domingo, 2 de outubro de 2011

SINOPSE DE ASSUNTOS DIVERSOS

Comentário nº. 110 - 24 de setembro de 2011
Assuntos: Rumos da Política Internacional;  Política Governamental

Tempos de guerra
Os fatos comprovam a fase de uma recessão global, acompanhada de crescimento da população, maior demanda por alimentos e disputas por recursos naturais, onde a preocupação com o meio ambiente ou com a democracia são apenas pretextos para as potências exercerem suas  políticas.
Continuam a soprar os ventos de guerra, mas a resistência na Líbia e a oposição da Rússia e da China estão fazendo a OTAN reavaliar a imediata invasão da Síria. Entretanto, em médio prazo, é muito difícil evitar uma guerra mais ampla,  por recursos naturais, onde a Síria seria apenas o caminho para o Irã.

Amizade é volúvel.
Contra os russos, os Talibãs eram os aliados, aliás, eram os heróicos combatentes da liberdade. Depois, acusados do ataque às Torres Gêmeas, foram demonizados como os mais cruéis dos inimigos. Agora, influentes no ataque ao Kadafi, estão prestes a serem reabilitados.

Eclusas em Tucurui
A exploração dos recursos minerais e agropecuários das regiões Centro-Oeste e Norte ganham impulso com as eclusas de Tucurui, que possibilita o tráfego fluvial até o porto de Vila do Conde, próximo à capital paraense, local estratégico em relação aos mercados norte-americano, europeu e do extremo oriente. No entanto os ambientalistas da Agência Nacional de Águas exigem que as eclusas só sejam acionadas duas vezes por dia, para não prejudicar os peixinhos. No Rio Mississipi, que permite o escoamento da soja e do milho americanos a baixo preço, as eclusas funcionam noite e dia, sem parar.

Belo Monte
É incrível o esforço internacional para impedir a nossa ocupação da Amazônia;.O cacique caiapó Raoni, usando trajes típicos está na França fazendo campanha contra Belo Monte. Raoni conta com o apoio de atores como Marion Cotillard e Vincent Cassel, além do diretor James Cameron, do filme Avatar

Difícil de entender
Por iniciativa do senador Cristóvam Buarque , o Brasil foi apresentado à mais recente utopia ambientalista: o "decrescimento econômico". O parlamentar organizou e presidiu uma audiência pública sobre o tema.

Perigo
Perigoso o Memorando de Entendimento assinado pelo governo do Amazonas com representantes indígenas do Alto Rio Negro e uma mineradora canadense para a aprovação de “Projeto de Extrativismo Mineral no Estado do Amazonas”. A assinatura coincide com a criação de um Conselho de Conservação para a América Latina

Mensalão das ONGs
Pesquisa do IBGE apontou a existência de 338 mil ONGs no país,  Este ano o governo federal já destinou cerca de R$ 3,5 bilhões a entidades sem fins lucrativos, categoria que engloba ONGs, Oscips, fundações e partidos políticos, entre outros. Várias são suspeitas de subcontratar outras empresas para executar serviços para os quais tinham sido contratadas, sem licitação, "configurando-se como meras intermediárias entre o Estado e prestadores de serviços".

Comissão da Verdade
Não há sentido em reabrir cicatrizes, menos ainda quando a turbulência mundial pode ameaçar até a nossa unidade nacional. O mínimo que vai acontecer  será reavivar os ódios. Uma vez Caxias disse “Maldição a quem recordar nossas dissensões passadas”

Veias abertas
Não é só a balança de pagamentos. As remessas de lucros e dividendos por parte de multinacionais – especialmente do setor financeiro e de telecomunicações – atingiram mais de 34 bilhões de dólares nos últimos 12 meses. Este é o resultado da privatização mal conduzida, na verdade desnacionalização, promovida por FHC. Assim não há economia que agüente.

