quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O PREVENIDO SEMPRE TEM MAIS DEFESA

"ESTRATÉGIA NACIONAL DE DEFESA", É PRECISO QUE SE FAÇA! - Paulo Chagas
Caros amigos

“A garantia de nos tornarmos invencíveis está em nossas próprias mãos”(Sun Tzu)

 “Nações com mentalidade de defesa são aquelas que, em tempo de paz, se preparam contra ameaças existentes, contra ameaças previsíveis e, criteriosamente, contra ameaças possíveis. A hora de consertar o telhado é quando o sol está brilhando. (...) O povo brasileiro certamente não aprova vultosos dispêndios, em detrimento de sua qualidade de vida, para tornar o país uma potência militar. Nada mais sensato. Entretanto, se instruída sobre o que anda a acontecer mundo afora, a opinião pública, possivelmente, há de querer uma estrutura de defesa capaz de dissuadir coações de potências militares que, embora mais fortes, passem a considerar inaceitável o emprego de força contra o Brasil, em face das prováveis perdas que sofreriam na empreitada. Poderíamos citar diversos exemplos semelhantes da História.” (Antônio Sepúlveda – escritor – A Defesa do Estado – Jornal do Brasil – 22/Fev/2003)

Até mesmo ao analista mais simplório fica evidente a existência das vulnerabilidades estratégicas que ameaçam a Segurança do Estado brasileiro, as quais, em sua essência, são devidas ao comprometimento fingido e hipócrita da classe dirigente do País com os assuntos relacionados à defesa, deixando aos militares a ilusão de que a sua missão constitucional é, por eles, levada a sério!

A dissociação entre a Política Externa e o respaldo militar agravam a situação.

A falsa sensação criada pelo fim da Guerra-Fria e a queda do muro de Berlim, induziu à ilusão de que os conflitos armados haviam chegado ao fim. Chegou-se a dizer que as Forças Armadas haviam perdido sua finalidade. Muitos países, imprudentemente,  reduziram efetivos e recursos orçamentários destinados à defesa.

As elites brasileiras, levadas pela índole pacífica da Nação, estribadas na ausência de contenciosos fronteiriços e no respaldo às soberanias nacionais emprestado pelo prestígio dos organismos multilaterais de cooperação, interpretaram de forma errônea o clima de aparente segurança que envolveu, por algum tempo, a humanidade, descurando-se do fato de que nas relações internacionais a moral e a ética estão subordinadas aos interesses exclusivamente nacionais.

Se em outros tempos houve uma efetiva cooperação e respeito entre nações ricas e pobres, esta se deveu basicamente à importância da manutenção das áreas de influência e dos meios de contenção expansionistas das potências mundiais que dividiam o mundo em pólos antagônicos.

Estes fatos, associados à percepção equivocada e iludida de que o desenvolvimento nacional poderia privilegiar alguma Expressão do Poder, independentemente do crescimento coordenado e harmônico de todas as expressões, foram as causas mais evidentes da criação das desigualdades e vulnerabilidades que hoje ameaçam a soberania e a ordem interna do Brasil.

A Guerra do Golfo, a Guerra do Kosovo, o atentado terrorista às Torres Gêmeas, as Guerras do Afeganistão, do Iraque e, agora, da Líbia, os crescentes conflitos político-ideológicos pela posse da terra e a ampliação das ações do crime organizado são algumas evidências irrefutáveis da necessidade de mudança de orientação e de mentalidade na condução das Políticas de Estado no Brasil, sob pena de perda da capacidade de agir e de decidir o futuro que convém e que interessa à Nação.

É essencial, portanto, que se deixe de lado a retórica e os subterfúgios, e que a sociedade, a imprensa e as instituições, em particular as Forças Armadas, não aceitem, manifestem-se e combatam com garra, eloqüência, patriotismo e seriedade, os desvios de conduta e de recursos que se tornaram a “pedra de toque” deste Governo e de seus antecessores da mesma sigla partidária,  e que exijam, entre outras sérias e urgentes providências, que a tão propalada, estudada, planejada e já estruturada “Estratégia Nacional de Defesa” deixe o papel e se transforme em realidade, antes que a evidência dos fatos e a exploração das nossas vulnerabilidades façam dela, não mais uma necessidade, mas parte de mais uma omissão a ser lamentada, esta, porém, definitiva, pois envolve a soberania e a liberdade da Nação!

Ainda há tempo e espaço para mudanças, no entanto, há que se forçar o abandono das “boas intenções”, que não são poucas, e que se adotem as “boas iniciativas”, que não são muitas. Há que se deixar de lado o “é preciso” para ficar apenas com o determinismo do “que se faça”!

Gen Bda Paulo Chagas
Águas Claras - Distrito Federal


Fonte:TERNUMA

VIDA BOA PARA OS INDIOS(ESTRANGEIROS)

COLUNA - Cláudio Humberto
29/11/2011

Bispo ‘importa’ índios para Raposa Serra do Sol
Em ação incentivada por um bispo Aldo Mogiano, índios de diversos países sul-americanos estão sendo levados para a reserva Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima, para fazer número e dar ideia de “ocupação”. A região, grande produtora de arroz, foi transformada em nova fronteira de fome, desemprego e alcoolismo, depois que os agricultores foram expulsos por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Esperteza antiga
Índios estrangeiros sempre foram levados a ocupar áreas reivindicadas para demarcação, mas eles eram arregimentados apenas na Guiana.

Bye, bye, Brasil
O tal bispo Mogiano criou no passado uma “Aldeia da Demarcação”. Os índios importados se articulam em novas “nações independentes”.

Vida boa
Protegidos pela Funai, índios estrangeiros usufruem de assistência de dentistas, médicos, remédios e até avião para emergências médicas.



Fonte:TERNUMA

O ERROS DOS GENERAIS

O EXPURGO DA CASERNA - Lenilton Morato
Durante o período no qual o Brasil foi governado por Presidentes militares muitos erros e acertos foram cometidos. Três erros, entretanto, foram decisivos para a derrota estratégica que sofreram não só os cidadãos fardados, mas toda a força conservadora no país.

O primeiro deles foi a negativa do Marechal Castelo Branco em utilizar-se de uma estrutura similar ao DIP, da era Vargas, de maneira que pudesse combater a propaganda subversiva. O presidente não queria ter sua imagem atrelada à censura de Getúlio. O resultado foi a progressiva infiltração de idéias revolucionárias dentro da produção jornalística, cultural e artística.

O segundo erro foi o afastamento de Carlos Lacerda da cena política do país. Conservador de atuação política destacada, seu afastamento praticamente preparou o terreno para a tomada do poder pela esquerda, que os próprios militares haviam combatido (com massivo apoio popular), anos depois. O governo preocupou-se no combate à guerrilha e à subversão, mas esqueceu-se do front cultural e político. O resultado foi uma fragorosa derrota estratégica. Militarmente, comunistas, socialistas e a esquerda em geral foram derrotados. Politicamente, venceram. Assim, tal como os EUA no Vietnã, todas as batalhas foram vencidas, mas a guerra foi perdida.

O terceiro erro foi a estratégia do silêncio. Ao optarem pelo ostracismo, os militares facilitaram sobremaneira o trabalho de reescritura da história por parte dos então derrotados. Isto possibilitou às forças de esquerda a conquista do apoio popular e a substituição progressiva de valores tradicionais (chamados burgueses) por seu novo código de ética e moral (chamado de valores do povo), mesmo que esta nova escala de valores fosse inteiramente contrária ao que a população efetivamente pensava.

A soma destes três erros decretou a derrota do movimento de 31 de Março de 1964. Na verdade, a data marca apenas a troca de estratégia por parte da esquerda de tomar o poder. Da utilização da força para a conquista cultural e moral do país. Esta nova postura não foi percebida por nossos chefes militares a tempo, inclusive modificando algumas políticas externas do país, como a sua aproximação com a antiga URSS e o apoio ao movimento socialista em Angola. Os vermelhos chegaram de roldão ao poder, aparelharam o Estado e compraram mentes e corações com tolas idéias de igualdade ou com o vil metal.

