domingo, 23 de outubro de 2011
O Dinheirismo
Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão
Ideologia é ferramenta de otário, e também instrumento de espertalhões. No Brasil, os “puderosos” de plantão descobriram a fórmula perfeita para usar e abusar das ideias fora do lugar, enquanto tiram proveito da ignorância, comodismo ou omissão da maioria.
Assim, assistimos a um dilema que se revolve por si mesmo. Ou os oportunistas conquistam poder para arrumar muito dinheiro, ou arranjam mais grana para se tornarem cada vez mais poderosos. A politicagem se torna o princípio, o meio e o fim. O ruim ganha ares de excelência.
Aqui vigora e avança uma cínica ideologia: o Dinheirismo. Trata-se de uma simbiose entre o que existe de ruim no Capitalismo e no Comunismo, para compor um tosco Capitalismo de Estado que se sustenta e prospera no sistema do Governo do Crime Organizado.
No regime Dinheirista, a cada vez mais aparelhada e gigantesca máquina estatal se serve do crime. Ao mesmo tempo em que também presta serviço estrutural aos criminosos que se locupletam de poder e dinheiro.
O Dinheirismo vai além do Capimunismo. Por isso, se mostra extremamente eficiente para conquistar a preferência da maioria. Flexibiliza os valores humanos, submetendo-os à vontade coletiva. É perfeito para montar pretensas democracias com todo o jeitinho de uma disfarçada ditadura. Seu cínico princípio parte de uma questão simplória: “Quem quer se dar bem”?
A resposta imediata dos ignorantes, egoístas e oportunistas é: “Eu!”. O imenso conjunto de egos, praticamente formado por analfabetos políticos, acaba facilmente convencido a agir no campo individualista para usufruir de um benefício supostamente coletivista que lhe é dado pelo poder estatal, graças à boa vontade de um poderoso-endinheirado (ou um endinheirado-poderoso) de plantão.
Já deu para entender por que políticos - como Luiz Inácio Lula da Silva ou José Sarney - se tornam poderosos e ricos no Brasil? Já percebeu por que o sonho de estabilidade de grande parte da mão de obra brasileira é se tornar “funcionário público”? Já descobriu por que programas de renda mínima, como os bolsas da vida, conseguem tanto apelo social?
Compreendeu por que a lógica dos juros altos está de acordo com a maioria que prefere ganhar dinheiro facilmente, trabalhando o mínimo possível? Manjou por que a maioria defende um “Estado forte”, sem se importar com o custo (via impostos cada vez mais altos) para viabilizar tal distorção? Observou o motivo pelo qual, num sistema assim estruturado, Educação jamais merecerá prioridade da maioria?
O regime Dinheirista chega ao seu ponto alto no dantesco dilema do atual desgoverno. Apesar de todas as evidências de irregularidades e corrupção, a presidenta Dilma Dynamite não consegue detonar de sua equipe a turma do PCdoB que aparelhou o Ministério dos Esportes.
Nada custa lembrar que o PT, o PMDB e outros partidos da base aliada tomaram de assalto outros espaços estatais, onde continuam reinando impunes entre picaretagens que não vêm à tona porque não interessa ao esquema dinheirista.
O chefão Extalinácio ordenou, e a obediente Dilma “resolveu” manter, ao menos por enquanto, o emprego de Orlando Silva. Aliás, o camarada é um dos emblemas máximos da prosperidade pessoal no regime dinheirista.
A subchefona da nação não tirou Orlando de imediato, porque trocá-lo daria no mesmo. O posto iria para um outro dinheirista. Seja petralha, comunalha ou de estirpe dinheirista mais sofisticada – liderada, por exemplo, pelos Henriques Meirelles da vida.
Na onda dinheirista, vamos seguindo a Primeira Lei de Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar... Vida leva eu...”. Enquanto a grande crise econômica não chega de verdade, tudo pode acontecer que nada muda. Fiquem tranqüilos...
A regra do jogo é clara. O dinheirismo só vai para o saco com as crises. Aí, seu princípio capimunista de “cada um por si, Deus por todos” se transforma em um arriscado “salve-se quem puder” que pode redundar em muitas cabeças rolando.
Quem sobreviver vai participar desse nada agradável jogo de futebol. Tomara que não seja no papel da bola...
