quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O PREVENIDO SEMPRE TEM MAIS DEFESA

"ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA", É PRECISO QUE SE FAÇA! - Paulo Chagas
Caros amigos

“A garantia de nos tornarmos invencíveis está em nossas próprias mãos”(Sun Tzu)

 “Nações com mentalidade de defesa são aquelas que, em tempo de paz, se preparam contra ameaças existentes, contra ameaças previsíveis e, criteriosamente, contra ameaças possíveis. A hora de consertar o telhado é quando o sol está brilhando. (...) O povo brasileiro certamente não aprova vultosos dispêndios, em detrimento de sua qualidade de vida, para tornar o país uma potência militar. Nada mais sensato. Entretanto, se instruída sobre o que anda a acontecer mundo afora, a opinião pública, possivelmente, há de querer uma estrutura de defesa capaz de dissuadir coações de potências militares que, embora mais fortes, passem a considerar inaceitável o emprego de força contra o Brasil, em face das prováveis perdas que sofreriam na empreitada. Poderíamos citar diversos exemplos semelhantes da História.” (Antônio Sepúlveda – escritor – A Defesa do Estado – Jornal do Brasil – 22/Fev/2003)

Até mesmo ao analista mais simplório fica evidente a existência das vulnerabilidades estratégicas que ameaçam a Segurança do Estado brasileiro, as quais, em sua essência, são devidas ao comprometimento fingido e hipócrita da classe dirigente do País com os assuntos relacionados à defesa, deixando aos militares a ilusão de que a sua missão constitucional é, por eles, levada a sério!

A dissociação entre a Política Externa e o respaldo militar agravam a situação.

A falsa sensação criada pelo fim da Guerra-Fria e a queda do muro de Berlim, induziu à ilusão de que os conflitos armados haviam chegado ao fim. Chegou-se a dizer que as Forças Armadas haviam perdido sua finalidade. Muitos países, imprudentemente,  reduziram efetivos e recursos orçamentários destinados à defesa.

As elites brasileiras, levadas pela índole pacífica da Nação, estribadas na ausência de contenciosos fronteiriços e no respaldo às soberanias nacionais emprestado pelo prestígio dos organismos multilaterais de cooperação, interpretaram de forma errônea o clima de aparente segurança que envolveu, por algum tempo, a humanidade, descurando-se do fato de que nas relações internacionais a moral e a ética estão subordinadas aos interesses exclusivamente nacionais.

Se em outros tempos houve uma efetiva cooperação e respeito entre nações ricas e pobres, esta se deveu basicamente à importância da manutenção das áreas de influência e dos meios de contenção expansionistas das potências mundiais que dividiam o mundo em pólos antagônicos.

Estes fatos, associados à percepção equivocada e iludida de que o desenvolvimento nacional poderia privilegiar alguma Expressão do Poder, independentemente do crescimento coordenado e harmônico de todas as expressões, foram as causas mais evidentes da criação das desigualdades e vulnerabilidades que hoje ameaçam a soberania e a ordem interna do Brasil.

A Guerra do Golfo, a Guerra do Kosovo, o atentado terrorista às Torres Gêmeas, as Guerras do Afeganistão, do Iraque e, agora, da Líbia, os crescentes conflitos político-ideológicos pela posse da terra e a ampliação das ações do crime organizado são algumas evidências irrefutáveis da necessidade de mudança de orientação e de mentalidade na condução das Políticas de Estado no Brasil, sob pena de perda da capacidade de agir e de decidir o futuro que convém e que interessa à Nação.

É essencial, portanto, que se deixe de lado a retórica e os subterfúgios, e que a sociedade, a imprensa e as instituições, em particular as Forças Armadas, não aceitem, manifestem-se e combatam com garra, eloqüência, patriotismo e seriedade, os desvios de conduta e de recursos que se tornaram a “pedra de toque” deste Governo e de seus antecessores da mesma sigla partidária,  e que exijam, entre outras sérias e urgentes providências, que a tão propalada, estudada, planejada e já estruturada “Estratégia Nacional de Defesa” deixe o papel e se transforme em realidade, antes que a evidência dos fatos e a exploração das nossas vulnerabilidades façam dela, não mais uma necessidade, mas parte de mais uma omissão a ser lamentada, esta, porém, definitiva, pois envolve a soberania e a liberdade da Nação!

Ainda há tempo e espaço para mudanças, no entanto, há que se forçar o abandono das “boas intenções”, que não são poucas, e que se adotem as “boas iniciativas”, que não são muitas. Há que se deixar de lado o “é preciso” para ficar apenas com o determinismo do “que se faça”!

Gen Bda Paulo Chagas
Águas Claras - Distrito Federal


Fonte:TERNUMA

VIDA BOA PARA OS INDIOS(ESTRANGEIROS)

COLUNA - Cláudio Humberto
29/11/2011

Bispo ‘importa’ índios para Raposa Serra do Sol
Em ação incentivada por um bispo Aldo Mogiano, índios de diversos países sul-americanos estão sendo levados para a reserva Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima, para fazer número e dar ideia de “ocupação”. A região, grande produtora de arroz, foi transformada em nova fronteira de fome, desemprego e alcoolismo, depois que os agricultores foram expulsos por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Esperteza antiga
Índios estrangeiros sempre foram levados a ocupar áreas reivindicadas para demarcação, mas eles eram arregimentados apenas na Guiana.

Bye, bye, Brasil
O tal bispo Mogiano criou no passado uma “Aldeia da Demarcação”. Os índios importados se articulam em novas “nações independentes”.