A Comissão da Verdade, cujo representante dos militares será José Genoíno, é de fundamental importância para a comprovação de inúmeras declarações feitas por diversos integrantes do governo-Estado petista de que o Exército de hoje é diferente do Exército de ontem. O silêncio catacúmbico que reverbera nos quartéis a este respeito não deixa maiores dúvidas.

Os agentes do Estado que atuaram contra sequestradores, terroristas, estupradores, assassinos e assaltantes serão caçados, punidos, e presos. E os militares de hoje permanecerão em silêncio... Premonição?  Mãe Dinah? Búzios? Não. Basta olharmos ao nosso redor para vermos o que aconteceu aos nossos hermanos uruguaios e argentinos. Oficiais e praças presos, acusados de atentado aos direitos humanos por terem lutado contra os criminosos que queriam mergulhar seus países na ditadura proletária. A carta dos militares argentinos presos (presos políticos) nos dá uma amostra do que está por vir. Nela, verificamos que a estratégia esquerdista é a mesma: de que o Exército Argentino de hoje é diferente do de ontem, afirmativa que os autores repudiam sob o argumento de que lá (tal como cá) o Exército é um só. Mas lá o "Exército de hoje" também se calou.

Sob a manta evasiva da disciplina, nada pode ser dito nem falado (sob pena de se quebrar um dos pilares do Exército). Sob este "respaldo" é que se guiam para calarem-se diante de uma situação que pode colocar na cadeia pessoas como o coronel Brilhante Ustra e ao mesmo tempo dar vencimento de general à família de Carlos Lamarca, sujeito que julgou e matou um tenente da Força Pública de São Paulo a coronhadas dentre outros crimes.

A Comissão da Verdade não é nada mais que um tribunal revolucionário aos moldes da VAR Palmares, MR-8, Vanguarda Popular Revolucionária e outros movimentos e organizações terroristas que julgavam e sentenciavam qualquer cidadão à revelia de qualquer instituto legal ou moral. Seu surgimento possui um único propósito: queimar os arquivos ainda vivos daqueles anos e garantir aos vitoriosos terroristas de ontem cada vez mais indenizações, à custa do bolso e do dinheiro do desmemoriado e explorado povo brasileiro.

Enquanto este verdadeiro ataque ao cerne do Exército é realizado, a preocupação maior dos militares é com os seus vencimentos, com os aumentos que não chegam jamais. É claro que esta é uma preocupação de extrema importância, mas muito mais urgente é o desmonte histórico que está se desenhando em nosso Exército e, por extensão às Forças Armadas. Por dinheiro, vende-se a própria alma, entrega-se ao carrasco amigos e companheiros de outrora.

O Exército de hoje é o mesmo de ontem e será o mesmo Exército de amanhã. Infelizmente, não é o que a conjuntura atual nos mostra. Desenha-se um verdadeiro expurgo da caserna.

Fonte:  Lenilton Morato

Fonte;TERNUMA

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A MENTIRA E O CINÍSMO NA CONJUNTURA BRASILEIRA

PT e Dilma são o pai e a mãe das mentiras e da corrupção

Os brasileiros somente conseguirão combatê-las se começarem, como digo sempre, a “dar nomes aos bois”, ou dar os nomes dos pais e da mães das mentiras e da corrupção.

No dia 22 de outubro de 2010, escrevemos que O PT é o Partido da Mentira e da Morte” .  Escrevemos isso porque o PT mentiu no TSE para obter a apreensão dos documentos, apelidados pejorativamente de “panfletos”, que são legítimos, legais e verdadeiros, e porque o PT defende o assassinato de crianças inocentes, no útero de suas mães, através da a liberação do aborto.

Como fizemos em 2006 e 2008, antes das eleições presidenciais de 2010,  escrevemos um documento denominado Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, publicado em 01.07.2010, para orientar o voto dos fiéis de Guarulhos contra os candidatos contrários aos princípios cristãos, entre eles a candidata à presidência Dilma Rousseff, favorável à liberação do aborto.
Posteriormente, a seção regional de São Paulo da CNBB, denominada CNBB-Regional Sul-1, que representa e compreende as 41 Dioceses do estado de São Paulo, produziu o documento denominado Apelo a Todos os Brasileiros e Brasileiras”, assinado por três Bispos, no qual orientou o voto contra os candidatos partidários da liberação do aborto. A CNBB-Regional Sul-1 liberou a impressão do documento para todas as Dioceses, pastorais e organizações que defendem os princípios cristãos, para que o distribuíssem a quem quisessem.
A candidata Dilma Rousseff e seu grupo político pediram,  ao Tribunal Superior Eleitoral, a apreensão dos documentos – “panfletos” – impressos, que ainda estavam na gráfica, sob duas alegações mentirosas:  que o documento era falso e que havia crime contra o PT e contra a candidata Dilma, porque o documento dizia que o PT sempre defendeu a liberação do aborto.
A propagação contínua da mentira pelo PT e seus aliados nas eleições de 2010 – os partidos comunistas seguem a máxima do líder propagandista de Hitler, Joseph Goebbels, segundo a qual  “uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”,  foi tão forte que até utilizou o Bispo de Jales, Dom Demétrio Valentini, para conceder entrevista a jornal  de Guarulhos e dizer que nós tínhamos cometido ”crime eleitoral”.
Provamos, no TSE, que o documento assinado pelos três Bispos é verdadeiro e provamos que o PT e a candidata Dilma defendem, sim, a liberação do aborto. E o Ministério Público Federal garantiu que não praticamos crime eleitoral e pediu a devolução do material para a Diocese de Guarulhos.  O TSE mandou a Polícia Federal devolver o material apreendido.   A documentação está todinha em nosso blog, www.domluizbergonzini.com.br. A Igreja Católica tem o direito legítimo de defender o Evangelho e seus princípios, em qualquer época.
Naquele momento e de repente,  a candidata Dilma Rousseff, para enganar os católicos e cristãos, se declarou “devota” de Nossa Senhora Aparecida e até foi ao Santuário da Padroeira do Brasil.  Se católica ou cristã fosse, ela deveria ter promovido uma missa antes de sua posse como presidente.  Quem é católico, não precisa se envergonhar de sê-lo.
Se devota de Nossa Senhora Aparecida fosse, teria, como todos os devotos têm, uma imagem da Mãe de Jesus Cristo em seu gabinete de trabalho. Em vez disso, no seu primeiro dia de trabalho, ela mandou retirar Jesus Cristo Crucificado e a Bíblia do seu gabinete.
Aguardamos, ansiosamente, que ela comparecesse em Aparecida, no dia 12 de outubro de 2011, para demonstrar sua devoção a Nossa Senhora Aparecida e mostrar para todos os brasileiros e para o mundo que ela não havia enganado os cristãos brasileiros para obter votos em 2010. E que, pelo menos, confessasse e comungasse.  Porém, nada disso aconteceu.
O povo brasileiro está enredado por mentiras. Já vimos acima o caso da apreensão ilegal dos documentos da Igreja, nas eleições de 2010. No caso das mortes maternas dizem, mentirosa e preconceituosamente, que as mulheres morrem por serem negras ou pobres; na verdade elas morrem pela precariedade do SUS e do sistema de  saúde  que lhes é oferecido (Brasil recebe condenação inédita da ONU por morte materna).
A mentira gera ou tenta esconder a corrupção e interesses escusos. Lula apresentou Dilma como “gerentona”  do governo, que sabia de tudo e conhecia todos os ministros.  Nunca antes na história deste país houve tantos ministros, nomeados pelo presidente da república, afastados por denúncias de corrupção (AQUI).
O povo brasileiro está tentando lutar contra as mentiras e a corrupção. Os brasileiros somente conseguirão combatê-las se começarem, como digo sempre, a “dar nomes aos bois”, ou dar os nomes dos pais e da mães das mentiras e da corrupção.
Lembram-se como antigamente davam nomes aos bois ?  Era assim: Fora Ditadura, Fora Collor,  Fora FHC, e tantos outros “foras”.  Agora, os brasileiros precisam fazer o mesmo. No caso do governo federal, os nomes do pai e da mãe das mentiras e da corrupção, ou maracutaias, como diziam antigamente, ou malfeitos, como dizem agora, são o PT e Dilma.  No caso dos governos estaduais, os nomes são os dos governadores. E no caso dos governos municipais, os nomes são os dos prefeitos.
As pessoas estão com medo de dar os nomes dos responsáveis. Não tenham medo de dizer:  Fora PT,  Fora Dilma, Fora (Fulano de Tal),  seja governador, prefeito, deputado, vereador, enfim,  fora todos os que consomem até 69 bilhões de reais em atos de corrupção,  sugados dos impostos pagos com muito sacrifício pelos brasileiros. Fora aos que querem afastar o povo dos princípios morais cristãos e  mantê-lo sem educação, sem segurança e, principalmente,  sem atendimento de saúde suficiente para garantir uma vida digna para cada brasileiro – a vida é uma dádiva divina-, desde o momento da fecundação até a morte natural na velhice.


