domingo, 23 de outubro de 2011

O CHEFÃO E SUA TROPA

Lula foi chefe de governo e de um bando - Augusto Nunes
.......Em janeiro, só deixou de chefiar o governo

Foi Lula quem propôs a Dilma Rousseff permanência de Orlando Silva e Wagner Rossi, a nomeação de Antonio Palocci, a recondução de Alfredo Nascimento e a anexação do Ministério dos Transportes ao latifúndio de José Sarney, um Homem Incomum. Dilma conhecia todos muito bem. (“Melhor que eu”, disse Lula mais de uma vez). Apesar disso, ou por isso mesmo, a presidente eleita convocou os cinco prontuários para o primeiro escalão. Proposta de chefe é ordem.

Quando se descobriu que o estuprador de contas bancárias também é traficante de influência, o ex-presidente baixou em Brasília para assumir o comando da contra-ofensiva dos pecadores. Como a mão estendida a Palocci acabou num abraço de afogado, foi para o exterior ganhar dinheiro com o ofício que inaugurou: é o único palestrante do mundo que cobra 100 mil dólares para repetir durante 40 minutos o que sempre disse de graça.

Escaldado pelo fiasco, o protetor de bandidos de estimação passou a agir à distância. Se dependesse dele, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais ainda estariam infiltrados na Esplanada dos Ministérios. Nesta terça-feira, numa conversa por telefone com Orlando Silva, Lula lembrou ao companheiro que os quatro despejados continuariam no emprego se tivessem seguido à risca as prescrições da Teoria do Casco Duro. E recomendou ao ministro pilhado em flagrante que resista no cargo.

O Código Penal, normas éticas, valores morais, o sentimento da honra, pudores, vergonha ? nada disso tem importância para o inventor do Brasil Maravilha. Lula só consegue enxergar duas espécies de viventes: os integrantes da seita que conduz e o resto. Os primeiros são absolvidos liminarmente de todos os crimes que cometem. Os outros são inimigos ? e como tal devem ser tratados.

O informante do Caso Watergate que ficou famoso como Deep Throat avisou que a dupla de repórteres do Washington Post chegaria à verdade caso seguisse o dinheiro. Para chegar-se à fonte da impunidade que afronta o Brasil decente, basta seguir os afilhados em apuros. Todos levam ao mesmo padrinho. Durante oito anos, Lula acumulou a chefia do governo e a chefia de um bando. Em janeiro, só deixou de chefiar o governo.

Fonte:Ternuma

PRODUTO NACIONAL BRUTO DA CORRUPÇÃO=PNBC

O PNBC DO TERCEIRO SETOR - Gaudêncio Torquato
23 de outubro de 2011

GAUDÊNCIO TORQUATO, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de Comunicação - O Estado de S.Paulo

De tanto o joio florescer no campo do trigo, fica cada vez mais difícil distinguir onde começa a cultura de um e termina o roçado do outro. Faz-se a observação a propósito de entidades sem fins lucrativos que compõem o chamado Terceiro Setor. Nos últimos tempos elas passaram a ser vistas também como canais para desviar recursos do Estado e jogá-los nas teias de corrupção que se formam nas malhas administrativas das três instâncias federativas. E assim, sombreado por casos escabrosos, esse conglomerado, que reúne algumas das organizações mais prestigiadas do País, enfrenta intenso processo de desgaste, cujas consequências poderão afetar o desenvolvimento de programas voltados para o bem-estar de comunidades carentes. Como é sabido, o espaço desse setor é ocupado por associações, movimentos, fundações, entre outras modalidades, que atuam nas áreas da educação, saúde, esporte, lazer, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, suplementando tarefas e funções que o Estado (Primeiro Setor) não consegue realizar a contento e sem ter como objetivo auferir ganhos financeiros, como é a praxe do mercado (Segundo Setor).

O tamanho da encrenca que põe sob suspeição organizações não governamentais (ONGs), expressão igualmente usada para definir aquele universo, pode ser aferido por esta ordem de grandeza: o País abriga cerca de 350 mil entidades de assistência social, que empregam 2,5 milhões de pessoas e 15 milhões de voluntários; entre 2004 e 2010 esse conglomerado recebeu dos cofres públicos R$ 23,3 bilhões, uma evolução de 180% em seis anos. Parcela ponderável dessa montanha de recursos entra, escancarada ou sorrateiramente, na composição do Produto Nacional Bruto da Corrupção (PNBC), entendido como o somatório das contas da rapinagem e dos conluios que, por aqui, assumem a forma de licitações "batizadas", comissões pagas a intermediários, superfaturamento de obras e produtos, emendas em projetos de parlamentares para regiões e, coroando a engenharia desse poder invisível, convênios com ONGs que semeiam joio. A inferência sobre a ladroagem é plausível. Basta contar os escândalos da atual quadra política e que estão sob a lupa do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público.

