domingo, 25 de setembro de 2011

A ORDEM MUNDIAL-BRASIL EXPORTADOR PRIMÁRIO

domingo, 25 de setembro de 2011

Dinamitando a Soberania do Brasil

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão

Por que Dilma Dinamite é a nova queridinha da mídia amestrada pela Oligarquia Financeira Transnacional? Resposta simples: Dilma foi escalada para suceder Extalinácio no papel de principal promotora terceiromundista da Nova Ordem Mundial. A ex-terrorista, que um dia comungou dos confusos ideais do nacionalista Leonel Brizola (que flertava com o fabianismo social-democrata), foi a primeira mulher a abrir uma Assembléia Geral da ONU simplesmente para defender, em seu discurso arrumadinho pelos redatores globalitários, a tal união de todas as nações em torno da velha “New World Order”.

O verdadeiro papel da nossa “Faxineira” não é varrer a corrupção no governo – como sua marketagem política nos sugere midiática e politicamente. A real função da Dilma Dynamite é implodir a soberania do Brasil. As principais ações do governo dela são bem diretas no cumprimento de tal missão. Basta ver a situação dos militares. Os guardiões da nossa soberania, sempre sucateados, agora são cada vez mais sacaneados. Vide a tal Comissão da Verdade, instituição criada globalmente em vários países onde os militares exerceram o poder executivo, para dinamitar a imagem institucional deles, relacionando-os ao abuso autoritário e à violação dos direitos humanos.

Felizmente, os militares brasileiros não se comportam mais como aquele papagaio verde oliva da piada (que não fala nada, mas, em tese, presta uma atenção...). Os militares não fazem o barulho de outrora. Mas a maioria deles estuda, cientificamente, a ação deletéria dos esquemas globalitários sobre as instituições brasileiras. Conhecendo perfeitamente o verdadeiro inimigo, que promove a guerra de quinta geração contra nossos Objetivos Nacionais Permanentes (Democracia, Paz Social, Soberania, Integridade do Território Nacional, Integração Nacional e Progresso), na hora certa terão condições de reagir e neutralizá-lo.

Os globalistas não estão de brincadeira. Agem mercadologicamente. Nos próximos dias 3 e 4 de novembro, no luxuoso Hotel Unique, em São Paulo, a revista The Economist promove a conferência “Brazil in 2022 – Ordem e Progresso?”. Gostaram do ponto de interrogação? O evento está divulgado na página da mais recente edição da revista que tem na capa a manchete “How to save the Euro”. Entre os conferencistas, certamente por coincidência, NÃO tem qualquer militar brasileiro. Na página www.brazil.economist.com, você pode conferir os patrocinadores do encontro: ABC, accenture, BNY Mellon, Brasscom (Braziliam Association of Information Tecnology and Communication Companies), Shell, IESE Business Scholl e MJV Tecnologia e Inovação.

Nas páginas 58 e 58 da mesma The Economist, um anúncio da “Clinton Global Initiative”, agradecendo a seus patrocinadores. Entre eles aparece uma entidade chamada “Braziliam Global Leaders”. E, na lista dos parceiros estratégicos, várias fundações defensoras da Nova Ordem Mundial. Estratégia de marketing parecida está na capa de revista Newsweek (acima, de 26 de setembro) com a Dilma na capa e uma reportagem nas páginas 22 a 26 com o título sugestivo: “Não se meta com a Dilma” (Don´t Mess with Dilma). Nossa “Bomb-President” está deslumbrante com sua roupinha vermelha. Jabá transnacional é isto aí!

Os militares já sabem que, no próximo dia 27 de outubro, sua chefona-em-comando Dilma Dynamite estará na Feira Internacional da Amazônia (Fiam), em Manaus, para referendar um maga-negócio imposto pela Oligarquia Financeira Transnacional à tão cobiçada região Amazônica. Dilma apresentará detalhes práticos do “Memorando de Entendimento” assinado pela Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) do Governo do Amazonas com representantes indígenas do Alto Rio Negro e a mineradora canadense Cosigo Resources Ltda, para a aprovação do “Projeto de Extrativismo Mineral no Estado do Amazonas”.

É preciso repetir o que este Alerta Total já cansou de informar. O entreguismo anazônico se torna explosivo, com ou sem Dynamite no poder midiático, porque a região é mal ocupada e ignorada pela grande maioria dos brasileiros. Nela, ONGs com bandeiras dos EUA, Inglaterra, Canadá, Bélgica, Holanda, Alemanha, França, Itália, Suíça, Japão e Indonésia fornecem recursos humanos e financeiros para elaboração e execução de programas e projetos focados no suposto “desenvolvimento integrado sustentável” em ecoturismo, extrativismo e “educação”.

Na prática, as ONGs que “adotam os povos da floresta abandonados pelo Poder Público brasileiro” são pontas de lança da Oligarquia Financeira Transnacional para preparar a região, na prática, para ter micro-nações independentes do Brasil, operando conforme o esquema globalitário. Na verdade, as ONGs funcionam como verdadeiras centrais de inteligência para agências de estudos geopolíticos transnacionais. Geralmente administradas por antigos ou recém saídos diretores de estatais, organismos ministeriais e instituições públicas dos estados e municípios da Amazônia, as ONGs contam com financiamentos de bancos e agências do capital financeiro mundial, e seus projetos e planos de trabalho dão resultados, “beneficiando” a população abandonada, na prática, pelos brasileiros.