“NÃO LEVANTARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO”.(Ex 20,16) é o mandamento.  Levantar falso testemunho é mentir, como mentiram na época das eleições e continuam mentindo.
Chega de mentiras! Chega de corrupção!
Não tenham medo!  Vamos, juntos, restaurar os princípios morais cristãos e Mudar o Brasil.
22.11.2011
Dom Luiz Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos

Fonte:Midia Sem Máscara

É DIFÍCIL ACREDITAR EM PUNIÇÃO EXEMPLAR...VEREMOS...

A APROXIMAÇÃO DE 2012 PERTURBA O SONO DOS MENSALEIROS: VEM AÍ O BBB DA BANDIDAGEM - Direto ao Ponto - Augusto Nunes
28/11/2011

Em outubro de 2005, ao festejar o 50° aniversário no sítio em Goiás, o fora-da-lei Delúbio Soares presenteou-se com uma previsão debochada: “No futuro, o mensalão vai virar piada de salão”. Por enquanto, a profecia não se confirmou: o escândalo que escancarou a alma sombria do governo Lula desembocou no processo que será julgado no próximo semestre pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. E pode dar cadeia, começa enfim a desconfiar “nosso Delúbio”, como costumava referir-se Lula ao companheiro ladrão.


Neste sábado, numa reunião com 40 sindicalistas em Brasília, o ex-tesoureiro do PT preferiu qualificar de “boato” o colossal balaio de maracutaias que, passados seis anos, já deveria ter virado anedota. Delúbio, em sua essência, não mudou: o cinismo repulsivo, o vocabulário cafajeste, a compulsão para a mentira e outros traços abjetos seguem confirmando que certos defeitos de fabricação não têm conserto. Mas o sumiço do sorriso desdenhoso e a multiplicação de vincos no rosto indicam que o gerente da roubalheira imensa já não se acha condenado à perpétua impunidade.

“Esse julgamento será o maior espetáculo midiático do Brasil”, previu Delúbio no fim de semana. Desta vez, o delinquente enquadrado por formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro acertou. Por mais de dois meses, uma cadeia gigantesca composta por emissoras de rádio e TV, jornais, revistas, sites e blogs vai transmitir ao vivo uma espécie de Big Brother Brasil da Bandidagem, primeiro reality show inspirado na corrupção engravatada. O destino dos participantes será decidido pelos ministros. Mas os juízes votarão vigiados por milhões de testemunhas que saberão o que fez e o que merece cada personagem.

Só se viu algo parecido em julho e agosto de 2006, quando as sessões da CPI do Mensalão alcançaram  índices de audiência de novela da Globo. O país foi apresentado à face horrível da Era Lula, a popularidade do presidente desceu a temperaturas siberianas e o governo só escapou do naufrágio porque a oposição oficial decidiu socorrer a federação dos corruptos. Como ocorreu há seis anos, o BBB da Bandidagem também vai começar sem roteiro definido. É impossível adivinhar o desfecho. Delúbio e o resto dos mensaleiros têm motivos para perder o sono.

Ficarão muito mais inquietos se os brasileiros decentes abrirem os olhos imediatamente e enxergarem com nitidez o calendário político até agora subvertido pelo Planalto. Com a cumplicidade dos jornalistas federais, os réus e seus padrinhos fazem de conta que 2012 será o ano das eleições municipais. Mais uma vigarice: o que vem aí é o ano do julgamento do mensalão. As urnas poderão melhorar ou piorar a vida de uma cidade. Só isso. As togas dirão se a lei vale para todos, se ainda há juízes no Supremo e se o Brasil tem jeito.

Fonte:Ternuma

RUI BARBOSA TINHA RAZÃO

PODRIDÃO NA ESTRUTURA ESTATAL - Manuel Cambeses Júnior
Há algum tempo a imprensa tem dado destaque a algumas revelações verdadeiramente escandalosas sobre o envolvimento de políticos e autoridades governamentais em atos desairosos e denunciado o enriquecimento ilícito de maus patriotas no exercício da função pública.

Se adicionarmos a estes lamentáveis casos as denúncias e investigações que envolvem, em diferentes oportunidades, funcionários do setor administrativo, inclusive colaboradores diretos da Presidência da República, chega-se à conclusão de que a maré de anomalias, torpezas e suspeitas está profundamente enraizada nos Três Poderes do Estado.

Constatamos, com imensa tristeza, no atual cenário político nacional, inumeráveis e lamentáveis fatos que vêm sistematicamente ocorrendo, envolvendo autoridades públicas - especialmente Ministros de Estado e funcionários do primeiro escalão governamental -, que o nosso país se encontra em avançado processo de putrefação moral.

E se esse processo deletério não for estancado, a curto prazo, a projeção que podemos fazer para o futuro é dramática. Portanto, algo deve ser feito para estancar, de imediato, com todos esse desatinos.

Os fatos, ao longos dos últimos anos, mostram que eles, os detentores do poder, urdiram um plano diabólico para, paulatinamente, desmontar o poder de reação de nossas Forças Armadas.

Ardilosamente, eles colocam as mais altas patentes militares em posições confortáveis, exercendo funções inócuas no exterior, com o vil propósito de amolecer a têmpera e o poder decisório que sempre nortearam os homens da caserna. Nos níveis inferiores, os cargos esparsos na esfera governamental terminam por dissuadir as mentes e por enfraquecer o vigor pátrio. Assim, acomodam, anestesiam, os anseios da maioria que ficam a esperar que, por vias pacíficas, ou por um milagre qualquer a situação se normalize.

Mas, bem sabemos, tal processo deletério não muda - apenas - com promessas, com palavras ou com intenções. Só ações efetivas, tomadas por pessoas de têmpera forte, com qualidades de liderança, poderão transformar as esperanças, as decisões em ações.

Ações que irão debelar essa pletora inominável de desvios de conduta de mentes doentias e mentirosas que, os fatos, sempre eles, mostram, comprovam, vêm dominando, em especial, nestas duas últimas décadas, o nosso país, em todos os seus quadrantes.

Portanto, só com ações efetivas poderão ser saneadas a contaminação que tomou conta do país. Um país onde uma maioria de prefeituras conta com prefeitos e vereadores corruptos e corruptores. O mesmo acontece com governadores, deputados distritais, estaduais, federais, senadores e até mesmo os que deveriam zelar pela manutenção e a aplicação da Lei: os juízes. Sim! pois vários deles são apontados, julgados e condenados por prevaricação, concussão e por atos dolosos e danosos ao sistema jurídico e aos cofres públicos.