Qual a explicação para o fato de entidades criadas para trilhar o caminho do bem serem levadas a percorrer as veredas do mal?

Primeiro, a cultura da pilantragem, que encontra terreno fértil em nossos trópicos. "Espertocratas" juntam-se a burocratas para agir nas entranhas do Estado e tecer a teia da corrupção.

Segundo, o parentesco entre instituições privadas com fins públicos e estruturas estatais. As duas bandas fazem convergir seus interesses sob o escopo da cidadania: são associações desfraldando bandeiras de combate à pobreza, violência, discriminação, poluição, ao analfabetismo, racismo. Ganham a confiança da sociedade, apoio político e, como não poderia deixar de ser, volumosos recursos.

O Terceiro Setor, vale lembrar, constrói sua credibilidade na esteira da crise que, há quatro décadas, corrói os contornos do Estado de bem-estar. Incapaz de prover plenamente as demandas das áreas da educação, saúde, cultura e lazer, entre outras, o Estado passou a ter a colaboração de movimentos da sociedade civil, que acorreram em sua ajuda. A degradação da assistência social expandiu-se ao fluxo de outros eventos que impactaram a força do Estado, como a crise do petróleo nos anos 70, a recessão dos anos 80, a crise global do meio ambiente e a débâcle do socialismo na Europa.

Registre-se, ainda, a entrada em cena de governos conservadores, como os de Ronald Reagan, nos EUA, e Margaret Thatcher, na Inglaterra, sob os quais ocorreu acentuado refluxo do Estado na operação do sistema de proteção social. A partir das décadas de 80-90, o Estado passou a repartir com parceiros a execução de serviços sociais básicos. No Brasil, a moldura crítica juntou a fome com a vontade de comer. A criação das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, no final dos anos 90, deu força ao Terceiro Setor, agrupando no mesmo espaço as áreas filantrópicas, de caridade, de voluntários, independentes, de cultura e lazer, desenvolvimento educacional de jovens e sua integração ao mercado de trabalho. Certas instituições continuaram a desempenhar sua missão distantes dos recursos do Estado, como o Centro de Integração Empresa-Escola, a maior ONG do País, criada há quase meio século, mas a grande maioria estendeu as mãos aos cofres estatais, pedindo ajuda a atores políticos (representantes e partidos), os quais, por sua vez, usam as entidades como aríete para ampliar domínios. Portanto, muitos núcleos do território da intermediação assistencialista de cunho privado, respaldando a competitividade política, passaram a abrigar feudos partidários. Hoje, sua força é capilar, saindo da União, atravessando os Estados e chegando aos municípios.

O que precisa ser feito para limpar o roçado do Terceiro Setor, eliminando o joio?

Expurgar entidades com interesses espúrios ou ligações suspeitas com parceiros alheios a compromissos sociais. O que significa investigação acurada em associações privadas que recebem recursos do Estado. Parcerias e convênios com organismos estatais precisam obedecer a regras inflexíveis. Só mesmo por estas plagas é possível alguém criar uma entidade de caráter assistencialista, compor um conjunto de ideias filantrópicas, pleitear um convênio com um ministério, conseguir aprovar o pacote com as bênçãos de um político e, posteriormente, aplicar (?) de maneira atabalhoada os recursos embolsados. O Tribunal de Contas detecta falta de maior clareza e objetividade nos critérios de seleção das entidades beneficiadas. Ora, esse diagnóstico é suficiente para sustar os processos. Mas nada disso gera temor ao PNBC. Que, a esta altura, já deve ter encontrado boas alternativas para eventuais perdas.


Fonte:Ternuma

O CUSTO DAS ONG´S- QUANDO CRIAREMOS VERGONHA NA CARA?.

