

Apresentou a sua gestão como exemplo, ou seja, nunca apurou nenhuma denúncia, mesmo em casos com abundantes provas de mau uso dos recursos públicos. Contudo, seus conselhos não foram obedecidos.Não deve causar estranheza este desprezo pelo interesse público. É típico de Lula. Para ele, o que vale é ter poder. Qualquer princípio pode ser instrumento para uma transação. Correção, ética e moralidade são palavras desconhecidas no seu vocabulário. Para impor a sua vontade passa por cima de qualquer ideia ou de pessoas. Tem obtido êxito. Claro que o ambiente político do país, do herói sem nenhum caráter, ajudou. E muito.

Ao longo do tempo, a doença do eterno poder foi crescendo. Começou na sala de um sindicato e terminou no Palácio do Planalto. E pretende retornar ao posto que considera seu. Para isso, desde o dia 1 de janeiro deste ano, não pensa em outra coisa. E toda ação política passa por este objetivo maior. Como de hábito, o interesse pessoal é o que conta. Qualquer obstáculo colocado no caminho será ultrapassado a qualquer custo.

O episódio envolvendo o ministro do Esporte é ilustrativo. A defesa enfática de Orlando Silva não dependeu da apresentação de provas da inocência do ministro. Não, muito pelo contrário. O que contou foi a importância para o seu projeto presidencial do apoio do PCdoB ao candidato petista na capital paulista. Lula sabe que o primeiro passo rumo ao terceiro governo é vencer em São Paulo. 2014 começa em 2012. O mesmo se repetiu no caso do Ministério dos Transportes e a importância do suporte do PR, independentemente dos "malfeitos", como diria a presidente Dilma, realizados naquela pasta. E, no caso, ainda envolvia o interesse pessoal: o suplente de Nascimento no Senado era o seu amigo João Pedro.

O egocentrismo do ex-presidente é antigo. Tudo passa pela mediação pessoal. Transformou o delegado Romeu Tuma, chefe do Dops paulista, onde centenas de brasileiros foram torturados e dezenas foram assassinados, em democrata. Lula foi detido em 1980, quando não havia mais torturas. Recebeu tratamento privilegiado, como mesmo confessou, diversas vezes, em entrevistas, que foram utilizadas até na campanha do delegado ao Senado. Nunca fez referência às torturas. Transformou a casa dos horrores em hotel de luxo. E até chegou a nomear o filho de Tuma secretário nacional de Justiça!

O desprezo pela História é permanente. Estabeleceu uma forte relação com o símbolo maior do atraso político do país: o senador José Ribamar da Costa, vulgo José Sarney. Retirou o político maranhense do ocaso político. Fez o que Sílvio Romero chamou de "suprema degradação de retrogradar, dando, de novo, um sentido histórico às oligarquias locais e outorgando-lhes nova função política e social". E pior: entregou parte da máquina estatal para o deleite dos interesses familiares, com resultados já conhecidos.

O desprezo pelos valores democráticos e republicanos serve para explicar a simpatia de Lula para com os ditadores. Estabeleceu uma relação amistosa com Muamar Kadafi (o chamou de "amigo, irmão e líder") e com Fidel Castro (outro "amigo"). Concedeu a tiranos africanos ajuda econômica a fundo perdido. Nunca - nunca mesmo - em oito anos de Presidência deu uma declaração contra as violações dos direitos humanos nas ditaduras do antigo Terceiro Mundo. Mas, diversas vezes, atacou os Estados Unidos.

Desta forma, é considerável a sua ojeriza a qualquer forma de oposição. Ele gosta somente de ouvir a sua própria voz. Não sabe conviver com as críticas. E nem com o passado. Nada pode se rivalizar ao que acredita ser o seu papel na história. Daí a demonização dos líderes sindicais que não rezavam pela sua cartilha, a desqualificação dos políticos que não aceitaram segui-lo. Além do discurso, usou do "convencimento" financeiro. Cooptou muitos dos antigos opositores utilizando-se dos recursos do Erário. Transformou as empresas estatais em apêndices dos seus desejos. Amarrou os destinos do país ao seu projeto de poder.

Como o conde de Monte Cristo, o ex-presidente conta cada dia que passa. A sua "vingança" é o retorno, em 2014. Conta com a complacência de um país que tem uma oposição omissa, ou, na melhor das hipóteses, tímida. Detém o controle absoluto do PT. Usa e abusa do partido para fortalecer a sua capacidade de negociação com outros partidos e setores da sociedade. É obedecido sem questionamentos.

Lula é uma avis rara da política brasileira. Nada o liga à nossa tradição. É um típico caudilho, tão característico da América Hispânica. Personalista, ególatra, sem princípios e obcecado pelo poder absoluto. E, como todo caudilho, quer se perpetuar no governo. Mas os retornos na América Latina nunca deram certo. Basta recordar dois exemplos: Getúlio Vargas e Juan Domingo Perón.

Marco Antonio Villa é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

 
Fonte:Ternuma

CHARLES DE GAULLE FALOU COM PROPRIEDADE...

QUEM É O BANDIDO! Grupo GUARARAPES
Doc.248 – 2011 de 26 de outubro de 2011

 WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES

“Primeiramente temos de dar impressão de que somos democratas. No início teremos que aceitar certas coisas. Mais isto não durará muito tempo.”
(Marco Aurélio Garcia - Assessor Especial para Política Externa da Presidência da República)

Faça a esquerda ficar com raiva, dizendo a verdade!
Não há Justiça no nosso País, pois, a politicagem brasileira é quem manda e é mestra em defender bandido. Ladrão ou mesmo assassino, quando de esquerda, merece uma onda de artigos que os defendem com toda garra. O celebre assassino dos últimos tempos foi O CASO CESARE BATTISTI.

O CASO CESARE BATTISTI - acaba de ser publicado o livro do mestre em direito – WALTER FILHO – que sem a paixão idiota de ideologia mostra a vida deste facínora internacional. O apresentador da obra – mestre em Direito, professor Dimas Macedo - afirma: “Luiz Inácio Lula da Silva, indiscutivelmente, no caso específico de BATTISTI, ratificou o fato de que o Brasil não é um País sério” e logo depois aponta: “E, ainda, que seja doloroso saber que o estelionato, o abuso do Poder político no Brasil e a improbidade são as novas  moedas do poder político no Brasil ...”.