E esse quadro devastador se estende, segundo os fatos tão alardeados, até ao pontos mais elevados da estrutura de poder nacional. Um absurdo inominável!

Urge, pois, que medidas efetivas e saneadoras sejam tomadas para resgatar a saúde moral de nosso país. Para que sejamos, um dia, de fato, uma Nação.

Uma Nação onde prevaleçam os valores da Liberdade, da Democracia e da Igualdade entre todos os cidadãos.

Claro está que os cidadãos comuns - em uma população onde mais de 70 % são catalogados, pelo IBGE, como analfabetos e analfabetos funcionais, sem formação militar e sob uma política estúpida de desarmamento dos homens de bem (enquanto os marginais se encontram armados, bem armados...) - se sentem ainda mais impotentes ante esse aterrador quadro que, factualmente, domina a máquina administrativa do Brasil. E, assim, pelos fatos listados, nada poderão fazer para mudar esse trágico status quo.

Como disse antes, urge que os que podem e têm esse poder, do ponto de vista de treinamento de uma vida; preparo técnico, conhecimento dos mecanismos de defesa de um país, enfim, aqueles que foram preparados para defender a soberania da Pátria, acordem e façam algo de efetivo. Tomem a decisão de debelar, de uma vez por todas, esse Mal que - os fatos incontestáveis mostram - tomou conta do nosso país.

E, afinal, qual será o futuro se esse processo continua? Se todas as aves de rapina continuam livres e a esbulhar o país? Com tantos privilégios e com essa brutal excrescência denominada  'Foro privilegiado'. Um malévolo dispositivo criado nos estertores do mandato do FHC? Esse mesmo senhor que começou o processo de erosão de nossas FFAA e da Escola Superior de Guerra. Que também assinou, aceitou e se submeteu às decisões dos países hegemônicos que hoje se encontram com um pé firmemente fincado em nosso solo pátrio? Leia-se: Raposa Terra do Sol...

Assim, o que está em jogo é o futuro de todos nós. E, em especial, de nossos filhos e nossos descendentes.

E, por último mas não menos importante, o que podem os cordeiros contra os lobos? Nada! Cordeiros sem proteção são e serão, por certo, presa fácil nas mãos predadoras de todos esses que aí estão a esbulhar, livremente, o patrimônio brasileiro. Patrimônio que foi criado e acumulado com o trabalho, a luta, o denodo, o vigor, o sofrimento e o sangue de nossos pais e nossos ascendentes.

Uma história de lutas que, agora, assistimos impotentes, se perder nas mãos insidiosas e espúrias de todos esses lobos que saqueiam o país e nos tratam, a todos, como marionetes.

E, tragicamente, além de roubarem o próprio país eles não pensam duas vezes em se submeter e entregar, repassar, as riquezas de nosso solo, aos algozes de sempre e que têm seus atos de dominação tão bem registrados e consubstanciados na História Mundial.

É muito difícil para a opinião pública assimilar o caudal de informações deprimentes que golpeiam, diariamente, a sensibilidade dos cidadãos, sem que seja experimentado um profundo desalento moral e observado, com um fundo de incredulidade, o funcionamento das instituições sobre as quais repousa a ordem republicana.

Ante esta dura realidade é imprescindível criar-se, o quanto antes, as condições que permitam reconstruir o prestígio da Organização Estatal, hoje fortemente afetado pela sordidez desses maus brasileiros.

Uma sociedade que não confia em suas instituições dificilmente poderá caminhar com passo firme na direção de metas perduráveis de progresso, justiça e bem-estar. A honorabilidade dos homens públicos, qualquer que seja o nível e a natureza de sua função, é um oxigênio insubstituível para o desenvolvimento da capacidade criativa do corpo social, que dificilmente mobilizará, com profundidade, suas energias espirituais e materiais, se considerar que o fruto de seu esforço será aproveitado, desavergonhadamente, pela voracidade, ambição, vileza e falta de escrúpulos de uns poucos.

À imprensa lhe corresponde uma missão fundamental nesta empreitada de reconstrução nacional. Na maioria das vezes tem sido a mídia o instrumento de denúncia de manejos ilícitos por quem exerce o poder (seja de quem tenha chegado à função pública pelo voto popular ou de quem desempenha cargo de confiança em virtude de nomeação).

É alarmante imaginar quantos focos de corrupção teriam permanecido ocultos se os profissionais de imprensa não lhes houvesse focado a luz. Daí ressalta-se o valor estratégico da liberdade de expressão como pilar da ordem constitucional.

Frente à onda de seguidos fatos e focos de corrupção que ameaçam erodir os alicerces do Estado, toda a sociedade brasileira deve pôr-se de pé, para exigir que os atos ilícitos identificados e denunciados pela imprensa - desde que devidamente comprovados - sejam punidos exemplarmente, e que os controles do sistema democrático funcionem com eficácia e em plenitude, na salvaguarda da transparência moral, que é a virtude suprema da República.

Desculpem-me o desabafo!

Com estima e um cordial abraço,

Manuel Cambeses Júnior (Coronel-Aviador Refm)

Fonte:Ternuma

A EDUCAÇÃO RUIM NO BRASIL É ESTRATÉGIA DAS ELITES

O QUE VALE MAIS: UM PRESO OU UM ESTUDANTE? - Ruth de Aquino
Há carência de recursos em escolas e prisões. O absurdo é a negligência do Brasil com o conhecimento

Alguns números falam mais do que mil palavras. No Brasil, um preso federal custa o triplo de um aluno do ensino superior. E um preso estadual demanda quase nove vezes o custo de um estudante do ensino médio. A princípio, o que uma coisa tem a ver com a outra? Tudo. Há carência de recursos tanto em escolas quanto em prisões. Mas o absurdo maior é a negligência do Brasil com o saber, com o conhecimento.

Quando essa equação vai fechar? Vamos gastar muito mais com os presidiários se quisermos tornar as cadeias brasileiras menos degradantes. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prometeu que “agora vai”. Não sei se você, assim como eu, sente vergonha ao ver as cenas de mãos saindo pelas grades. São seres humanos empilhados, espremidos e seminus. É um circo dos horrores. E piora nos rincões remotos do Norte e Nordeste, longe das câmeras. Mesmo assim, o Estado gasta mais de R$ 40 mil por ano com cada preso em presídio federal. E R$ 21 mil com cada preso em presídio estadual.

Esses valores, absolutos, não significam nada para nós. Mas, se dermos uma olhada no nível de instrução dos 417.112 presos, ficará claro como os dois mundos, o das escolas e o das prisões, estão intimamente ligados. Dos nossos detentos, mais da metade (254.177) é analfabeta ou não completou o ensino fundamental. O menor grupo é o que concluiu a faculdade: 1.715 presos. Esses números estão no relatório do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do ano passado. Os presídios são um retrato de nossa sociedade. Do lado de fora, poucos têm acesso a universidades. E criminosos ricos e influentes podem pagar bons advogados.

Poderíamos ficar resignados a nosso destino de país pobre em desenvolvimento humano. Poderíamos também construir macropresídios seguros para prender cada vez mais gente em cômodos amplos, com direito a boa alimentação, pátios, esportes e reeducação. Poderíamos melhorar a gestão penitenciária e reduzir a roubalheira. Em algumas cidades, os presos começam a ser soltos por falta de espaço.

O mais complicado de tudo, mesmo, é prevenir a criminalidade. Porque seria preciso investir forte na educação universal e de qualidade. Os últimos números do IBGE, do Censo 2010, deixam clara uma urgência: entre nossas crianças com 10 anos de idade, 6,52% são analfabetas. Você, que lê este artigo, quando se alfabetizou? Provavelmente entre os 5 e 7 anos de idade, como acontece nas maiores economias do mundo – aquele grupo privilegiado em que o Brasil se insere com orgulho.