O PNBC DO TERCEIRO SETOR - Gaudêncio Torquato
23 de outubro de 2011

GAUDÊNCIO TORQUATO, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de Comunicação - O Estado de S.Paulo

De tanto o joio florescer no campo do trigo, fica cada vez mais difícil distinguir onde começa a cultura de um e termina o roçado do outro. Faz-se a observação a propósito de entidades sem fins lucrativos que compõem o chamado Terceiro Setor. Nos últimos tempos elas passaram a ser vistas também como canais para desviar recursos do Estado e jogá-los nas teias de corrupção que se formam nas malhas administrativas das três instâncias federativas. E assim, sombreado por casos escabrosos, esse conglomerado, que reúne algumas das organizações mais prestigiadas do País, enfrenta intenso processo de desgaste, cujas consequências poderão afetar o desenvolvimento de programas voltados para o bem-estar de comunidades carentes. Como é sabido, o espaço desse setor é ocupado por associações, movimentos, fundações, entre outras modalidades, que atuam nas áreas da educação, saúde, esporte, lazer, cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, suplementando tarefas e funções que o Estado (Primeiro Setor) não consegue realizar a contento e sem ter como objetivo auferir ganhos financeiros, como é a praxe do mercado (Segundo Setor).

O tamanho da encrenca que põe sob suspeição organizações não governamentais (ONGs), expressão igualmente usada para definir aquele universo, pode ser aferido por esta ordem de grandeza: o País abriga cerca de 350 mil entidades de assistência social, que empregam 2,5 milhões de pessoas e 15 milhões de voluntários; entre 2004 e 2010 esse conglomerado recebeu dos cofres públicos R$ 23,3 bilhões, uma evolução de 180% em seis anos. Parcela ponderável dessa montanha de recursos entra, escancarada ou sorrateiramente, na composição do Produto Nacional Bruto da Corrupção (PNBC), entendido como o somatório das contas da rapinagem e dos conluios que, por aqui, assumem a forma de licitações "batizadas", comissões pagas a intermediários, superfaturamento de obras e produtos, emendas em projetos de parlamentares para regiões e, coroando a engenharia desse poder invisível, convênios com ONGs que semeiam joio. A inferência sobre a ladroagem é plausível. Basta contar os escândalos da atual quadra política e que estão sob a lupa do Tribunal de Contas da União e do Ministério Público.

Qual a explicação para o fato de entidades criadas para trilhar o caminho do bem serem levadas a percorrer as veredas do mal?

Primeiro, a cultura da pilantragem, que encontra terreno fértil em nossos trópicos. "Espertocratas" juntam-se a burocratas para agir nas entranhas do Estado e tecer a teia da corrupção.

Segundo, o parentesco entre instituições privadas com fins públicos e estruturas estatais. As duas bandas fazem convergir seus interesses sob o escopo da cidadania: são associações desfraldando bandeiras de combate à pobreza, violência, discriminação, poluição, ao analfabetismo, racismo. Ganham a confiança da sociedade, apoio político e, como não poderia deixar de ser, volumosos recursos.

O Terceiro Setor, vale lembrar, constrói sua credibilidade na esteira da crise que, há quatro décadas, corrói os contornos do Estado de bem-estar. Incapaz de prover plenamente as demandas das áreas da educação, saúde, cultura e lazer, entre outras, o Estado passou a ter a colaboração de movimentos da sociedade civil, que acorreram em sua ajuda. A degradação da assistência social expandiu-se ao fluxo de outros eventos que impactaram a força do Estado, como a crise do petróleo nos anos 70, a recessão dos anos 80, a crise global do meio ambiente e a débâcle do socialismo na Europa.

Registre-se, ainda, a entrada em cena de governos conservadores, como os de Ronald Reagan, nos EUA, e Margaret Thatcher, na Inglaterra, sob os quais ocorreu acentuado refluxo do Estado na operação do sistema de proteção social. A partir das décadas de 80-90, o Estado passou a repartir com parceiros a execução de serviços sociais básicos. No Brasil, a moldura crítica juntou a fome com a vontade de comer. A criação das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, no final dos anos 90, deu força ao Terceiro Setor, agrupando no mesmo espaço as áreas filantrópicas, de caridade, de voluntários, independentes, de cultura e lazer, desenvolvimento educacional de jovens e sua integração ao mercado de trabalho. Certas instituições continuaram a desempenhar sua missão distantes dos recursos do Estado, como o Centro de Integração Empresa-Escola, a maior ONG do País, criada há quase meio século, mas a grande maioria estendeu as mãos aos cofres estatais, pedindo ajuda a atores políticos (representantes e partidos), os quais, por sua vez, usam as entidades como aríete para ampliar domínios. Portanto, muitos núcleos do território da intermediação assistencialista de cunho privado, respaldando a competitividade política, passaram a abrigar feudos partidários. Hoje, sua força é capilar, saindo da União, atravessando os Estados e chegando aos municípios.