O Partido Comunista Italiano (PCI) era do governo, na época, dos crimes cometidos por eles e não os defendia. Logo não venham com a conversa de direita, burguesia ou poder do dinheiro.

Quem é este cidadão italiano? Quais os crimes praticados antes de entrar para o tal PAC (Proletários Armados pelos Comunistas)? Vamos listá-los:
1) 13 de março de 1972, com 17 anos, fez parte de furto de  uma máquina de escrever e de  dois veículos Fiat;
2) Maio de 1974 foi  denunciado pelo rapto de menores e uso de  violência,na prática  libidinosa de menores e no mesmo ano, agressão ao  tio de uma das  menores;
3) 3 de agosto de 1974, em Sabandia,  praticou arruaças e  assalto com arma de fogo e foi preso pela polícia, permanecendo nesta  situação,  até 1976;
4)1977 foi preso por julgamento de crimes praticados, anteriormente;
5) Foi preso no dia 26 de junho de 1979, fugindo da prisão a 4 de outubro do mesmo ano, com ajuda dos seus comparsas do PAC.

Depois de todos estes crimes, entra para o tal PAC, no final de 1997 e aí praticou atos de vandalismo, roubo, lesões corporais e crimes de sangue.
1) Em 14 de abr de 1978 participou do assalto aos correios de VERONA;
2) Praticou ferimentos graves no médico GIORGE ROSSANIGO, em 6 de maio de 1978;  -  Lesões graves no  médico DIEGO FAVA, em  8 de maio de 1978, sendo os tiros  efetuados por BATTISTI E ROBERTO  SILVI;
3) Em 22 de julho de 1978, roubou e danificou o supermercado ROSSETTO, NA CIDADE DE VERONA;
4) Em 7 de agosto de 1978 roubou o correio postal e a ele danificou.  Em VERONA;
5) Atentado contra o agente de custódia – Arturo Nigro – em  24 de outubro de 1978;
6) Participou de quatro assassinatos sendo acusado de ser o executor de dois deles, num terceiro, como mandante, e num quarto,  como co-autor. Morreram assassinados: ANTÔNIO SANTORO, EM 6 DE JUNHO DE 1978; PIERLUIGI FORREGIANI em 16 de fevereiro de 1979; LINO SABBADIN em 16 de fev de 1979 e ANDRE CAMPAGNA, em de abril  de 1979; e,
7) Ainda é acusado do seqüestro  de Sandra Baggiani, em dezembro de 1978 e participar do assalto ao Banco Popular de Milão em 20 de julho de 1978.

Além de todos estes crimes, ainda entrou no Brasil com passaporte falso e só isso já não permitia que aqui ficasse, passeando pelas praias de Copacabana.

Este criminoso foi condenado pelas JUSTIÇAS DA FRANÇA, ITÁLIA e pela Corte Européia de Direitos Humanos. A Justiça Brasileira é a única certa? Ou são bandidos o presidente e o ministro da justiça?

O livro do Dr emérito Walter Filho conta os detalhes.

 No Brasil, o bandido teve a proteção do Presidente da República e ministro da Justiça. O Brasil não é um País sério e seus dirigentes irresponsáveis.

O GRUPO GUARARAPES bate palmas para o Dr. Walter Filho e mais uma vez afirma:

DEMOCRACIA É O CUMPRIMENTO DA LEI! VIVEMOS A DITADURA DO EXECUTIVO.

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES!


Fonte: Ternuma

AS MINISTRAS MULHERES MOSTRAM SER DIGNAS

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Uma grande brasileira demitiu Orlando Silva: a ministra Carmen Lúcia.

Segundo Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, a abertura de inquérito no STF foi o fato decisivo e determinante para a demissão do ministro do Esporte, Orlando Silva. Obrigado, ministra Carmen Lúcia,  por ter demitido o suspeito. Se dependesse da Dilma...

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

NUNCA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS HOUVE TANTA ROUBALHEIRA

O Estado de S. Paulo - 24/10/2011
Cai, não cai. Nesse futuro intransitivo do ministro está se resumindo a novela do Ministério do Esporte. É minimizar o problema para não resolvê-lo. Reportagens do Estado têm mostrado que a ação à margem do interesse público vai muito além de atos individuais. Trata-se de um projeto partidário, executado há dez anos pelo PC do B nas beiradas do poder petista. Qual filiado opera o duto é quase irrelevante.

O que ocorre no Esporte transcende se alguém recebeu dinheiro sujo na garagem ou não. O problema é ser aceitável - para presidentes, governadores e prefeitos - que um partido instrumentalize programas de governo para sustentar seus filiados, inchar seus quadros e forrar seus cofres. Mesmo que de modo burocraticamente legal.O "esporteduto" descrito pelos repórteres Daniel Bramatti e Júlia Duailibi fornece a infraestrutura para que o dinheiro público ajude a aumentar o poder da agremiação. O exemplo é do PC do B, mas vale para outros partidos médios e pequenos que se coligam a legendas maiores. Funciona esquematicamente assim:

1) O pequeno partido se alia a uma sigla com força eleitoral. Em troca de tempo de TV para o candidato majoritário aliado, o partido ganha o comando de uma pasta e/ou de órgãos com poder de ordenar despesas: pode ser no governo federal, estadual ou municipal;

2) Com a caneta na mão, o partido e seu burocrata de plantão priorizam programas com capilaridade. É importante que a sua execução seja descentralizada e a verba seja distribuída para centenas de localidades. Os valores unitários baixos e a transferência do dinheiro para prefeituras e ONGs afastam a fiscalização e maximizam o impacto político-eleitoral do projeto;

3) Os recursos beneficiam desproporcionalmente as cidades onde o partido atua. Pode ser via prefeitos, ou através do secretário municipal que comanda a área do projeto. Quando nenhuma dessas condições de apresenta, "terceiriza-se" o gasto através de uma ONG especialmente criada ou adaptada para atender às demandas do projeto;

4) Dirigentes ou militantes do partido comandam a aplicação do dinheiro destinado ao projeto, selecionando prestadores de serviços e contratando gente. Novos militantes são cooptados para o partido por causa dos benefícios gerados pelo projeto na localidade;

5) Os militantes devolvem parte do que recebem ao partido na forma de contribuições periódicas. Com mais militantes, dinheiro em caixa e poder político, o partido consegue aumentar sua bancada de deputados e, por tabela, seu tempo de TV e sua cota no fundo partidário. Reforça assim seu cacife para negociar apoio na próxima eleição e reiniciar o ciclo.