Há carência de recursos em escolas e prisões. O absurdo é a negligência do Brasil com o conhecimento

Essa criançada brasileira que não sabe escrever nem seu nome não faz ideia de que está trancada na prisão da ignorância. Sem cometer crime algum, as crianças foram condenadas à marginalidade perpétua. Isso não significa que serão desonestas ou hóspedes dos presídios-modelos que o ministro da Justiça promete construir. Mas que chance o Estado dá a elas? Esse porcentual de 6,52% nada tem a ver com heranças malditas. São crianças que nasceram na década de Lula.

Por mais que se comemorem avanços na Educação, em uma década o total de analfabetos no Brasil caiu menos de 1 milhão. Eram quase 15 milhões e hoje são 14 milhões que não sabem ler ou escrever – esse total equivale a duas vezes a população inteira do Paraguai. Em dez anos de investimento e dois mandatos de governo do “tudo pelo social”? Não dá para festejar. Entre os brasileiros com mais de 15 anos, continuamos mais analfabetos que Zimbábue, Panamá e Guiné Equatorial.

As disparidades regionais são outra preocupação. Em analfabetismo, segundo o Censo 2010, o Maranhão do clã Sarney está em 24º lugar e só perde para Paraíba, Piauí e Alagoas. Há 19,31% de analfabetos no Maranhão, porcentual maior que na República do Congo, na África. No programa do PMDB em rede nacional de televisão, na quinta-feira passada, o presidente “vitalício” do Senado, José Sarney, afirmou: “O bom homem público olha e vive para seu país”. Eu já ficaria satisfeita se o homem incomum, blindado por Lula e aliado de Dilma, olhasse para o Estado onde nasceu.

Em mortalidade infantil, o Maranhão da governadora Roseana Sarney só perde para Alagoas. De cada 1.000 maranhenses que nascem, 36 bebês morrem antes de completar o primeiro ano de vida. Não sei como a dinastia que controla esse Estado há 45 anos consegue dormir em paz. No programa do PMDB, Roseana disse que uma mulher no poder “significa uma visão mais humana de governar”.

A esperança é que o Brasil amadureça e passe a investir logo em suas crianças e seus estudantes para um dia, talvez, reduzir a superlotação dos presídios. Não é uma fórmula infalível, mas parece ser uma aposta sensata.

Fonte:Ternuma

sábado, 26 de novembro de 2011

RUI BARBOSA FALOU COM PROPRIEDADE DESSA ÉPOCA

MENTIRA & POLITICAGEM - Roberto DaMatta
Seria a mentira uma realidade da política brasileira? Sobretudo neste momento em que o governo de dona Dilma constitui uma Comissão da Verdade, mas um dos seus ministros - justo o do Trabalho, que é o apanágio do seu partido (o dos trabalhadores) - mente de modo claro, aberto, insofismável e - mais que isso - com uma verve e um nervo dignos de um astro de novela das oito?

Fiquei deveras assombrado por sua ousadia e desenvoltura de ator, quando - perante o Congresso - ele diz não conhecer o empresário com quem jantou, andou de avião e contemplou - com um olhar digno de um Anthony Hopkins - um pedaço de papel com o nome da questionada figura, numa simulação dramática que era maior prova de que mentia descaradamente.

Ou seja, para o governo é mais fácil resgatar o passado fabricado pelo autoritarismo do regime militar - um momento no qual opiniões conflitantes eram proibidas e que engendrou oposições à sua altura e igualmente fechadas, passando por alto pela Lei da Anistia - do que demitir um ministro mentiroso. Continuamos a refazer o que não deveria ter sido feito e a não fazer o que o bom-senso exige que se faça.

Viver em sociedade demanda mentir. Como exige comer, confiar e beber - mas dentro de certos limites. Os americanos distinguem as "white lies" (mentiras brancas ou brandas)  - falsidades sem maiores consequências  - das mentiras sujeitas a sanções penais e éticas.

Pois, como todo mundo sabe, a América não mente. Ela está convencida - apesar de todas as bolhas e Bushes - que até hoje segue o exemplo de George Washington, seu primeiro presidente; um menino obviamente neurótico que nunca mentiu. Na América há todo um sistema jurídico que dá prêmios à verdade, muito embora, num lugar chamado Estados Unidos, minta-se à americana. Ou seja, com a certeza de que se diz a verdade, somente a verdade, nada mais do que a verdade. E que Deus me ajude! Foi o que fez, entre outros, Bill Clinton quando negou ter tido sexo com a dragonarde Monica Lewinsky porque o que eles fizeram no Salão Oval não estava na Bíblia.

No Brasil não acreditamos ser possível existir sem mentir. Basta pensar no modo como fomos criados para entendermos a mentira como "boa educação" ou gentileza, pois como cumprir a norma de não discutir com os mais velhos sem enganar? Como não mentir quando a mulher amada chega do salão de beleza com o cabelo pintado de burro quando foge e pergunta: querido, o que é que você acha do meu novo penteado? Ou quando você confessa ao padre aquele pecado que você comete diariamente e dele se arrepende também cotidianamente só para a ele voltar com uma volúpia apenas compreendida pelo velho e bom catolicismo romano? Como não mentir diante do seu professor, um Burro Doutor, que diz que sabe tudo, mas não conhece coisa alguma? Ou do amigo que escreve um livro de merda, mas acha que obrou coisa jamais lida? Ou para o netinho que questiona, intuindo Descartes: se existe presente, onde está Papai Noel?

Como não mentir se o governo mente todo o tempo, seja não realizando o que prometeu nas eleições, seja "blindando" os malfeitos inocentes dos seus aliados, seja dizendo que nada sabe ou tem a ver com o que o ocorre debaixo do seu nariz de Pinóquio?

Numa sociedade que teve escravos, entende-se a malandragem de um Pedro Malasartes como um modo legítimo de burlar senhores cruéis. Mas não se pode viver democraticamente aceitando, como tem ocorrido no lulopetismo, pessoas com o direito de mentir e roubar publicamente. Mentir para vender um tolete de merda como um passarinho raro ao coronelão que se pensa dono do mundo é coisa de "vingança social" à Pedro Malasartes.

No velho marxismo no qual eu fui formado, tratava-se de uma forma de "resistência" ao poder. Mas será que podemos chamar de "malfeitos" o terrorismo e o tráfico? Seria razoável aceitar a mentira como rotina da vida política nacional porque, afinal de contas, o "estado (e a tal governabilidade com suas alianças) tem razões que a sociedade não conhece" ou, pior que isso, que o nosso partido tem planos que tanto o Estado quanto a sociedade podem ser dispensados de conhecer?

No Brasil das éticas múltiplas (uma mentira e uma verdade para cada pessoa, situação, tempo e lugar), temos a cultura do segredo competindo ferozmente com a das inúmeras versões que, normalmente, só quem sabe a mais "verdadeira" é que conhece alguém mais próximo do poder. Entre nós, a verdade tem gradações e lembranças. No antigo Brasil do "você sabe com quem está falando?", dizia-se: aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei! Hoje, nos vem à mente uma velha trova mineira: "Tu fingiste que me enganaste, eu fingi que te acreditei; foste tu que me enganaste ou fui eu que te enganei?".

Com a palavra, os eleitos e os nomeados.

ROBERTO DaMATTA é antropólogo.

Fonte:Ternuma

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A FALTA DE PUDOR É QUASE UNANIMIDADE NA SOCIEDADE

ODE À PUSILANIMIDADE OU ... OBEDECE QUEM TEM JUÍZO - Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Temos poupado às autoridades civis e militares de críticas ácidas, exceto algumas, levemente jocosas, mas de forma a não ferir a disciplina, nem ofender superiores, nem sermos processados por falta de decoro, mas é dose agüentar sem lamentar.

Foi duro de agüentar o nº 1, o nº 2, o nº 3... .