O que precisa ser feito para limpar o roçado do Terceiro Setor, eliminando o joio?

Expurgar entidades com interesses espúrios ou ligações suspeitas com parceiros alheios a compromissos sociais. O que significa investigação acurada em associações privadas que recebem recursos do Estado. Parcerias e convênios com organismos estatais precisam obedecer a regras inflexíveis. Só mesmo por estas plagas é possível alguém criar uma entidade de caráter assistencialista, compor um conjunto de ideias filantrópicas, pleitear um convênio com um ministério, conseguir aprovar o pacote com as bênçãos de um político e, posteriormente, aplicar (?) de maneira atabalhoada os recursos embolsados. O Tribunal de Contas detecta falta de maior clareza e objetividade nos critérios de seleção das entidades beneficiadas. Ora, esse diagnóstico é suficiente para sustar os processos. Mas nada disso gera temor ao PNBC. Que, a esta altura, já deve ter encontrado boas alternativas para eventuais perdas.

 
Fonte:Ternuma

LUIS CARLOS PRESTES ESTÁ ENVERGONHADO...DOS CAMARADAS

Carta enviada ao PC do B pela filha de Luís Carlos Prestes
“Rio, 21 de outubro de 2011.

Comitê Central do Partido Comunista do Brasil  (PCdoB)

Dirijo-me à direção do PCdoB para externar minha estranheza e minha indignação com a utilização indébita da imagem dos meus pais, Luís Carlos Prestes e Olga Benário Prestes, em Programa Eleitoral desse partido, transmitido pela TV na noite de ontem, dia 20 de outubro de 2011.

Não posso aceitar que se pretenda comprometer a trajetória revolucionária dos meus pais com a política atual do PCdoB, que, certamente, seria energicamente por eles repudiada. Cabe lembrar que, após a anistia de 1979 e o regresso de Luís Carlos Prestes ao Brasil, durante os últimos dez anos de sua vida, ele denunciou repetidamente o oportunismo tanto do PCdoB quanto do PCB, caracterizando a política adotada por esses partidos como reformista e de traição da classe operária. Bastando consultar a imprensa dos anos 1980 para comprovar esta afirmação.

Por respeito à memória de Prestes e de Olga, o PCdoB deveria deixar de utilizar-se do inegável prestígio desses dois revolucionários comunistas junto a amplos setores do nosso povo, numa tentativa deplorável de impedir o desgaste, junto a opinião pública, de dirigentes desse partido acusados de possível envolvimento em atos de corrupção.

Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes”


Fonte:Ternuma

OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS...PARA ENRIQUECER

domingo, 23 de outubro de 2011

O Dinheirismo

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Ideologia é ferramenta de otário, e também instrumento de espertalhões. No Brasil, os “puderosos” de plantão descobriram a fórmula perfeita para usar e abusar das ideias fora do lugar, enquanto tiram proveito da ignorância, comodismo ou omissão da maioria.

Assim, assistimos a um dilema que se revolve por si mesmo. Ou os oportunistas conquistam poder para arrumar muito dinheiro, ou arranjam mais grana para se tornarem cada vez mais poderosos. A politicagem se torna o princípio, o meio e o fim. O ruim ganha ares de excelência.

Aqui vigora e avança uma cínica ideologia: o Dinheirismo. Trata-se de uma simbiose entre o que existe de ruim no Capitalismo e no Comunismo, para compor um tosco Capitalismo de Estado que se sustenta e prospera no sistema do Governo do Crime Organizado.

No regime Dinheirista, a cada vez mais aparelhada e gigantesca máquina estatal se serve do crime. Ao mesmo tempo em que também presta serviço estrutural aos criminosos que se locupletam de poder e dinheiro.

O Dinheirismo vai além do Capimunismo. Por isso, se mostra extremamente eficiente para conquistar a preferência da maioria. Flexibiliza os valores humanos, submetendo-os à vontade coletiva. É perfeito para montar pretensas democracias com todo o jeitinho de uma disfarçada ditadura. Seu cínico princípio parte de uma questão simplória: “Quem quer se dar bem”?