O nome das principais? Anotem: Amigos da Terra (Friends of the Earth); Fundação Mundial para a Natureza (Word Wide Fund for Nature—WWF); Canadense para o Desenvolvimento Internacional (CI DA); Fundação Ford; Club 1001; Both Ends; Survival International; Conservation International; Fundação Interamericana (IAF); Fundação MacArthur; Fundação Rockefeller; Fundação W. Alton Jones; Instituto Summer de Lingüística (SIL); National Wildlife Federation — NWF The Nature Conservation —TNC; Grupo de Trabalho Europeu para a Amazônia; União Internacional para a Conservação da Natureza (UNIC) e o World Resource Institute — WRI.

Ou fortalecemos nossas Expressões do Poder Nacional (Política, Econômica, Ambiental, Psicossocial, Militar e Científico-Tecnológica), ou seremos dinamitados pela Nova Ordem Mundial. Ou colocamos em prática um Projeto de Nação para o Brasil, focado na atualização da Doutrina de Segurança Nacional, ou seremos implodidos pelo Governo do Crime Organizado operado pela Oligarquia Financeira Transnacional.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
© Jorge Serrão 2006-2011. Edição do Blog Alerta Total de 11 de Setembro de 2011. A transcrição ou copia deste texto é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas
 
Fonte: Alerta Total

Quem é totalitário não sabe ouvir adversários

domingo, 25 de setembro de 2011

Não é à toa que é conhecido como Celso "Ratito"Amorim na América democrática.

A gestão do então chanceler do governo Itamar Franco (1992-1994), Celso Amorim, hoje ministro da Defesa, proibiu que a Embaixada do Brasil em Washington mantivesse contato com exilados cubanos e aumentou as grades da embaixada em Havana para impedir invasões. Além disso, expulsou quatro cubanos que invadiram o prédio -dois deles acabaram presos pela polícia do regime. É o que revelam 636 telegramas confidenciais trocados entre o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Havana, obtidos pela Folha após pedido de desclassificação feito ao Itamaraty e que a partir de hoje são divulgados no Folha Transparência.

Procurado pela reportagem no início da semana passada, Amorim informou na tarde de sexta-feira, pela assessoria, que "o Ministério da Defesa não comentará as informações relativas aos documentos em questão". Em 1994, o embaixador em Washington, Paulo Tarso Flecha de Lima, pediu autorização ao Itamaraty para participar de um café da manhã em Miami com "entidades representativas da comunidade de tendência moderada". O objetivo do grupo era "marcar a presença" à margem da Cúpula das Américas, que ocorreria em Miami. O Itamaraty vetou o encontro, o que deixou o embaixador contrariado. Em telegrama, ele respondeu: "Na realidade, sempre fez parte da tradição do Itamaraty procurar conversar, quando possível, com todos os segmentos envolvidos em confrontos políticos em países ou regiões que, de alguma forma, são importantes para o Brasil".

Os telegramas evidenciam a baixa disposição do Itamaraty, no período 1993-1994, em manter relações com críticos da ditadura de Fidel Castro. A ponto de expulsar quatro deles da embaixada em Havana, em 1993. Como parte de uma onda de invasões a prédios de embaixadas em Havana, quatro cubanos tentaram sair de Cuba buscando abrigo na Embaixada do Brasil. Eles tiveram que deixar o prédio no mesmo dia -os documentos não registram a forma como foram convencidos a sair nem seus nomes. Meses após a invasão, a embaixada brasileira em Cuba pediu autorização para "aumentar e reforçar" a altura das cercas de arame.Entre 1993 e 1994, invasões semelhantes ocorreram em outras embaixadas na capital cubana. A da Bélgica abrigou mais de 140 cubanos que pretendiam deixar Cuba. O episódio da invasão ao prédio não é detalhado nos telegramas confidenciais trocados entre Brasília e Havana. As informações do que ocorreu foram localizadas pela Folha nas comunicações do consulado em Miami.

A expulsão dos cubanos repercutiu entre compatriotas exilados, e 75 fizeram um protesto na frente do consulado da cidade norte-americana. Cobrada sobre a expulsão dos cubanos, a chefe da missão na cidade, Vera Barrouin, queixou-se: "A imprensa de Miami tem sistematicamente omitido parte de minhas declarações relativas ao fato de que os postulantes de asilo na embaixada [...] declararam não exercer atividades políticas, fator fundamental para que a eles se tivesse aplicado a Convenção de Caracas". Vera também acionou a polícia e a prefeitura para impedir que um novo protesto fosse realizado perto de um festival de música brasileira -o protesto acabou desmarcado, após a notícia de que os dois cubanos expulsos pelo Brasil tinham sido soltos. (Da Folha de São Paulo)