Será que atingimos o fundo do poço? Como podemos aceitar tamanho revanchismo? Como as autoridades (?) concordaram com a cretinice de buscar a verdade entre os subversivos?

Diante de tanta leniência, curvamo - nos perante uma vergonhosa constatação, a de que perdemos muito mais do que a coragem.

É oportuno perguntar de qual cepa foram construídos? Qual a sua real estatura?

Mas a pergunta que não quer calar é o que fazer?

Não reagir. Mas preservar a quem? Ás Instituições? Medo da faxina?

Há controvérsias.

Não tomar a menor atitude, salvaguardar as tradições da caserna?

Não comemorar datas importantes e, por vezes, proibir são sinais de disciplina, ou de subserviência?

Há controvérsias.

Nas Instituições Militares, se não concordassem com o que está ocorrendo, poderia ser pior?

1.      Seriam sucateados os equipamentos das três Forças Singulares?
2.      Congelariam os salários dos militares?
3.      Voltariam a empregar o velho FAL? Os canhões sem - recuo do antigo Acordo Militar Brasil – EUA?
4.      Os efetivos a serem incorporados pelo Serviço Militar Obrigatório chegariam ao ridículo número de apenas 40 mil, num universo de mais de dois milhões de jovens, que anualmente atingem a idade prevista?
5.      As Forças Singulares servem aos governos ou ao Estado Nacional? Seriam empregadas em missões tipo - policia? Nos morros?
6.      As tropas de Engenharia poderiam ser empregadas em reformas, por exemplo, do Palácio do Planalto?
7.      Qualquer um poderia ser nomeado Ministro da Defesa? Mesmo sem ter prestado, no mínimo, o Serviço Militar Obrigatório?
8.      ........

Ou quem sabe, foi cogitada, como forma de ameaça, a nomeação de Comandantes das Forças, deputados, senadores? A subordinação seria ao Partido?

Diante do irrespondível, alguns chegaram à crucial conclusão de que estamos diante de uma esfinge, e que não adianta tentar decifrar o enigma.

Pode ser que um dia, quando escritas as suas memórias venhamos a saber o que se escondia por detrás do morro.

Até lá, que cada um dê a César o que é de César. Aplaudam ou torçam o nariz.

E “la nave va”.

Brasília, DF, 23 de novembro de 2011.

Gen Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira.

Fonte;Ternuma

A DEFINIÇÃO PLENA DAS ATRIBUIÇÕES DAS FORÇAS ARMADAS.

O QUE É O EXÉRCITO? - Gen Ex Paulo Cesar de Castro
Formulei esta pergunta ao receber a apresentação de oficiais nas organizações militares que visitei e inspecionei.

Propus e tenho insistido em propor a mesma pergunta aos que me têm honrado com suas presenças em palestras casernas afora.

Sem esperar por respostas, afirmei e asseguro enfaticamente: “O Exército é uma Força Armada!”

Assim são nossas coirmãs: “a Marinha é uma Força Armada! A Aeronáutica é uma Força Armada!”

E o que significa ser Força Armada?

A resposta encontra-se, parcialmente, no texto constitucional.

Ser Força Armada significa ser instituição nacional permanentee regular,  organizada com base na hierarquia e na disciplina.

É, pois, cristalino que a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, sendo nacionais, servem à Nação e integram o Estado brasileiro, permanente e vitalício.

Em conseqüência, é indispensável sublinhar o óbvio: as Forças Armadas não são instituições governamentais, estas efêmeras, substituíveis, mutáveis e, até mesmo, aparelháveis, segundo o projeto político-ideológico dos governantes de turno, também tão efêmeros e com os dias contados nos cargos que, temporariamente, ocupam.

As Forças Armadas perpetuam-se e dedicam-se de corpo e alma à Nação, diferentemente das organizações de governo e das particulares, assistenciais, político-partidárias, sindicais, desportivas e tantas outras que passam e são substituídas a exemplo de seus dirigentes, que, se bem preparados e escolhidos, também servem à Nação.

Ser Força Armada exige prontidão em tempo integral para atender à Nação, nos termos da Carta Magna: “... e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Em decorrência, ser Força Armada obriga a permanente e total preparo para defender a Pátria e para atender às demais destinações mencionadas, qualquer que seja a hipótese de emprego que caracterize ameaça ao Estado nacional, em sua integridade, soberania, honra e interesses vitais.

É imperioso citar que, além de atender à destinação constitucional, ser Força Armada implica, ainda, plena preparação para cumprir a missão, conceito tão arraigado na cultura militar.

A missão detalha e amplia a destinação constitucional por englobar, também, emergências, em geral conflitos decorrentes de tratados celebrados pelo Brasil e de compromissos por ele assumidos junto a organismos internacionais.

Em suma, ser Força Armada significa preparar-se diuturnamente e estar sempre pronta para servir.  Seus integrantes, os militares, serviram, servem e servirão!

Estar em condições de pronto emprego exige quadros e tropa selecionados, instruídos, motivados, adestrados e plenamente atualizados com o estado da arte e ciência da guerra.

Exige ainda, é óbvio, doutrina, instrução, adestramento, logística, estrutura e equipamentos adequados aos desafios do Século XXI.

A prontidão pressupõe que o Comandante Supremo atenda à demanda das Forças Armadas, dotando-as de todos os itens que lhe são imprescindíveis para atender e socorrer a Pátria, à qual tudo se dá e nada se pede, nem mesmo compreensão.

“A Nação espera que cada um cumpra o seu dever!”, eis o farol que tem iluminado a marcha firme de nossos marinheiros, soldados e aviadores, abnegados e disciplinados, ciosos da hierarquia, coesos, comprometidos, cultores e identificados com a História, tradições, vultos, feitos, valores e lições de todos os tempos.

São irmãos de armas que, neste exato momento, caro leitor, estão em silenciosa vigília no mar, na terra e no ar, malgrado décadas de esquecimento e menosprezo com que têm sido tratados por sucessivos comandantes supremos que lhes têm negado os meios indispensáveis à plena prontidão em prol da Pátria.

A pertinácia, a fé na missão, o senso de cumprimento do dever e a firme liderança militar, em todos os escalões de comando, têm-nos impulsionado a superar obstáculos e desafios ante os quais tantos outros teriam capitulado.

Proliferam exemplos do esquecimento e do menosprezo a que me refiro.

Pergunto-lhe leitor: há quanto tempo a Força Aérea Brasileira tem esperado pela decisão de aquisição de aeronaves de caça compatíveis com sua nobre e inalienável responsabilidade?

Passaram-se já dezesseis anos de postergamento e, quando escrevo estas reflexões, vive-se o quinto mês do décimo sétimo ano de não-decisão.

E há quanto tempo a Marinha  tem clamado por aeronaves que possam operar a partir do Navio Aeródromo São Paulo?

“O comandante é o responsável por tudo o que acontece e deixa de acontecer”, sábia máxima militar.

O texto constitucional é esclarecedor em apontar o responsável pela penúria operacional imposta às Forças.

Lá se lê que “As Forças Armadas... sob autoridade suprema do Presidente da República...”  e que “Compete privativamente ao Presidente da República:... XIII - exercer o Comando Supremo das Forças Armadas...” .

Em prolongadas situações como as que temos enfrentado, ser Força Armada obriga homens e mulheres de armas, por um lado, a “multiplicar pães e peixes, a partir das migalhas recolhidas pelos discípulos”.

Sua liderança militar tem sido impecável e digna de encômios.

Por outro lado, obriga-os a meditar sobre o pensamento que me vem à memória: “Se o general permanece em silêncio enquanto o governante leva a nação à guerra com meios insuficientes, assumirá a responsabilidade pelos riscos”

“O general que fala bem alto sobre o preparo para a guerra, enquanto a nação está em paz, coloca em risco sua posição e seu status.