A resposta imediata dos ignorantes, egoístas e oportunistas é: “Eu!”. O imenso conjunto de egos, praticamente formado por analfabetos políticos, acaba facilmente convencido a agir no campo individualista para usufruir de um benefício supostamente coletivista que lhe é dado pelo poder estatal, graças à boa vontade de um poderoso-endinheirado (ou um endinheirado-poderoso) de plantão.

Já deu para entender por que políticos - como Luiz Inácio Lula da Silva ou José Sarney - se tornam poderosos e ricos no Brasil? Já percebeu por que o sonho de estabilidade de grande parte da mão de obra brasileira é se tornar “funcionário público”? Já descobriu por que programas de renda mínima, como os bolsas da vida, conseguem tanto apelo social?

Compreendeu por que a lógica dos juros altos está de acordo com a maioria que prefere ganhar dinheiro facilmente, trabalhando o mínimo possível? Manjou por que a maioria defende um “Estado forte”, sem se importar com o custo (via impostos cada vez mais altos) para viabilizar tal distorção? Observou o motivo pelo qual, num sistema assim estruturado, Educação jamais merecerá prioridade da maioria?

O regime Dinheirista chega ao seu ponto alto no dantesco dilema do atual desgoverno. Apesar de todas as evidências de irregularidades e corrupção, a presidenta Dilma Dynamite não consegue detonar de sua equipe a turma do PCdoB que aparelhou o Ministério dos Esportes.

Nada custa lembrar que o PT, o PMDB e outros partidos da base aliada tomaram de assalto outros espaços estatais, onde continuam reinando impunes entre picaretagens que não vêm à tona porque não interessa ao esquema dinheirista.

O chefão Extalinácio ordenou, e a obediente Dilma “resolveu” manter, ao menos por enquanto, o emprego de Orlando Silva. Aliás, o camarada é um dos emblemas máximos da prosperidade pessoal no regime dinheirista.

A subchefona da nação não tirou Orlando de imediato, porque trocá-lo daria no mesmo. O posto iria para um outro dinheirista. Seja petralha, comunalha ou de estirpe dinheirista mais sofisticada – liderada, por exemplo, pelos Henriques Meirelles da vida.

Na onda dinheirista, vamos seguindo a Primeira Lei de Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar... Vida leva eu...”. Enquanto a grande crise econômica não chega de verdade, tudo pode acontecer que nada muda. Fiquem tranqüilos...

A regra do jogo é clara. O dinheirismo só vai para o saco com as crises. Aí, seu princípio capimunista de “cada um por si, Deus por todos” se transforma em um arriscado “salve-se quem puder” que pode redundar em muitas cabeças rolando.

Quem sobreviver vai participar desse nada agradável jogo de futebol. Tomara que não seja no papel da bola...
Fone:
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos

PUDOR É PRINCÍPIO EXTINTO NO GOVERNO

23/10/2011
às 6:59

O QUE QUEREM OS PETRALHAS, OS VERMELHOS E OS IDIOTAS? CORRUPTOS QUE ASSINAM RECIBO? OU: PROVAS NÃO FALTAM; FALTA É VERGONHA NA CARA!

Os patrocinadores e operadores do mensalão tentaram tornar influente uma tese — à qual aderiram correntes do subjornalismo que ou vivem da grana oficial ou foram contratadas para trabalhar para o petismo e aliados —, segundo a qual só se prova a corrupção do servidor ou agente públicos se houver um ato de ofício que a demonstre. E, nesse caso, se teria, então, “a prova”. Uma outra possibilidade é a Polícia Federal plantar um Durval Barbosa no caminho do investigado, a exemplo do que fez com o ex-governador José Roberto Arruda, do Distrito Federal.
Nota à margem: não por acaso, a PF SÓ recorreu àquele método para pegar um governador que era de um partido de oposição, justamente o que mais incomodava o governo. Há evidências de que Arruda comandava uma cleptoadmistração, sim, e é bom que esteja fora da vida pública. Por mim, estaria morando na Papuda. Isso NÃO QUER DIZER ALGUMAS COISAS, A SABER:
a) ISSO NÃO QUER DIZER que a PF não tenha sido seletiva, já que notórios larápios do governismo estão por aí, livres, leves e soltos, a merecer que se recorra ao mesmo método. Uma polícia especialmente severa com inimigos do governo vira polícia política;
b) ISSO NÃO QUER DIZER que os sucessores de Arruda sejam necessariamente melhores do que ele próprio.
Vale dizer: Arruda ficaria muito bem na Papuda, na companhia de muitos de seus adversários históricos no Distrito Federal!