DNIT
Em comentário anterior, foi aventado que, se a presidente quiser acabar com a corrupção no Min. dos Transportes, teria que recorrer à Engenharia do Exército. Parece que está acontecendo. As notícias são que o Gen. Fraxe, dirigindo o DNIT está acabando com aquela esculhambação e pondo o órgão em ordem, na maneira militar. Consta que até os demais funcionários estão contentes com o fim das corrupções.

Política Governamental – Perspectivas
Mesmo recusando as atitudes desnacionalizantes do Serra, havia entre os militares nacionalistas, preocupação com o passado revolucionário da Dilma, e sombrias perspectivas foram divulgadas, até com falsidades. Felizmente os que aderiram à Dilma, apenas por recusar o grupo Serra/FHC, tiveram motivo de se alegrar. Primeiro foi quando a presidente reagiu à pressão contra Belo Monte, inclusive respondendo com altivez à organismos internacionais, coisa que não estávamos acostumados a ver. A seguir a dureza na Argentina. Agora no discurso na ONU, quando se referia ao Brasil dizia “o meu País”, e não o “este país”, que estávamos acostumados a ouvir.

No campo da economia, agradou também ao baixar os juros e aumentar o imposto aos carros importados. No campo psicossocial ganhou pontos com a demissão rápida de ministros acusados de corrupção, faxina prudentemente atenuada face às dificuldades previsíveis pela reação que tornaria o País ingovernável.

O fato é que ela nos deu a esperança. Ainda não sabemos qual a percepção que tem para os aspectos desagregadores tais como: sistema de cotas, quilombolas, nações indígenas, mas pela primeira vez na “nova república“ pode-se sonhar que ela tenha algo de  visão de estadista, como a de Pedro II, ou de tirocínio geopolítico do Barão do Rio Branco, ou ainda de sentimento de  integração nacional do Duque de Caxias. Se isso acontecer – grata surpresa, é claro – creio que terá o aval das Forças Armadas, mas para ter legitimidade terá que recorrer a plebiscitos, porque os corruptos partidos estarão procurando passar-lhe uma rasteira.

Que Deus Guarde a todos vocês

Gelio Fregapani

FONTE: TERNUMA

Carta de despedida ao HUGO CHAVEZ

DESPEDIDA DE NANCY IRIARTE
Divulgado na Internet

Impressionante, muito profunda a despedida precoce de Nancy Iriarte Díaz (sua ex-esposa) a Hugo Chávez; que foi publicada em 9 de agosto de 2011 num dos jornais venezuelanos de maior circulação: o “El Universal”.

Hugo, algumas considerações sobre a tua morte que se aproxima:

Não quero que partas desta vida sem antes nos despedirmos, porque tens feito um mal imenso a muita gente, tens arruinado famílias inteiras, tens obrigado legiões de compatriotas a emigrar para outras terras, tens enlutado um número incontável de lares, aos que achavas que eram teus inimigos os perseguistes sem quartel, os aprisionastes em cubículos indignos até para animais, os insultastes, os humilhastes, os enganastes, não só porque te achavas poderoso, mas também imortal... Porque o fim dos tempos não te alcançaria.

Mas a tua hora chegou, os prazos se esgotaram, o teu contrato chega ao seu fim, teu "ciclo vital" se apaga pouco a pouco e não da melhor maneira; provavelmente morrerás numa cama, rodeado de tua família, assustada, porque vais ter que prestar contas uma vez que das teu último alento, te vás desta vida cheio de angustia e de medo, lá vão estar os padres a quem perseguistes e insultastes, os representantes dessa Igreja que ultrajastes por prazer, claro que te vão dar a extrema unção e os santos óleos, não uma, mas muitas vezes, mas tu e eles sabem que não servirão para nada, mas só para acalmar o pânico a que está presa a tu alma ante o momento que tudo define.

Morres enfermo, padecendo do despejo, das complicações imunológicas, dos terríveis efeitos secundários das curas que prometeram alongar a tua vida, teus órgãos vão se deteriorando, uma a um, tuas faculdades mentais vão perdendo o brilho que as caracterizava, teus líquidos e fluidos são coletados em bolsas plásticas com esse fedor de morte que tanto te repugna.