Entretanto, o general que fala muito baixo coloca em risco a segurança de sua nação”

Ser Força Armada é comprometer-se e ter convicção de que, para defesa da Pátria,  faz-se mister empregar integral e energicamente seu poder de combate letal, derrotar o inimigo que atenta contra interesse vital da nacionalidade, se for o caso, subjugar a força adversa desafiadora da lei e da ordem.

A derrota e a rendição incondicional serão impostas àquele que afrontar a própria existência da Nação, sua soberania, sua integridade, sua honra e seu patrimônio, material e imaterial, seus interesses vitais no mar, na terra e no ar,onde e quando se fizer necessário.

Trata-se de preservar tudo o que, na paz e na guerra, com suor, sangue, idealismo, trabalho e lágrimas, foi conquistado por sucessivas gerações da brava gente brasileira, nos últimos quinhentos e onze anos.

Trata-se, em síntese, de nada ceder a quem não respire, transpire, ame e idolatre, apenas, o verde-amarelo-azul-e-branco.

Força Armada é instituição integrada por voluntários vocacionados, homens e mulheres de armas,  que prometeram, solenemente, dedicar-se inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra, integridade e instituições defenderão com o sacrifício da própria vida.

Não encontro segmento humano que se lhes equipare em dedicação, sacrifício, honradez, senso do cumprimento do dever, probidade e determinação.

Marinheiros, soldados e aviadores estão prontos para morrer, mais grave ainda, para matar pela Pátria, este pedaço de chão tão querido, a que chamamos Terra de Santa Cruz.

Em razão de sua retidão, postura e comportamento, gozam dos mais elevados índices de credibilidade junto à gente brasileira.

Orgulham-se do patamar conquistado e respondem com solidariedade, mão amiga e fraternidade àqueles que confiam nas Forças Armadas, malgrado as mentiras que se lhes lançam e o revanchismo que sofrem daqueles que, fantasiados de brasileiros, denotam ter perdido as noções básicas de Pátria, Nação e Brasil.

Ser Força Armada é não faltar a seus concidadãos, socorrendo-os sempre que outras instituições e agências governamentais mostram-se incapazes, insuficientes, omissas e/ou incompetentes para empreender o que delas se espera.

Como exemplos, podem-se lembrar: contagem de veículos em rodovias; vacinação de animais de pequeno porte; aplicação de produtos para erradicar insetos transmissores de doenças diversas; distribuição anual de água a populações atingidas pela seca; ações cívico-sociais e atendimento médico-odontológico a populações ribeirinhas e indígenas; presença das asas do Correio Aéreo Nacional em regiões nas quais o Estado se mantém levianamente ausente; ações contra o tráfico internacional de drogas, o contrabando e o descaminho, em águas interiores, regiões remotas e rotas aéreas clandestinas.

Até neste caso omitem-se aqueles a quem caberia exercer a autoridade do Estado e do Governo: quantas aeronaves são detectadas pela Força Aérea transportando criminosos, drogas e sabe Deus o que mais?

Em quantas dessas ocasiões o mandatário eleito autorizou que aeronaves de criminosos fossem abatidas?

Ser Força Armada é garantir a lei e a ordem (GLO), destinação constitucional histórica de nossas instituições castrenses.

Para atendê-la, são levadas a acompanhar ações, fracassos, incompetência e inação de governos estaduais que se omitem e/ou perdem a capacidade de cumprir com suas próprias responsabilidades, deixando de exercer a autoridade que lhes incumbe.

Tal tem ocorrido quando militares de forças auxiliares cruzam os braços, negam-se a cumprir com suas obrigações, maculam a hierarquia e a disciplina,enlameiam a história de suas próprias corporações e abandonam cidades e estados inteiros à mercê da criminalidade.

Em casos como estes, cometem, isto sim, crimes capitulados no Código Penal Militar.

Ser Força Armada é manifestar solidariedade, camaradagem, humanidade e identidade a seus compatriotas, quando chamadas ao exercício de atribuições subsidiárias.

Cooperar com o desenvolvimento nacional e a defesa civil são ditas atribuições subsidiárias gerais às quais cada Força Armada tem emprestado sua parcela de contribuição, pelo que têm sido louvadas, desde os governos da Revolução Democrática de 1964.

Despontaram o Projeto Rondon, as obras da Engenharia Militar  e, à época, o País elevou-se ao patamar de oitava economia mundial.

É hora de destacar que, a par do orgulho de cooperar, na forma da lei, as atribuições em apreço devem ser realmente entendidas como subsidiárias, de forma a não desfigurar a essência da Força Armada nem desviar seus guerreiros da destinação maior de sua profissão: o combate, a batalha, a guerra.

Empregar, em defesa da Pátria, a belonave e o míssil, a baioneta e o fuzil, a granada e o canhão, o blindado e o combate corpo-a-corpo, o fogo e o golpe-de-mão, o bombardeiro e o interceptador, a tática e a estratégia, o torpedo e a faca de trincheira, eis o cerne da Força Armada.

Em hipótese alguma, devem seus combatentes apaixonar-se pelas atribuições subsidiárias, mas tratarem-nas com eficácia, competência e em sua justa medida, nada mais.

Ser Força Armada significa adotar voluntariamente códigos de conduta ímpares, abraçar os valores militares e seguir as lições dos velhos comandantes:

“Sustentar o fogo que a vitória é nossa”;

“Sigam-me os que forem brasileiros”;

“É fácil comandar homens livres, basta mostrar-lhes o caminho do dever!”;

“Eles que venham, por aqui não passarão!”;

“Se queres a paz, prepara-te para a guerra!”;

”Lembrai-vos da guerra!”; “Ad sumus!”; “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever!”

Marinheiros, soldados e aviadores, da ativa e da reserva, avante!

Marchemos coesos, unidos e com destemor sendo Força Armada.

“Brasil, acima de tudo!”

O Gen Ex Paulo Cesar de Castro é Professor emérito da ECEME

Fonte:Ternuma

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

QUANDO CHEGARÁ A ´´PRIMAVERA DO BRASIL´´?

CORRUPÇÃO E DECLÍNIO - Rubens Ricupero
Temos problemas parecidos aos italianos, mas a agenda brasileira é ditada por queda de ministros e escândalos

Ao contrário do que sustentam alguns politicólogos, a corrupção inseparável do presidencialismo de coalizão praticado no Brasil acabará por gerar crises crescentes de governabilidade até ocasionar o declínio da economia e a destruição do regime político.

Os que se fixam apenas nas maiorias legislativas não enxergam dois fatores que solapam o sistema na raiz. O primeiro é a destruição da confiança, base, como ensinava Bobbio, da democracia.

O fenômeno já abarca entre nós quase a totalidade da opinião pública informada. Ninguém mais acredita que partidos e candidatos tenham outro objetivo que não seja o enriquecimento rápido e ilícito.

No limite, a perda de confiança conduz a explosões de cólera conforme vem ocorrendo nos países árabes, onde a causa principal da revolta das multidões é o protesto contra a injustiça e a corrupção dos governantes. Em nossa história esse sentimento desempenhou papel crucial na mobilização da classe média nas crises do suicídio de Vargas, da eleição de Jânio, do impedimento de Collor, e, ao lado do anticomunismo, do golpe de 1964.

O governo se felicita com razão da expansão dos setores médios e sua transformação em maioria, mas deveria lembrar que o comportamento político da classe média se caracteriza pela intolerância ante a corrupção. À medida que o setor se expande, essa intolerância só tende a aumentar.

O segundo fator subestimado é o preço crescente, em termos econômicos, dos arreglos com partidos. Argumenta-se que o dinheiro envolvido na corrupção é insignificante comparado ao tamanho da economia. Pode ser verdade em relação às somas do suborno e da extorsão.

O problema está no custo astronômico da multiplicação de ministérios inúteis, cargos supérfluos, perda de eficiência, irracionalidade na aplicação de recursos, incompetência na escolha e gestão de projetos dos quais são exemplos o trem bala e Belo Monte. E o custo das reformas que não se fazem porque mexem com os interesses dos partidos da coalizão? No início dos 1970 o setor público poupava 6% do PIB, parte do qual investido em infraestrutura de energia e transportes.