Mas volto ao ponto. Os petralhas, os vermelhos e os idiotas insistem: “Cadê a prova de que Orlando Silva recebeu dinheiro na garagem?” O que se tem é o depoimento de um rapaz — Célio Soares — que trabalhava para a turma (e que diz lhe ter entregado o dinheiro) e de João Dias Ferreira, o policial que atuava no grupo de Agnelo Queiroz (antecessor de Orlando Silva) e que tem trânsito na cúpula do Ministério do Esporte.
ATENÇÃO! Essas são apenas duas cerejas num bolo formidável de roubalheira de dinheiro público. O próprio governo federal cobra das ONGs nada menos de R$ 40 milhões de grana desviada. Boa parte das irregularidades detectadas envolve militantes do PCdoB, o partido do ministro Orlando Silva. A imprensa noticia outros óbvios escândalos ainda nem oficialmente investigados. Em quase tudo está a marca do partido. ESSA HISTÓRIA DE QUE FALTAM PROVAS CONTRA ORLANDO SILVA É UMA PIADA QUE ELE TENTA CONTAR EM SEU PRÓPRIO BENEFÍCIO. Dá-se justamente o contrário: raramente houve tantas provas de ilegalidades num só ministério e numa só gestão. Insisto: outros ministros caíram por menos do que isso!
A Justiça que diga se Orlando Silva é corrupto ou não; se desviou dinheiro público para enriquecimento pessoal ou para fazer a “revolução socialista”. Essa não é tarefa do jornalismo e, se querem saber, é UM ASSUNTO DE POLÍCIA, NÃO DE POLÍTICA. O que interessa à política, que não é um tribunal, é saber se o homem público age ou não de acordo as leis, sim, mas também de acordo com o decoro e com a ética. Quando afirmo isso, alguns imbecis tentam sugerir que estou defendendo a condenação sem provas. Corrijo-me: não é coisa de “imbecis”, mas de canalhas. A Justiça criminal brasileira vai exigir a prova provada, a evidência de que o sujeito realmente pôs as suas digitais numa determinada operação. Para a questão política, isso não é necessário, não! Alguém tem alguma dúvida de que o Ministério do Esporte é um templo da malversação do dinheiro público?
Ora, lembro dois casos emblemáticos. Fernando Collor, meus senhores, FOI INOCENTADO NO STF. Sim, inocentado! Não se conseguiu encontrar nenhuma “prova” — ESTA QUE ORLANDO SILVA VIVE PEDINDO — de que ele era o chefe de PC Farias! Nada! Não há um só documento que o evidencie. PC era seu caixa de campanha — como Delúbio era de Lula. A turma ligada ao Palácio pintou e bordou, e sempre se supôs que o chefe soubesse de tudo. O mesmo vale, ora vejam!, para os homens de… Lula! Aliás, José Dirceu estava muito mais enfronhado no poder do que PC Farias. E, no entanto, Collor caiu — na verdade, renunciou ao mandato, mas seria cassado de qualquer modo pelo Congresso —, e Lula se reelegeu. O agora senador por Alagoas tornou-se aliado do petismo, que liderou o esforço para derrubá-lo. O que é que Collor não tinha? Amplos setores dóceis da imprensa; o apoio dos sindicatos e dos movimentos sociais aparelhados por seu partido; uma oposição molenga; Márcio Thomaz Bastos e uma economia jogando a favor. Aquilo a que se chamou Collorgate era coisa de amadores perto do petismo.
Falei que lembraria dois casos. Há um outro: Antonio Palocci foi absolvido no STF no episódio do caseiro Francenildo, que teve seu sigilo bancário quebrado ilegalmente. Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, foi condenado, mas Palocci, seu chefe — a quem interessava a violação — saiu livre porque não se encontrou a “prova” material de que mandara Mattoso cometer o crime.
SE O DECORO POLÍTICO FOR PENSADO SEGUNDO OS CRITÉRIOS DA JUSTIÇA CRIMINAL, haverá muito mais bandidos no serviço público do que há hoje. Corrupto não costuma deixar ato de ofício. Ao contrário: no geral, é hábil o bastante para obter o que quer sem deixar rastros. Quanto mais profissional na arte do ludíbrio, menos pistas se encontram pelo caminho.