Por Jorge Serrão
Ideologia é ferramenta de otário, e também instrumento de espertalhões. No Brasil, os “puderosos” de plantão descobriram a fórmula perfeita para usar e abusar das ideias fora do lugar, enquanto tiram proveito da ignorância, comodismo ou omissão da maioria.
Assim, assistimos a um dilema que se revolve por si mesmo. Ou os oportunistas conquistam poder para arrumar muito dinheiro, ou arranjam mais grana para se tornarem cada vez mais poderosos. A politicagem se torna o princípio, o meio e o fim. O ruim ganha ares de excelência.
Aqui vigora e avança uma cínica ideologia: o Dinheirismo. Trata-se de uma simbiose entre o que existe de ruim no Capitalismo e no Comunismo, para compor um tosco Capitalismo de Estado que se sustenta e prospera no sistema do Governo do Crime Organizado.
No regime Dinheirista, a cada vez mais aparelhada e gigantesca máquina estatal se serve do crime. Ao mesmo tempo em que também presta serviço estrutural aos criminosos que se locupletam de poder e dinheiro.
O Dinheirismo vai além do Capimunismo. Por isso, se mostra extremamente eficiente para conquistar a preferência da maioria. Flexibiliza os valores humanos, submetendo-os à vontade coletiva. É perfeito para montar pretensas democracias com todo o jeitinho de uma disfarçada ditadura. Seu cínico princípio parte de uma questão simplória: “Quem quer se dar bem”?
A resposta imediata dos ignorantes, egoístas e oportunistas é: “Eu!”. O imenso conjunto de egos, praticamente formado por analfabetos políticos, acaba facilmente convencido a agir no campo individualista para usufruir de um benefício supostamente coletivista que lhe é dado pelo poder estatal, graças à boa vontade de um poderoso-endinheirado (ou um endinheirado-poderoso) de plantão.
Já deu para entender por que políticos - como Luiz Inácio Lula da Silva ou José Sarney - se tornam poderosos e ricos no Brasil? Já percebeu por que o sonho de estabilidade de grande parte da mão de obra brasileira é se tornar “funcionário público”? Já descobriu por que programas de renda mínima, como os bolsas da vida, conseguem tanto apelo social?
Compreendeu por que a lógica dos juros altos está de acordo com a maioria que prefere ganhar dinheiro facilmente, trabalhando o mínimo possível? Manjou por que a maioria defende um “Estado forte”, sem se importar com o custo (via impostos cada vez mais altos) para viabilizar tal distorção? Observou o motivo pelo qual, num sistema assim estruturado, Educação jamais merecerá prioridade da maioria?
O regime Dinheirista chega ao seu ponto alto no dantesco dilema do atual desgoverno. Apesar de todas as evidências de irregularidades e corrupção, a presidenta Dilma Dynamite não consegue detonar de sua equipe a turma do PCdoB que aparelhou o Ministério dos Esportes.
Nada custa lembrar que o PT, o PMDB e outros partidos da base aliada tomaram de assalto outros espaços estatais, onde continuam reinando impunes entre picaretagens que não vêm à tona porque não interessa ao esquema dinheirista.
O chefão Extalinácio ordenou, e a obediente Dilma “resolveu” manter, ao menos por enquanto, o emprego de Orlando Silva. Aliás, o camarada é um dos emblemas máximos da prosperidade pessoal no regime dinheirista.
A subchefona da nação não tirou Orlando de imediato, porque trocá-lo daria no mesmo. O posto iria para um outro dinheirista. Seja petralha, comunalha ou de estirpe dinheirista mais sofisticada – liderada, por exemplo, pelos Henriques Meirelles da vida.
Na onda dinheirista, vamos seguindo a Primeira Lei de Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar... Vida leva eu...”. Enquanto a grande crise econômica não chega de verdade, tudo pode acontecer que nada muda. Fiquem tranqüilos...
A regra do jogo é clara. O dinheirismo só vai para o saco com as crises. Aí, seu princípio capimunista de “cada um por si, Deus por todos” se transforma em um arriscado “salve-se quem puder” que pode redundar em muitas cabeças rolando.
Quem sobreviver vai participar desse nada agradável jogo de futebol. Tomara que não seja no papel da bola...
Fone:
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos
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