Esse é o caminho legal, garagens à parte.

No caso do PC do B, o canal é o Ministério do Esporte. Um dos patinhos feios da administração federal, desdenhado pelos maiores partidos depois que foi desmembrado do Turismo no início do governo Lula, seu orçamento vem crescendo em relação ao total do Orçamento-Geral da União e em proporção ao PIB desde que os comunistas assumiram seu comando, em 2003.

Em 2010, foram pagos mais de R$ 800 milhões só do orçamento do ministério. Mas as verbas federais para o esporte incluem ainda R$ 160 milhões de patrocínios de empresas estatais, R$ 190 milhões da Lei de Incentivo ao Esporte (via isenção fiscal de empresas) e R$ 370 milhões de dinheiro repassado das loterias federais. Somando tudo, dá cerca de R$ 1,7 bilhão, segundo levantamento da associação Contas Abertas.

No poder, o PC do B priorizou dois programas: Esporte e lazer na cidade e Segundo tempo. O valor anual pago pelo primeiro saltou de R$ 38 milhões para R$ 286 milhões em sete anos. O segundo, foi de R$ 13 milhões em 2003 para R$ 173 milhões em 2010 - ou seja, foi multiplicado por 13 em 8 anos.

Nesse período, conta o repórter João Domingos, o PC do B saltou de 34 mil para mais de 100 mil filiados. Fez dois senadores, 14 deputados federais, 18 deputados estaduais, 42 prefeitos, 200 secretarias de esportes e 608 vereadores. Ou seja, cresceu na última década o que não conseguiu nos 80 anos anteriores de sua existência.

A questão, portanto, é maior do que a permanência de Orlando Silva no Ministério do Esporte. Enquanto a reforma política não vem, mais importante que demitir ou não o ministro é fechar a torneira de "esporteduto".


Fonte:Ternuma

NÃO HÁ IDEOLOGIA...EXISTE SEDE DE PODER.

POR QUE ROUBAM OS COMUNISTAS? Eugênio Bucci
ÉPOCA - 24/10/2011

Em 1989, aos 26 anos, o cineasta Steven Soderbergh ficou famoso com Sexo, mentiras e videotape. Duas décadas depois, lançou Che, um épico dividido em duas partes, ou dois filmes em sequência: no primeiro, Che Guevara vira guerrilheiro em Cuba; no segundo, ele vai para a Bolívia instalar um foco revolucionário. No primeiro, Che sai consagrado, aos 30 anos. Do segundo, saiu morto, carregado por um helicóptero.

A cena final do primeiro filme é inesquecível. Pode ser vista como um trailer do pesadelo ético que a esquerda viveria na América Latina a partir de então. O protagonista Che Guevara (Benicio del Toro) vai pela estrada, dentro de um jipe sem capota, na direção de Havana. É janeiro de 1959. O ditador Fulgencio Batista fugiu. Fidel Castro venceu. De repente, passa pelo jipe um vistoso conversível, dirigido por um dos comandados de Che. No automóvel, moços e moças festejam, cabelos ao vento. Che ordena que parem. “Que carro é este?”, pergunta ao motorista. “Era de um francoatirador”, diz ele. O comandante se enfurece. Manda que seu subordinado volte, devolva o carro e só depois vá para Havana, a pé, se for preciso.

A mensagem do líder era simples e direta: a revolução não era um movimento de ladrões.

Na biografia que John Lee Anderson escreveu sobre Guevara, há uma passagem parecida. De novo, estamos às voltas com automóveis. Agora, Che é ministro das Indústrias, no regime comunista de Havana. Certo dia, seu viceministro, Orlando Borrego, aparece na repartição com um Jaguar esporte, novinho, que encontrara numa fábrica. O chefe o interpela aos palavrões e o obriga a devolver o carro. Borrego passaria os 12 anos seguintes dirigindo um Chevy mais simples, sem opcionais. Outra vez, a mesma mensagem: a revolução não admite ladrões.

Acontece que a História (com “H” maiúsculo, como alguns preferem) não é heroica. Ela é uma piadista. Quando morreu pelas armas dos militares bolivianos, Che estava magro e doente. E os ladrões proliferaram nas fileiras de esquerda. Rechonchudos e felizes. Não roubaram apenas automóveis, mas utopias. Transformaram sonhos dos camaradas em butim. Estão por aí, de terno, gravata e dinheiro vivo dentro de casa. Nisso se resume o grande dilema existencial e político das organizações de esquerda.

Comunistas, quando corruptos, roubam a razão pela qual morreram todos os guerrilheiros.

Ao se acovardar diante da corrupção ou, pior, ao julgar que podem se extrair vantagens táticas da corrupção, um partido de esquerda abdica de acreditar na igualdade de oportunidades. Logo, abdica de sua herança simbólica e de nomes como Che Guevara. É bem verdade que Che se tornou um homem embrutecido, violento, comandando execuções às centenas, sem processo justo. O lendário guerrilheiro foi, a seu modo, um misto de verdade e de loucura (“tanta violência, mas tanta ternura”). Fez sua guerra, sujou as mãos de sangue e topou pagar o preço de sua escolha. O que importa, agora, é que ladrão ele não foi. E isso importa porque não foi a selvageria da batalha que corrompeu a esquerda: foi o roubo.