Voltemos a Orlando SilvaJoão Dias diz ter novas provas além daquela que está VEJA desta semana. Vamos ver. Mas será pouco o que está escancarado na revista? O policial afirmara que o Ministério do Esporte havia enviado um primeiro relatório ao comando da Polícia Militar do Distrito Federal acusando-o de irregularidades da ordem R$ 3 milhões. Segundo disse, ele se reuniu com a cúpula do ministério, protestou, ameaçou arrastar o nome do ministro, e se fez, então, um segundo relatório, corrigindo o primeiro. Acusação grave!
Muito bem! A gravação a que VEJA teve acesso traz tudo: a reunião, a ameaça feita ao ministro e a confirmação de que o ministério iria rever tudo. Só isso? Não! Dois assessores do ministro Orlando Silva, Fábio Hansen e Charles Rocha, homens de sua inteira confiança, dão dicas de como fraudar os mecanismos de vigilância da pasta. Não só isso! Todos conversam alegremente sobre desvio de dinheiro para o PCdoB, afirmando que um dirigente do partido pegara para si nada menos de R$ 800 mil, e o fazem às gargalhadas. Aparece ainda o nome de Agnelo Queiroz, o governador do Distrito Federal, como o chefão que distribui pitos porque um homem de sua confiança, o pr[oprio João Dias, fora molestado pela turma de Orlando.
Isso tudo num ministério que tem um buraco na prestação de contas — o conhecido — de R$ 40 milhões; isso tudo num ministério em que as evidências de roubalheira saem pelo ladrão (ooops!). E aí aparecem os petralhas, os vermelho e os idiotas: “Mas cadê a prova?”  Se Orlando recebeu aquele dinheiro na garagem, certamente não assinou recibo. Nem naquela hora nem em hora nenhuma! Em sólidas democracias do mundo, mesmo na Justiça criminal, não só no ambiente político, Orlando Silva estaria liquidado. No Brasil, ele usa o horário político do seu partido — outra excrescência bananeira — para se defender, bater no peito e declarar inocência!
Contribuição da esquerdaNo terreno moral, está é a grande contribuição da esquerda para a cultura política: A IMPUNIDADE! Em passado nem tão recente, certos escândalos e certos procedimentos podiam não mandar vagabundos para a cadeia, o que é lastimável, mas, ao menos, os afastavam da vida pública. Do mensalão para cá, tudo mudou: a canalha que enfia a mão no nosso bolso sai acusando uma grande conspiração e ganha o apoio do sujornalismo a soldo. À velha impunidade — aquela do país dos Sarneys, Jáderes, Renans etc —, juntou-se a nova. A antiga justificava suas lambanças evocando o interesse nacional; esta outra pretende falar em nome dos pequeninos e dos que sofrem. Daí que tenha tanto comunista envolvido com ONGs para criancinhas pobres. São comunistas que comem o seu futuro!
Sei lá se João Dias tem mais coisa. O que sei é que o Ministério do Esporte é campeão NAS PROVAS DE DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS mesmo dispensando a sua colaboração. Dilma quer ficar com o ministro? Qual é a tese? “Chegamos à conclusão de que o ministério é corrupto, mas o ministro é honesto”…
EncerroO PCdoB mandou recados ao governo. Ameaçou o PT! Afirmou que a demissão de Orlando soaria como uma agressão à legenda. Lembrou que apenas deu continuidade a práticas já instaladas no ministério, inauguradas pelo agora petista Agnelo Queiroz. E perguntou se pastas sob o comando do PT não se relacionam com ONGs. Em suma: o PCdoB ameaçou Dilma, e Orlando, por enquanto, permanece no cargo por “falta de provas”.
Errado! Prova é o que não falta. Falta mesmo é vergonha na cara!
Por Reinaldo Azevedo