Diga-me, neste momento, antes que te apliquem uma nova injeção para acalmar as dores insuportáveis de que padeces, vale a pena que me digas que não te possam tirar a dança – ah! – as viagens pelo mundo, os maravilhosos palácios que te receberam, as paradas militares em tua honra, as limusines, os títulos honoríficos, os pisos dos hotéis cinco estrelas, as faustosas cenas de estado... Diga-me agora que vomitas o mingau de abóbora que as enfermeiras te dão na boca, se era sobre isso que se tratava a vida, pois os brilhos e as lantejoulas já não aprecem nos monitores e máquinas de ressuscitação que te rodeiam, as marchas e os aplausos agora são meros bipes e alarmes dos sensores que regulam teus sinais vitais que se tornam mais débeis.

Podes escutar o povo do teu país lá fora do teu quarto?... Deve ser tua imaginação ou os efeitos da morfina, não estás na tua pátria, estás em outro lado, muito distante, entre gente que não conheces... Sim, estás morrendo em teu próprio exílio, entre um bando de moleques a quem confiou entregar teu próprio país, teus últimos momentos serão passados entre cafetões e vigaristas, entre a tua coorte de aduladores que só te mostram afeto porque lhes davas dinheiro e poder; todos te olham preocupados e com raiva, nunca deixastes que nenhum deles pudesse ter a oportunidade de te suceder; agora os deixas ao desabrigo e teu país à beira de uma guerra civil... Era isso o que querias? Foi essa a tua missão nesta vida? Esquece-te da quantidade de pobres, agora há mais pobres do que quando chegastes ao poder; esquece-te da justiça e da igualdade quando praticamente lhe entregastes o país a uma força estrangeira que agora teremos de desalojar à força e ao custo de mais vidas.

Tenho a leve impressão que agora sabes que te equivocastes; acreditastes num conto de passagem e te julgastes revolucionário, e por ser revolucionário... imortal; convocastes para o teu lado os mortos, teus heróis, esses fantasmas que também julgavas ter vida, Bolívar, Che Guevara, Fidel, e Marx que nunca conhecestes e que recomendavas a sua leitura... Andar com mortos te levou à magia e aos babalaôs, te metestes a violar sepulturas, e a fazer oferendas a uma coorte de demônios e espíritos maus que agora te acompanham... Sentes a presença deles no quarto? Estão vindo te cobrar, recolher a única coisa que deverias valorizar em tua vida e que tão sinistramente atirastes na obscuridade e no mal, a tua alma.

Bem, me despeço; só queria que soubesses que passarás para a história do teu país como um traidor e um covarde, por não teres retificado tua conduta quando pudestes e te deixastes levar por tua soberba, por teus ideais equivocados, por tua ideologia sinistra renunciando aos valores mais apreciados, a tua liberdade e à liberdade dos outros, e a liberdade nos torna mais humanos.

"O socialismo só funciona em dois lugares: no céu, onde não precisam dele, e no inferno onde é a regra dos que sofrem".

Nancy Iriarte Diaz

Fonte: TERNUMA

HOUVE PREVARICAÇÃO???

domingo, 2 de outubro de 2011

Nem general escapa da podridão do DNIT.

Da Veja
O diretor-geral do Dnit é acusado de montar uma entidade que aceitou pagar propina em troca de um contrato milionário no Ministério dos Transportes.

 O general Jorge Fraxe assumiu o comando do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) há exatos trinta dias. Ele foi convocado pela presidente Dilma Rousseff para sanear um órgão que, dotado de um orçamento de 15 bilhões de reais em 2011, se tornara presa fácil da corrupção. Ex-diretor de obras do Exército, considerado um técnico acima de qualquer suspeita, Fraxe recebeu a missão de desmantelar uma máquina clandestina que cobrava propina em troca de fraudes em licitações e superfaturamento de obras. Essa máquina servia aos interesses do Partido da República, que comandou o Ministério dos Transportes e o Dnit desde o início do governo Lula. Mas não só aos do PR. O próprio general Fraxe, a quem cabe realizar a faxina determinada pelo Palácio do Planalto, surge agora no rol daqueles que miraram as milionárias verbas do órgão e miraram o caminho pantanoso que está na gênese e no desfecho de todos os escândalos. A história remonta a 2009.