Passemos ao Brasil de 2011. Passemos para hoje. Estamos aí atordoados com mais um escândalo, outra vez embaralhando ONGs, mas agora com militantes e ex-militantes do PCdoB e autoridades do Ministério dos Esportes.

Passarão meses, talvez anos, até que saibamos quem de fato tem culpa no cartório, se é que o tabelião e os cartorários não estavam no esquema. Desde já, porém, sabemos que há milhões e milhões


Fonte:Ternuma

domingo, 23 de outubro de 2011

O CHEFÃO E SUA TROPA

Lula foi chefe de governo e de um bando - Augusto Nunes
.......Em janeiro, só deixou de chefiar o governo

Foi Lula quem propôs a Dilma Rousseff permanência de Orlando Silva e Wagner Rossi, a nomeação de Antonio Palocci, a recondução de Alfredo Nascimento e a anexação do Ministério dos Transportes ao latifúndio de José Sarney, um Homem Incomum. Dilma conhecia todos muito bem. (“Melhor que eu”, disse Lula mais de uma vez). Apesar disso, ou por isso mesmo, a presidente eleita convocou os cinco prontuários para o primeiro escalão. Proposta de chefe é ordem.

Quando se descobriu que o estuprador de contas bancárias também é traficante de influência, o ex-presidente baixou em Brasília para assumir o comando da contra-ofensiva dos pecadores. Como a mão estendida a Palocci acabou num abraço de afogado, foi para o exterior ganhar dinheiro com o ofício que inaugurou: é o único palestrante do mundo que cobra 100 mil dólares para repetir durante 40 minutos o que sempre disse de graça.

Escaldado pelo fiasco, o protetor de bandidos de estimação passou a agir à distância. Se dependesse dele, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais ainda estariam infiltrados na Esplanada dos Ministérios. Nesta terça-feira, numa conversa por telefone com Orlando Silva, Lula lembrou ao companheiro que os quatro despejados continuariam no emprego se tivessem seguido à risca as prescrições da Teoria do Casco Duro. E recomendou ao ministro pilhado em flagrante que resista no cargo.

O Código Penal, normas éticas, valores morais, o sentimento da honra, pudores, vergonha ? nada disso tem importância para o inventor do Brasil Maravilha. Lula só consegue enxergar duas espécies de viventes: os integrantes da seita que conduz e o resto. Os primeiros são absolvidos liminarmente de todos os crimes que cometem. Os outros são inimigos ? e como tal devem ser tratados.

O informante do Caso Watergate que ficou famoso como Deep Throat avisou que a dupla de repórteres do Washington Post chegaria à verdade caso seguisse o dinheiro. Para chegar-se à fonte da impunidade que afronta o Brasil decente, basta seguir os afilhados em apuros. Todos levam ao mesmo padrinho. Durante oito anos, Lula acumulou a chefia do governo e a chefia de um bando. Em janeiro, só deixou de chefiar o governo.

Fonte:Ternuma

PRODUTO NACIONAL BRUTO DA CORRUPÇÃO=PNBC

O PNBC DO TERCEIRO SETOR - Gaudêncio Torquato
23 de outubro de 2011

GAUDÊNCIO TORQUATO, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de Comunicação - O Estado de S.Paulo

De tanto o joio florescer no campo do trigo, fica cada vez mais difícil distinguir onde começa a cultura de um e termina o roçado do outro. Faz-se a observação a propósito de entidades sem fins lucrativos que compõem o chamado Terceiro Setor. Nos últimos tempos elas passaram a ser vistas também como canais para desviar recursos do Estado e jogá-los nas teias de corrupção que se formam nas malhas administrativas das três instâncias federativas. E assim, sombreado por casos escabrosos, esse conglomerado, que reúne algumas das organizações mais prestigiadas do País, enfrenta intenso processo de desgaste, cujas consequências poderão afetar o desenvolvimento de programas voltados para o bem-estar de comunidades carentes. Como é sabido, o espaço desse setor é ocupado por associações, movimentos, fundações, entre outras modalidades, que atuam nas áreas da educação, saúde, esporte, lazer, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, suplementando tarefas e funções que o Estado (Primeiro Setor) não consegue realizar a contento e sem ter como objetivo auferir ganhos financeiros, como é a praxe do mercado (Segundo Setor).

O tamanho da encrenca que põe sob suspeição organizações não governamentais (ONGs), expressão igualmente usada para definir aquele universo, pode ser aferido por esta ordem de grandeza: o País abriga cerca de 350 mil entidades de assistência social, que empregam 2,5 milhões de pessoas e 15 milhões de voluntários; entre 2004 e 2010 esse conglomerado recebeu dos cofres públicos R$ 23,3 bilhões, uma evolução de 180% em seis anos. Parcela ponderável dessa montanha de recursos entra, escancarada ou sorrateiramente, na composição do Produto Nacional Bruto da Corrupção (PNBC), entendido como o somatório das contas da rapinagem e dos conluios que, por aqui, assumem a forma de licitações "batizadas", comissões pagas a intermediários, superfaturamento de obras e produtos, emendas em projetos de parlamentares para regiões e, coroando a engenharia desse poder invisível, convênios com ONGs que semeiam joio. A inferência sobre a ladroagem é plausível. Basta contar os escândalos da atual quadra política e que estão sob a lupa do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público.

Qual a explicação para o fato de entidades criadas para trilhar o caminho do bem serem levadas a percorrer as veredas do mal?

Primeiro, a cultura da pilantragem, que encontra terreno fértil em nossos trópicos. "Espertocratas" juntam-se a burocratas para agir nas entranhas do Estado e tecer a teia da corrupção.

Segundo, o parentesco entre instituições privadas com fins públicos e estruturas estatais. As duas bandas fazem convergir seus interesses sob o escopo da cidadania: são associações desfraldando bandeiras de combate à pobreza, violência, discriminação, poluição, ao analfabetismo, racismo. Ganham a confiança da sociedade, apoio político e, como não poderia deixar de ser, volumosos recursos.