Fonte: Reinaldo Azevedo-Jornaloista-Veja

Fonte:Reinaldo Azevedo-Jornalista da Veja.

A CAMARILHA DO CHEFÃO É GRANDE


Uma gravação arrasa com a defesa que Dilma e sua turma fazem do ministro.

A gravação da Veja comprova que havia uma associação criminosa do PM João Dias com os principais assessores do ministro comunista Orlando Silva e, por extensão, com o governador petista do DF, o ex-comunista Agnelo Queiroz. Esta prova destrói com toda a defesa que os assessores da presidente e ela própria organizaram para manter o ministro do Esporte no cargo. A gravação da Veja, feita na antesala do ministro do Esporte, mostra que há uma quadrilha agindo dentro de um órgão público, falsificando documentos e impedindo investigações. Como pano de fundo, o de sempre: corruptos assaltando os cofres públicos. 

O trecho da matéria da Veja, publicado no Blog do Reinaldo Azevedo:

(…)
João Dias estava preocupado com um documento encaminhado à Polícia Militar pelo ministério que o responsabilizava por irregularidades na execução do programa. Aquilo poderia custar-lhe o emprego. Os diálogos deixam claro que havia consenso entre as partes e que eles estavam ali para arrumar um jeito de salvar a pele do policial. “Eu só posso dizer a você duas coisas: primeiro, nós vamos apurar que m… é essa. A coisa fugiu do controle, e, por isso, estamos abrindo uma outra frente. Isso é um absurdo, está errado. Antes de mais nada, tá errado (…) Como é que você tá sendo cobrado em 3 milhões?”, diz Fábio Hansen na gravação.

João dias reclama da suposta traição e ameaça: “Nego tá querendo colocar a mão no ministro…”. “Porque, se eu quisesse me livrar, pegar os caras certos, nós pegaríamos”, diz o policial. A reunião avançou noite adentro e teve momentos de tensão. “O que nós estamos tentando aqui é tentar remediar a m… que foi feita”, diz Fábio Hansen.

O “remédio” para o problema ele detalha em outro trecho da reunião. “A gente pode mandar lá um ofício desconsiderando o que a gente mandou”, sugere Charles Rocha. Hansen completa: “Você faz três linhas pedindo prorrogação de prazo”. Depois recomenda que se processe uma fraude, apresentando um pedido de prazo “com data anterior à notificação”. “Imediatamente a gente faz isso, passa por fax, para o mesmo que foi encaminhado o outro, e a gente manda um portador entregar (…) na mesma hora“, diz Hansen. O roteiro combinado foi seguido à risca. Dois dias depois, o ministério enviou à PM um documento pedindo que o anterior fosse desconsiderado. Detalhe: o convênio cujo prazo para prestação de contas estava sendo prorrogado nessa artimanha havia vencido dois anos antes.

ISSO É UMA VERDADEIRA ´CLOACA´´

Os últimos acontecimentos atestam que o Brasil tem um "governo de merda".

O moribundo político e moral Orlando Silva, ministro do Esporte, jaz no colo de Dilma Rousseff. Ela o embala e o acalenta. Ontem a revista Veja publicou a gravação de um dos principais assessores do Ministério do Esporte, combinando a fraude que foi denunciada pelo PM João Dias Ferreira. A fraude aconteceu. A fraude está documentada. A prova é contundente. Uma das frases ditas pelo assessor, na antesala do ministro, foi: "Nós vamos apurar que merda é essa, a coisa fugiu do controle", prometendo abafar uma investigação contra um dos corruptos comunistas que estavam roubando os cofres públicos. Era uma explosão destas que o Brasil inteiro esperava da Presidente da República, quando ela chegou da África. Que ela tivesse um acesso de furia, já que é famosa por isso, bradando um impropério diante das câmeras, demitindo imediatamente o corrupto. Que nada. Dilma Rousseff preferiu dar uma prova de fidelidade a uma aliança corrupta entre o PT e o PCdoB, que já roubou centenas de milhões dos cofres públicos. Preferiu fazer politicagem e se dobrar a chantagens do que governar. Que ninguém venha dizer que a presidente não é leniente com o malfeito. Ela seguiu o conselho de Lula e virou um "casco duro". Ficou provado que, ao não ter um gesto concreto e definitivo para frear um dos maiores esquemas de corrupção da história deste país, o que temos no Brasil é o que o povo comumente chama de um "governo de merda".Como diz o assessor do Orlando e da Dilma, "a coisa fugiu do controle". Fugiu de vez e ninguém segura os corruptos do Brasil!
Fonte: Coroneleaks(coturnonoturno)