 Naquele ano, quando era diretor de patrimônio do Exército e já tinha conhecimento de sobra das engrenagens que movimentam o setor, o general conversou com um grupo de ambientalistas sobre a criação de uma ONG que se especializaria em trabalhar com obras pública. Participaram da conversa os engenheiros florestais Lorena Rabelo de Araújo e Mardel Morais, além do assessor de tecnologia do Exército Joarez Moreira Filho, que trabalhava diretamente com o general. Em outubro do ano passado, eles fundaram o Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental (Inda). Fraxe, oficialmente, não tem vínculo com a ONG, mas mensagens eletrônicas trocadas entre ele e seu ex-assessor revelam que o militar sempre acompanhou tudo bem de perto. O general era avisado sobre todos os atos administrativos envolvendo a entidade, os salários, o andamento dos contratos e os custos de manutenção, que, aliás, ficavam sob a responsabilidade de Joarez Moreira, que também não tem vinculo formal com o lnda. A ligação ficou ainda mais umbilical quando a entidade firmou seu primeiro contrato, em dezembro passado, juntamente com o Exército. Coisa pequena para os padrões brasilienses: 264 000 reais - em troca de estudos para a implantação de vilas militares em Brasília.

 Mas foi na costura do que seria o segundo contrato que a entidade pisou em terras movediças. No início deste ano, o Inda negociava com o Dnit a assinatura de um convênio para fazer o monitoramento ambiental do contorno ferroviário de Camaçari, na Bahia. A obra está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e renderia à entidade 6 milhões de reais. Durante as negociações, a tal máquina clandestina de cobrança de propina que funcionava no órgão entrou em campo, a Inda teria de pagar 300 000 reais - o equivalente a 5% do valor do contrato - a duas funcionárias do Dnit: Aline Freitas e Juliana Karina. O engenheiro Mardel Morais, diretor administrativo da entidade, porém, estrilou. Ele diz que testemunhou uma conversa entre a diretora da ONG, Lorena Rabelo, e Joarez Moreira, o assessor do general, ocasião em que eles discutiam detalhes do pagamento do que era tratado como "pedágio". Preocupado, o diretor conta que procurou o general Fraxe para alertá-lo sobre o caso. Fez isso duas vezes. Na segunda delas, em março passado, chegou a entregar-lhe um dossiê. a general explicou que nada podia fazer porque não tinha nenhuma ligação com a ONG. "Ali, eu percebi que a coisa estava combinada entre todos eles e decidi sair", conta Mardel.

 O contrato entre o Inda e o Dnit não avançou, mas deixou um gigantesco embaraço para o general convocado para moralizar o órgão. Aline de Freitas, a funcionária que teria pedido propina, era a coordenadora-geral de meio ambiente do Dnit. E Juliana Karina, a ex-assessora dela. Aline é uma das poucas sobreviventes da faxina que varreu o órgão. Ela está no cargo desde julho de 2010, nomeada por Luiz Antonio Pagot, o ex-diretor que foi demitido após a divulgação do esquema de corrupção. Aline continua no posto, só que agora é subordinada direta ao general Fraxe. Ou seja, se tudo o que o engenheiro diz for rigorosamente verdadeiro, a funcionária que cobrou propina agora é subordinada ao mentor da entidade que estava disposta a pagar. Corruptos subordinados a corruptores. Procurada "por VEJA, a coordenadora confirma a negociação com os representantes do Inda, mas garante que nada pediu para fechar o convênio. "Houve uma troca de ideias que não prosperou", disse por e-mail. Indagado a respeito, o general Fraxe respondeu, por nota, que não tem nenhuma relação com o Inda, que desconhece as denúncias e que aconselhou o engenheiro a procurar a polícia. Lorena e Joarez também negam as acusações.