O Terceiro Setor, vale lembrar, constrói sua credibilidade na esteira da crise que, há quatro décadas, corrói os contornos do Estado de bem-estar. Incapaz de prover plenamente as demandas das áreas da educação, saúde, cultura e lazer, entre outras, o Estado passou a ter a colaboração de movimentos da sociedade civil, que acorreram em sua ajuda. A degradação da assistência social expandiu-se ao fluxo de outros eventos que impactaram a força do Estado, como a crise do petróleo nos anos 70, a recessão dos anos 80, a crise global do meio ambiente e a débâcle do socialismo na Europa.

Registre-se, ainda, a entrada em cena de governos conservadores, como os de Ronald Reagan, nos EUA, e Margaret Thatcher, na Inglaterra, sob os quais ocorreu acentuado refluxo do Estado na operação do sistema de proteção social. A partir das décadas de 80-90, o Estado passou a repartir com parceiros a execução de serviços sociais básicos. No Brasil, a moldura crítica juntou a fome com a vontade de comer. A criação das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, no final dos anos 90, deu força ao Terceiro Setor, agrupando no mesmo espaço as áreas filantrópicas, de caridade, de voluntários, independentes, de cultura e lazer, desenvolvimento educacional de jovens e sua integração ao mercado de trabalho. Certas instituições continuaram a desempenhar sua missão distantes dos recursos do Estado, como o Centro de Integração Empresa-Escola, a maior ONG do País, criada há quase meio século, mas a grande maioria estendeu as mãos aos cofres estatais, pedindo ajuda a atores políticos (representantes e partidos), os quais, por sua vez, usam as entidades como aríete para ampliar domínios. Portanto, muitos núcleos do território da intermediação assistencialista de cunho privado, respaldando a competitividade política, passaram a abrigar feudos partidários. Hoje, sua força é capilar, saindo da União, atravessando os Estados e chegando aos municípios.

O que precisa ser feito para limpar o roçado do Terceiro Setor, eliminando o joio?

Expurgar entidades com interesses espúrios ou ligações suspeitas com parceiros alheios a compromissos sociais. O que significa investigação acurada em associações privadas que recebem recursos do Estado. Parcerias e convênios com organismos estatais precisam obedecer a regras inflexíveis. Só mesmo por estas plagas é possível alguém criar uma entidade de caráter assistencialista, compor um conjunto de ideias filantrópicas, pleitear um convênio com um ministério, conseguir aprovar o pacote com as bênçãos de um político e, posteriormente, aplicar (?) de maneira atabalhoada os recursos embolsados. O Tribunal de Contas detecta falta de maior clareza e objetividade nos critérios de seleção das entidades beneficiadas. Ora, esse diagnóstico é suficiente para sustar os processos. Mas nada disso gera temor ao PNBC. Que, a esta altura, já deve ter encontrado boas alternativas para eventuais perdas.


Fonte:Ternuma

O CUSTO DAS ONG´S- QUANDO CRIAREMOS VERGONHA NA CARA?.

O PNBC DO TERCEIRO SETOR - Gaudêncio Torquato
23 de outubro de 2011

GAUDÊNCIO TORQUATO, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de Comunicação - O Estado de S.Paulo

De tanto o joio florescer no campo do trigo, fica cada vez mais difícil distinguir onde começa a cultura de um e termina o roçado do outro. Faz-se a observação a propósito de entidades sem fins lucrativos que compõem o chamado Terceiro Setor. Nos últimos tempos elas passaram a ser vistas também como canais para desviar recursos do Estado e jogá-los nas teias de corrupção que se formam nas malhas administrativas das três instâncias federativas. E assim, sombreado por casos escabrosos, esse conglomerado, que reúne algumas das organizações mais prestigiadas do País, enfrenta intenso processo de desgaste, cujas consequências poderão afetar o desenvolvimento de programas voltados para o bem-estar de comunidades carentes. Como é sabido, o espaço desse setor é ocupado por associações, movimentos, fundações, entre outras modalidades, que atuam nas áreas da educação, saúde, esporte, lazer, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, suplementando tarefas e funções que o Estado (Primeiro Setor) não consegue realizar a contento e sem ter como objetivo auferir ganhos financeiros, como é a praxe do mercado (Segundo Setor).

O tamanho da encrenca que põe sob suspeição organizações não governamentais (ONGs), expressão igualmente usada para definir aquele universo, pode ser aferido por esta ordem de grandeza: o País abriga cerca de 350 mil entidades de assistência social, que empregam 2,5 milhões de pessoas e 15 milhões de voluntários; entre 2004 e 2010 esse conglomerado recebeu dos cofres públicos R$ 23,3 bilhões, uma evolução de 180% em seis anos. Parcela ponderável dessa montanha de recursos entra, escancarada ou sorrateiramente, na composição do Produto Nacional Bruto da Corrupção (PNBC), entendido como o somatório das contas da rapinagem e dos conluios que, por aqui, assumem a forma de licitações "batizadas", comissões pagas a intermediários, superfaturamento de obras e produtos, emendas em projetos de parlamentares para regiões e, coroando a engenharia desse poder invisível, convênios com ONGs que semeiam joio. A inferência sobre a ladroagem é plausível. Basta contar os escândalos da atual quadra política e que estão sob a lupa do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público.

Qual a explicação para o fato de entidades criadas para trilhar o caminho do bem serem levadas a percorrer as veredas do mal?

Primeiro, a cultura da pilantragem, que encontra terreno fértil em nossos trópicos. "Espertocratas" juntam-se a burocratas para agir nas entranhas do Estado e tecer a teia da corrupção.

Segundo, o parentesco entre instituições privadas com fins públicos e estruturas estatais. As duas bandas fazem convergir seus interesses sob o escopo da cidadania: são associações desfraldando bandeiras de combate à pobreza, violência, discriminação, poluição, ao analfabetismo, racismo. Ganham a confiança da sociedade, apoio político e, como não poderia deixar de ser, volumosos recursos.