Vida boa
Protegidos pela Funai, índios estrangeiros usufruem de assistência de dentistas, médicos, remédios e até avião para emergências médicas.



Fonte:TERNUMA

O ERROS DOS GENERAIS

O EXPURGO DA CASERNA - Lenilton Morato
Durante o período no qual o Brasil foi governado por Presidentes militares muitos erros e acertos foram cometidos. Três erros, entretanto, foram decisivos para a derrota estratégica que sofreram não só os cidadãos fardados, mas toda a força conservadora no país.

O primeiro deles foi a negativa do Marechal Castelo Branco em utilizar-se de uma estrutura similar ao DIP, da era Vargas, de maneira que pudesse combater a propaganda subversiva. O presidente não queria ter sua imagem atrelada à censura de Getúlio. O resultado foi a progressiva infiltração de idéias revolucionárias dentro da produção jornalística, cultural e artística.

O segundo erro foi o afastamento de Carlos Lacerda da cena política do país. Conservador de atuação política destacada, seu afastamento praticamente preparou o terreno para a tomada do poder pela esquerda, que os próprios militares haviam combatido (com massivo apoio popular), anos depois. O governo preocupou-se no combate à guerrilha e à subversão, mas esqueceu-se do front cultural e político. O resultado foi uma fragorosa derrota estratégica. Militarmente, comunistas, socialistas e a esquerda em geral foram derrotados. Politicamente, venceram. Assim, tal como os EUA no Vietnã, todas as batalhas foram vencidas, mas a guerra foi perdida.

O terceiro erro foi a estratégia do silêncio. Ao optarem pelo ostracismo, os militares facilitaram sobremaneira o trabalho de reescritura da história por parte dos então derrotados. Isto possibilitou às forças de esquerda a conquista do apoio popular e a substituição progressiva de valores tradicionais (chamados burgueses) por seu novo código de ética e moral (chamado de valores do povo), mesmo que esta nova escala de valores fosse inteiramente contrária ao que a população efetivamente pensava.

A soma destes três erros decretou a derrota do movimento de 31 de Março de 1964. Na verdade, a data marca apenas a troca de estratégia por parte da esquerda de tomar o poder. Da utilização da força para a conquista cultural e moral do país. Esta nova postura não foi percebida por nossos chefes militares a tempo, inclusive modificando algumas políticas externas do país, como a sua aproximação com a antiga URSS e o apoio ao movimento socialista em Angola. Os vermelhos chegaram de roldão ao poder, aparelharam o Estado e compraram mentes e corações com tolas idéias de igualdade ou com o vil metal.

A Comissão da Verdade, cujo representante dos militares será José Genoíno, é de fundamental importância para a comprovação de inúmeras declarações feitas por diversos integrantes do governo-Estado petista de que o Exército de hoje é diferente do Exército de ontem. O silêncio catacúmbico que reverbera nos quartéis a este respeito não deixa maiores dúvidas.

Os agentes do Estado que atuaram contra sequestradores, terroristas, estupradores, assassinos e assaltantes serão caçados, punidos, e presos. E os militares de hoje permanecerão em silêncio... Premonição?  Mãe Dinah? Búzios? Não. Basta olharmos ao nosso redor para vermos o que aconteceu aos nossos hermanos uruguaios e argentinos. Oficiais e praças presos, acusados de atentado aos direitos humanos por terem lutado contra os criminosos que queriam mergulhar seus países na ditadura proletária. A carta dos militares argentinos presos (presos políticos) nos dá uma amostra do que está por vir. Nela, verificamos que a estratégia esquerdista é a mesma: de que o Exército Argentino de hoje é diferente do de ontem, afirmativa que os autores repudiam sob o argumento de que lá (tal como cá) o Exército é um só. Mas lá o "Exército de hoje" também se calou.

Sob a manta evasiva da disciplina, nada pode ser dito nem falado (sob pena de se quebrar um dos pilares do Exército). Sob este "respaldo" é que se guiam para calarem-se diante de uma situação que pode colocar na cadeia pessoas como o coronel Brilhante Ustra e ao mesmo tempo dar vencimento de general à família de Carlos Lamarca, sujeito que julgou e matou um tenente da Força Pública de São Paulo a coronhadas dentre outros crimes.

A Comissão da Verdade não é nada mais que um tribunal revolucionário aos moldes da VAR Palmares, MR-8, Vanguarda Popular Revolucionária e outros movimentos e organizações terroristas que julgavam e sentenciavam qualquer cidadão à revelia de qualquer instituto legal ou moral. Seu surgimento possui um único propósito: queimar os arquivos ainda vivos daqueles anos e garantir aos vitoriosos terroristas de ontem cada vez mais indenizações, à custa do bolso e do dinheiro do desmemoriado e explorado povo brasileiro.

Enquanto este verdadeiro ataque ao cerne do Exército é realizado, a preocupação maior dos militares é com os seus vencimentos, com os aumentos que não chegam jamais. É claro que esta é uma preocupação de extrema importância, mas muito mais urgente é o desmonte histórico que está se desenhando em nosso Exército e, por extensão às Forças Armadas. Por dinheiro, vende-se a própria alma, entrega-se ao carrasco amigos e companheiros de outrora.

O Exército de hoje é o mesmo de ontem e será o mesmo Exército de amanhã. Infelizmente, não é o que a conjuntura atual nos mostra. Desenha-se um verdadeiro expurgo da caserna.

Fonte:  Lenilton Morato

Fonte;TERNUMA