Revelado por VEJA em julho, o esquema de corrupção dos Transportes levou a presidente Dilma a demitir quase trinta servidores. Caíram o ministro Alfredo Nascimento, os chefes do Dnit e da Valec, a estatal que cuida das obras em ferrovias, e duas dezenas de subalternos. O caso leve desdobramentos no Congresso. Presidente de honra do PR e o principal beneficiário da propina coletada na pasta, o deputado Valdemar Costa Neto foi alvo, de uma representação no Conselho de Ética da Câmara. Na semana passada, o colegiado, apesar de fartas evidências em sentido contrário, absolveu por 16 votos a 2 o parlamentar, que também figura como réu no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Nada que surpreenda numa semana em que até vassouras instaladas em frente ao Congresso, numa manifestação contra a corrupção, foram roubadas.

"Ele sabia do pedido de propina"
 
O engenheiro Mardel Morais dirigiu o Instituto Nacional de Desenvolvimento Ambiental (Inda) desde sua fundação. Segundo ele, o general Jorge Fraxe ajudou a montar a entidade, escolheu a diretoria e iniciou as tratativas para a assinatura de um convênio no valor de 6 milhões de reais com o Ministério dos Transportes. Para receber os recursos, o Inda pagaria 300.000 reais de propina a funcionários do Dnit. O negócio só não prosperou porque explodiu o escândalo de corrupção no ministério que alçou o general ao posto de comandante do Dnit. A funcionária que teria cobrado propina agora é uma de suas principais auxiliares.

 O atual diretor do Dnit sabia do pedido de propina?

Sabia. Entreguei um dossiê nas mãos dele com todos os detalhes. Falei com ele longamente sobre a história do "pedágio". Ele ouviu a história e, depois, leu os papéis que eu lhe mostrei. Passado algum tempo, ele me ligou e disse que não poderia fazer nada porque não tinha nenhum vinculo com a entidade.

E isso é verdade?

A ideia de criar a Oscip (uma modalidade de ONG) foi dele, do general. Trabalhamos juntos num projeto ambiental de uma obra que estava sob a responsabilidade do Exército. Ele disse que havia gostado do meu trabalho, que queria criar uma instituição séria., e me chamou para participar, junto com outras pessoas ligadas a ele. O general me disse também que assumiria a presidência da entidade depois de deixar o Exército. Enquanto isso, o Joarez Moreira, que o assessorava, ficaria informalmente responsável por ela. A ONG é do general.

O senhor, como diretor administrativo da entidade, já sabia do pagamento de propina?

Não. Descobri quase que por acaso. No início do ano, a diretoria estava reunida tratando dos custos e dos lucros que o projeto iria gerar. Foi quando falaram num "pedágio" que seria necessário pagar. Perguntei do que se tratava. Eles me explicaram que, para garantir a assinatura do convênio, teríamos de pagar 5% dos 6 milhões de reais do convênio. Ouvi isso da Lorena Rabelo, que é da ONG, e do Joarez Moreira. Seriam 300.000 reais.

O "pedágio" seria pago a quem?

O dinheiro seria repassado para a Aline Freitas, coordenadora-geral de meio ambiente do Dnit, e a Juliana (Karina), que foi assessora dela e hoje é coordenadora de supervisão ambiental da BR-163.

E o que o senhor fez ao tomar conhecimento da história?

Eu avisei o general. Como diretor da entidade, fiquei muito preocupado. Ele nunca me disse que seria preciso pagar propina para conseguir os contratos. E eu, como diretor administrativo, seria o responsável legal por qualquer problema que isso viesse a causar no futuro. Como nada foi feito. Decidi denunciar. Ele sabia do pedido de propina. Tenho como provar.