O Terceiro Setor, vale lembrar, constrói sua credibilidade na esteira da crise que, há quatro décadas, corrói os contornos do Estado de bem-estar. Incapaz de prover plenamente as demandas das áreas da educação, saúde, cultura e lazer, entre outras, o Estado passou a ter a colaboração de movimentos da sociedade civil, que acorreram em sua ajuda. A degradação da assistência social expandiu-se ao fluxo de outros eventos que impactaram a força do Estado, como a crise do petróleo nos anos 70, a recessão dos anos 80, a crise global do meio ambiente e a débâcle do socialismo na Europa.

Registre-se, ainda, a entrada em cena de governos conservadores, como os de Ronald Reagan, nos EUA, e Margaret Thatcher, na Inglaterra, sob os quais ocorreu acentuado refluxo do Estado na operação do sistema de proteção social. A partir das décadas de 80-90, o Estado passou a repartir com parceiros a execução de serviços sociais básicos. No Brasil, a moldura crítica juntou a fome com a vontade de comer. A criação das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, no final dos anos 90, deu força ao Terceiro Setor, agrupando no mesmo espaço as áreas filantrópicas, de caridade, de voluntários, independentes, de cultura e lazer, desenvolvimento educacional de jovens e sua integração ao mercado de trabalho. Certas instituições continuaram a desempenhar sua missão distantes dos recursos do Estado, como o Centro de Integração Empresa-Escola, a maior ONG do País, criada há quase meio século, mas a grande maioria estendeu as mãos aos cofres estatais, pedindo ajuda a atores políticos (representantes e partidos), os quais, por sua vez, usam as entidades como aríete para ampliar domínios. Portanto, muitos núcleos do território da intermediação assistencialista de cunho privado, respaldando a competitividade política, passaram a abrigar feudos partidários. Hoje, sua força é capilar, saindo da União, atravessando os Estados e chegando aos municípios.

O que precisa ser feito para limpar o roçado do Terceiro Setor, eliminando o joio?

Expurgar entidades com interesses espúrios ou ligações suspeitas com parceiros alheios a compromissos sociais. O que significa investigação acurada em associações privadas que recebem recursos do Estado. Parcerias e convênios com organismos estatais precisam obedecer a regras inflexíveis. Só mesmo por estas plagas é possível alguém criar uma entidade de caráter assistencialista, compor um conjunto de ideias filantrópicas, pleitear um convênio com um ministério, conseguir aprovar o pacote com as bênçãos de um político e, posteriormente, aplicar (?) de maneira atabalhoada os recursos embolsados. O Tribunal de Contas detecta falta de maior clareza e objetividade nos critérios de seleção das entidades beneficiadas. Ora, esse diagnóstico é suficiente para sustar os processos. Mas nada disso gera temor ao PNBC. Que, a esta altura, já deve ter encontrado boas alternativas para eventuais perdas.

 
Fonte:Ternuma

LUIS CARLOS PRESTES ESTÁ ENVERGONHADO...DOS CAMARADAS

Carta enviada ao PC do B pela filha de Luís Carlos Prestes
“Rio, 21 de outubro de 2011.

Comitê Central do Partido Comunista do Brasil  (PCdoB)

Dirijo-me à direção do PCdoB para externar minha estranheza e minha indignação com a utilização indébita da imagem dos meus pais, Luís Carlos Prestes e Olga Benário Prestes, em Programa Eleitoral desse partido, transmitido pela TV na noite de ontem, dia 20 de outubro de 2011.

Não posso aceitar que se pretenda comprometer a trajetória revolucionária dos meus pais com a política atual do PCdoB, que, certamente, seria energicamente por eles repudiada. Cabe lembrar que, após a anistia de 1979 e o regresso de Luís Carlos Prestes ao Brasil, durante os últimos dez anos de sua vida, ele denunciou repetidamente o oportunismo tanto do PCdoB quanto do PCB, caracterizando a política adotada por esses partidos como reformista e de traição da classe operária. Bastando consultar a imprensa dos anos 1980 para comprovar esta afirmação.

Por respeito à memória de Prestes e de Olga, o PCdoB deveria deixar de utilizar-se do inegável prestígio desses dois revolucionários comunistas junto a amplos setores do nosso povo, numa tentativa deplorável de impedir o desgaste, junto a opinião pública, de dirigentes desse partido acusados de possível envolvimento em atos de corrupção.

Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes”


Fonte:Ternuma

OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS...PARA ENRIQUECER

domingo, 23 de outubro de 2011

O Dinheirismo

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Ideologia é ferramenta de otário, e também instrumento de espertalhões. No Brasil, os “puderosos” de plantão descobriram a fórmula perfeita para usar e abusar das ideias fora do lugar, enquanto tiram proveito da ignorância, comodismo ou omissão da maioria.

Assim, assistimos a um dilema que se revolve por si mesmo. Ou os oportunistas conquistam poder para arrumar muito dinheiro, ou arranjam mais grana para se tornarem cada vez mais poderosos. A politicagem se torna o princípio, o meio e o fim. O ruim ganha ares de excelência.

Aqui vigora e avança uma cínica ideologia: o Dinheirismo. Trata-se de uma simbiose entre o que existe de ruim no Capitalismo e no Comunismo, para compor um tosco Capitalismo de Estado que se sustenta e prospera no sistema do Governo do Crime Organizado.

No regime Dinheirista, a cada vez mais aparelhada e gigantesca máquina estatal se serve do crime. Ao mesmo tempo em que também presta serviço estrutural aos criminosos que se locupletam de poder e dinheiro.

O Dinheirismo vai além do Capimunismo. Por isso, se mostra extremamente eficiente para conquistar a preferência da maioria. Flexibiliza os valores humanos, submetendo-os à vontade coletiva. É perfeito para montar pretensas democracias com todo o jeitinho de uma disfarçada ditadura. Seu cínico princípio parte de uma questão simplória: “Quem quer se dar bem”?

A resposta imediata dos ignorantes, egoístas e oportunistas é: “Eu!”. O imenso conjunto de egos, praticamente formado por analfabetos políticos, acaba facilmente convencido a agir no campo individualista para usufruir de um benefício supostamente coletivista que lhe é dado pelo poder estatal, graças à boa vontade de um poderoso-endinheirado (ou um endinheirado-poderoso) de plantão.

Já deu para entender por que políticos - como Luiz Inácio Lula da Silva ou José Sarney - se tornam poderosos e ricos no Brasil? Já percebeu por que o sonho de estabilidade de grande parte da mão de obra brasileira é se tornar “funcionário público”? Já descobriu por que programas de renda mínima, como os bolsas da vida, conseguem tanto apelo social?

Compreendeu por que a lógica dos juros altos está de acordo com a maioria que prefere ganhar dinheiro facilmente, trabalhando o mínimo possível? Manjou por que a maioria defende um “Estado forte”, sem se importar com o custo (via impostos cada vez mais altos) para viabilizar tal distorção? Observou o motivo pelo qual, num sistema assim estruturado, Educação jamais merecerá prioridade da maioria?

O regime Dinheirista chega ao seu ponto alto no dantesco dilema do atual desgoverno. Apesar de todas as evidências de irregularidades e corrupção, a presidenta Dilma Dynamite não consegue detonar de sua equipe a turma do PCdoB que aparelhou o Ministério dos Esportes.

Nada custa lembrar que o PT, o PMDB e outros partidos da base aliada tomaram de assalto outros espaços estatais, onde continuam reinando impunes entre picaretagens que não vêm à tona porque não interessa ao esquema dinheirista.

O chefão Extalinácio ordenou, e a obediente Dilma “resolveu” manter, ao menos por enquanto, o emprego de Orlando Silva. Aliás, o camarada é um dos emblemas máximos da prosperidade pessoal no regime dinheirista.

A subchefona da nação não tirou Orlando de imediato, porque trocá-lo daria no mesmo. O posto iria para um outro dinheirista. Seja petralha, comunalha ou de estirpe dinheirista mais sofisticada – liderada, por exemplo, pelos Henriques Meirelles da vida.

Na onda dinheirista, vamos seguindo a Primeira Lei de Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar... Vida leva eu...”. Enquanto a grande crise econômica não chega de verdade, tudo pode acontecer que nada muda. Fiquem tranqüilos...

A regra do jogo é clara. O dinheirismo só vai para o saco com as crises. Aí, seu princípio capimunista de “cada um por si, Deus por todos” se transforma em um arriscado “salve-se quem puder” que pode redundar em muitas cabeças rolando.

Quem sobreviver vai participar desse nada agradável jogo de futebol. Tomara que não seja no papel da bola...
Fone:
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos

PUDOR É PRINCÍPIO EXTINTO NO GOVERNO

23/10/2011
às 6:59

O QUE QUEREM OS PETRALHAS, OS VERMELHOS E OS IDIOTAS? CORRUPTOS QUE ASSINAM RECIBO? OU: PROVAS NÃO FALTAM; FALTA É VERGONHA NA CARA!

Os patrocinadores e operadores do mensalão tentaram tornar influente uma tese — à qual aderiram correntes do subjornalismo que ou vivem da grana oficial ou foram contratadas para trabalhar para o petismo e aliados —, segundo a qual só se prova a corrupção do servidor ou agente públicos se houver um ato de ofício que a demonstre. E, nesse caso, se teria, então, “a prova”. Uma outra possibilidade é a Polícia Federal plantar um Durval Barbosa no caminho do investigado, a exemplo do que fez com o ex-governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal.
Nota à margem: não por acaso, a PF SÓ recorreu àquele método para pegar um governador que era de um partido de oposição, justamente o que mais incomodava o governo. Há evidências de que Arruda comandava uma cleptoadmistração, sim, e é bom que esteja fora da vida pública. Por mim, estaria morando na Papuda. Isso NÃO QUER DIZER ALGUMAS COISAS, A SABER:
a) ISSO NÃO QUER DIZER que a PF não tenha sido seletiva, já que notórios larápios do governismo estão por aí, livres, leves e soltos, a merecer que se recorra ao mesmo método. Uma polícia especialmente severa com inimigos do governo vira polícia política;
b) ISSO NÃO QUER DIZER que os sucessores de Arruda sejam necessariamente melhores do que ele próprio.
Vale dizer: Arruda ficaria muito bem na Papuda, na companhia de muitos de seus adversários históricos no Distrito Federal!

Mas volto ao ponto. Os petralhas, os vermelhos e os idiotas insistem: “Cadê a prova de que Orlando Silva recebeu dinheiro na garagem?” O que se tem é o depoimento de um rapaz — Célio Soares — que trabalhava para a turma (e que diz lhe ter entregado o dinheiro) e de João Dias Ferreira, o policial que atuava no grupo de Agnelo Queiroz (antecessor de Orlando Silva) e que tem trânsito na cúpula do Ministério do Esporte.
ATENÇÃO! Essas são apenas duas cerejas num bolo formidável de roubalheira de dinheiro público. O próprio governo federal cobra das ONGs nada menos de R$ 40 milhões de grana desviada. Boa parte das irregularidades detectadas envolve militantes do PCdoB, o partido do ministro Orlando Silva. A imprensa noticia outros óbvios escândalos ainda nem oficialmente investigados. Em quase tudo está a marca do partido. ESSA HISTÓRIA DE QUE FALTAM PROVAS CONTRA ORLANDO SILVA É UMA PIADA QUE ELE TENTA CONTAR EM SEU PRÓPRIO BENEFÍCIO. Dá-se justamente o contrário: raramente houve tantas provas de ilegalidades num só ministério e numa só gestão. Insisto: outros ministros caíram por menos do que isso!
A Justiça que diga se Orlando Silva é corrupto ou não; se desviou dinheiro público para enriquecimento pessoal ou para fazer a “revolução socialista”. Essa não é tarefa do jornalismo e, se querem saber, é UM ASSUNTO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA. O que interessa à política, que não é um tribunal, é saber se o homem público age ou não de acordo as leis, sim, mas também de acordo com o decoro e com a ética. Quando afirmo isso, alguns imbecis tentam sugerir que estou defendendo a condenação sem provas. Corrijo-me: não é coisa de “imbecis”, mas de canalhas. A Justiça criminal brasileira vai exigir a prova provada, a evidência de que o sujeito realmente pôs as suas digitais numa determinada operação. Para a questão política, isso não é necessário, não! Alguém tem alguma dúvida de que o Ministério do Esporte é um templo da malversação do dinheiro público?
Ora, lembro dois casos emblemáticos. Fernando Collor, meus senhores, FOI INOCENTADO NO STF. Sim, inocentado! Não se conseguiu encontrar nenhuma “prova” — ESTA QUE ORLANDO SILVA VIVE PEDINDO — de que ele era o chefe de PC Farias! Nada! Não há um só documento que o evidencie. PC era seu caixa de campanha — como Delúbio era de Lula. A turma ligada ao Palácio pintou e bordou, e sempre se supôs que o chefe soubesse de tudo. O mesmo vale, ora vejam!, para os homens de… Lula! Aliás, José Dirceu estava muito mais enfronhado no poder do que PC Farias. E, no entanto, Collor caiu — na verdade, renunciou ao mandato, mas seria cassado de qualquer modo pelo Congresso —, e Lula se reelegeu. O agora senador por Alagoas tornou-se aliado do petismo, que liderou o esforço para derrubá-lo. O que é que Collor não tinha? Amplos setores dóceis da imprensa; o apoio dos sindicatos e dos movimentos sociais aparelhados por seu partido; uma oposição molenga; Márcio Thomaz Bastos e uma economia jogando a favor. Aquilo a que se chamou Collorgate era coisa de amadores perto do petismo.
Falei que lembraria dois casos. Há um outro: Antonio Palocci foi absolvido no STF no episódio do caseiro Francenildo, que teve seu sigilo bancário quebrado ilegalmente. Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, foi condenado, mas Palocci, seu chefe — a quem interessava a violação — saiu livre porque não se encontrou a “prova” material de que mandara Mattoso cometer o crime.
SE O DECORO POLÍTICO FOR PENSADO SEGUNDO OS CRITÉRIOS DA JUSTIÇA CRIMINAL, haverá muito mais bandidos no serviço público do que há hoje. Corrupto não costuma deixar ato de ofício. Ao contrário: no geral, é hábil o bastante para obter o que quer sem deixar rastros. Quanto mais profissional na arte do ludíbrio, menos pistas se encontram pelo caminho.
Voltemos a Orlando SilvaJoão Dias diz ter novas provas além daquela que está VEJA desta semana. Vamos ver. Mas será pouco o que está escancarado na revista? O policial afirmara que o Ministério do Esporte havia enviado um primeiro relatório ao comando da Polícia Militar do Distrito Federal acusando-o de irregularidades da ordem R$ 3 milhões. Segundo disse, ele se reuniu com a cúpula do ministério, protestou, ameaçou arrastar o nome do ministro, e se fez, então, um segundo relatório, corrigindo o primeiro. Acusação grave!
Muito bem! A gravação a que VEJA teve acesso traz tudo: a reunião, a ameaça feita ao ministro e a confirmação de que o ministério iria rever tudo. Só isso? Não! Dois assessores do ministro Orlando Silva, Fábio Hansen e Charles Rocha, homens de sua inteira confiança, dão dicas de como fraudar os mecanismos de vigilância da pasta. Não só isso! Todos conversam alegremente sobre desvio de dinheiro para o PCdoB, afirmando que um dirigente do partido pegara para si nada menos de R$ 800 mil, e o fazem às gargalhadas. Aparece ainda o nome de Agnelo Queiroz, o governador do Distrito Federal, como o chefão que distribui pitos porque um homem de sua confiança, o pr[oprio João Dias, fora molestado pela turma de Orlando.
Isso tudo num ministério que tem um buraco na prestação de contas — o conhecido — de R$ 40 milhões; isso tudo num ministério em que as evidências de roubalheira saem pelo ladrão (ooops!). E aí aparecem os petralhas, os vermelho e os idiotas: “Mas cadê a prova?”  Se Orlando recebeu aquele dinheiro na garagem, certamente não assinou recibo. Nem naquela hora nem em hora nenhuma! Em sólidas democracias do mundo, mesmo na Justiça criminal, não só no ambiente político, Orlando Silva estaria liquidado. No Brasil, ele usa o horário político do seu partido — outra excrescência bananeira — para se defender, bater no peito e declarar inocência!
Contribuição da esquerdaNo terreno moral, está é a grande contribuição da esquerda para a cultura política: A IMPUNIDADE! Em passado nem tão recente, certos escândalos e certos procedimentos podiam não mandar vagabundos para a cadeia, o que é lastimável, mas, ao menos, os afastavam da vida pública. Do mensalão para cá, tudo mudou: a canalha que enfia a mão no nosso bolso sai acusando uma grande conspiração e ganha o apoio do sujornalismo a soldo. À velha impunidade — aquela do país dos Sarneys, Jáderes, Renans etc —, juntou-se a nova. A antiga justificava suas lambanças evocando o interesse nacional; esta outra pretende falar em nome dos pequeninos e dos que sofrem. Daí que tenha tanto comunista envolvido com ONGs para criancinhas pobres. São comunistas que comem o seu futuro!
Sei lá se João Dias tem mais coisa. O que sei é que o Ministério do Esporte é campeão NAS PROVAS DE DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS mesmo dispensando a sua colaboração. Dilma quer ficar com o ministro? Qual é a tese? “Chegamos à conclusão de que o ministério é corrupto, mas o ministro é honesto”…
EncerroO PCdoB mandou recados ao governo. Ameaçou o PT! Afirmou que a demissão de Orlando soaria como uma agressão à legenda. Lembrou que apenas deu continuidade a práticas já instaladas no ministério, inauguradas pelo agora petista Agnelo Queiroz. E perguntou se pastas sob o comando do PT não se relacionam com ONGs. Em suma: o PCdoB ameaçou Dilma, e Orlando, por enquanto, permanece no cargo por “falta de provas”.
Errado! Prova é o que não falta. Falta mesmo é vergonha na cara!
Por Reinaldo Azevedo


Fonte: Reinaldo Azevedo-Jornaloista-Veja

Fonte:Reinaldo Azevedo-Jornalista da Veja.