Hoje, o governo é deficitário e não consegue investir. Quanto dessa perda se deve ao custo político da coalizão? Por que um presidente como Lula nem sequer tentou propor a reforma da estrutura sindical herdada do corporativismo fascista apesar de ser uma das bandeiras históricas do seu partido?

Por décadas a Itália foi também governada por coalizões corruptas e ineficazes. Não tem importância, alegava-se, pois o dinamismo e a inovação das pequenas empresas garantiam o crescimento. A ilusão se desfez quando o fim do regime terminou esclerosando a economia.

Em grau distinto, alguns de nossos problemas se parecem aos italianos: crescimento lento, investimento baixo, incapacidade de aumentar produtividade e competitividade, aposentadorias precoces. Política doente contagia a economia.

O sintoma de nossa doença é que, em vez de ser dominada por essas questões, a agenda brasileira é ditada semana após semana pelos escândalos de corrupção e a queda de ministros.

FONTE: FOLHA DE S. PAULO


Fonte:Ternuma

domingo, 20 de novembro de 2011

AOS CAMARADAS DE CHE GUEVARA- bárbaro e desumano.

20/11/2011
às 7:41

ALÔ, ESTUDANTES QUE REALMENTE ESTUDAM DA UNIRIO E DO BRASIL! A ESQUERDA ESTÁ SE BORRANDO DE MEDO E DECIDIU QUE EU SOU O SEU MAIOR INIMIGO!!! OU: COMENTANDO UM MANIFESTO ANALFABETO DOS ADMIRADORES DO ASSASSINO FEDORENTO

guevara-caveiraUniversitários da Unirio, universitários do Brasil, brasileiros,
Começo este post com a narrativa de um assassinato:
“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”
Essa verdadeira peça da poesia homicida foi produzida por Che Guevara — aquele que detestava banhos e a vida humana, capaz de matar um “companheiro” que pegara um pedaço de pão sem autorização e que achava que o ser humano tem de aprender a odiar para se converter numa “fria máquina de matar”. O que vai acima é trecho de seu diário. Como se nota, além de assassino, ladrão!!! Foi o criador do primeiro campo de concentração na América Latina, ainda em 1960. Quem testemunhou seus métodos não foi nenhum reacionário, não, mas Régis Debray, que conta os detalhes de seu temperamento sórdido em Loués Soient Nos Seigneurs” Por que este breve relato? Che Guevara é a personagem que ilustra uma página de uma turma chamada “Coletivo Vamos à Luta”, que atua também na Unirio, que decidiu escrever um texto me atacando e acusando a chapa “UNIRIO LIVRE” de ser títere deste pobre jornalista. Eu nem conheço a moçada. Nunca falei com ninguém de lá!
O “Coletivo Vamos à Luta” pertence ao PSOL, aquele partido em que nem a Heloísa Helena conseguiu ficar!
Estudantes que estudam estão acordandoA EXTREMA ESQUERDA QUE SEQÜESTRA AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS ESTÁ EM PÂNICO. Os estudantes que estudam estão começando a reagir. Na USP, os fascistas deram um golpe e prorrogaram o próprio mandato, cassando as eleições. É que iriam perder a eleição para a chapa “Reação”. Então os generais do PSOL, do PSTU, do PCdoB, do PT, da LER-QI e de outras minoridades decretaram o AI-5 uspiano, cassando o direito ao voto de 89 mil estudantes. Estão bravos comigo porque estou noticiando a existência de alternativas. A propósito: a direção do DCE da USP está com o PSOL, a mesma turma do manifesto de agora.
Para os extremistas do sucrilho e do toddynho, tudo estava no seu devido lugar. O DCE era deles e pronto! Tratava-se de uma disputa entre primos que não se entendem muito bem. Estão divididos em vários partidos. Geralmente, a razão da dissensão está na Rússia revolucionária!!! O que isso tem a ver com a sua vida real, estudante que estuda? Nada! Bastou que eu desse aqui a simples notícia de QUE EXISTE UMA CHAPA QUE NÃO É DE ESQUERDA DISPUTANDO O DCE DA UNIRIO e pronto! Virei alvo dos “bolcheviques” de Ipanema, Copacabana e Leblon! Em São Paulo, os “revolucionários” costumam morar no Alto de Pinheiros, Butantã, Pacaembu… Pobreza de verdade, eles desconhecem. São antes agentes da folclorização da miséria para alimentar a sua culpada pureza revolucionária!
Vamos nos divertirQuero me divertir um pouco — no post abaixo, revelo por que essa gente odeia os alunos de verdade! — comentando alguns trechos do “Manifesto Anti-Reinaldo Azevedo”. Seguem em vermelho. Divirto-me (e divertimo-nos) em azul.
A revista Veja está em campanha apoiando chapas nas entidades estudantis por todo país. Seu cabo eleitoral é Reinaldo Azevedo, aquele que passou de ex-líder estudantil de esquerda ao mais reacionário articulista da direitopatia tupiniquim.  Na Unirio apoiam a chapa “UNIRIO LIVRE”, de oposição a atual gestão de esquerda do DCE (leia em http://veja.abril.com.br/geral/tambem-a-unirio-pode-se-libertar-dos-seus-sequestradores/).
Um comunista mentir não é inédito. A VEJA, que eu saiba, não apóia ninguém. Quem decidiu jogar luzes sobre essas disputas fui eu. Essa gente se toma como medida de todas as coisas. Como todos ali são paus mandados de partidos e seitas de extrema esquerda, entendem que não pode haver independência em lugar nenhum. Mas eu gostei mesmo foi de vê-los empregando o termo “direitopatia”. Isso quer dizer que eles já estão me copiando, já que o termo “esquerdopatia”, assim como “petralha”, se espalha blogosfera afora. Aliás, para minha satisfação, “petralha” já foi até dicionarizado.
Os não-esquerdistas da “Aliança Pela Liberdade” venceram a eleição na Universidade de Brasília. Eu nunca havia escrito sobre eles. O que fiz foi aplaudir a sua vitória. E noticiei a existência da chapa “Reação” na USP e da “UNIRIO LIVRE”. Também a grande imprensa está coalhada de esquerdistas, como todos sabem. Essas chapas formadas por “alunos que estudam” costumam ser maltratadas por repórteres, que, muitas vezes, eram invasores de reitoria até anteontem. Eu sei de um caso escandaloso de uma moça que migrou da reitoria para a redação… O que fiz foi tratá-las com dignidade. Só isso! E VEIO O PÂNICO. As esquerdas se uniram na USP para dar um golpe e, segundo percebo, estão se borrando de medo na UNIRIO. Atenção para o que vem agora.
Nos últimos meses, Reinaldo Azevedo se detém sobre a situação das universidades e eleições estudantis. Trata de unir as chapas yuppies em um único movimento, visando sua articulação orgânica nacional. Por isso, saúda com um estridente Anauê integralista as chapas de direita que disputaram a UFRGS, ganharam o DCE da UnB e os Reacionários da USP. Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerda que enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.Não! Venho escrevendo a respeito nos últimos dias, notadamente depois que uma súcia de fascistas encapuzados invadiu a reitoria da USP. “Chapas yuppies”??? Santo Deus! Não é de estranhar que a vanguarda revolucionária do século 19 ainda tenha alguns inimigos do fim do século 20… “Articulação orgânica”? Esses pobres coitados intelectuais usam termos de esquerda cujo significado desconhecem. O “anauê” era a saudação integralista, do fascismo verde-amarelo, que era antiliberal, nacionalista e, no limite, anticapitalista, como todo fascismo. Ora, se eu sou, como acusam, um “neoliberal”, então não posso ser nacionalista; por neoliberal, também não posso ser anticapitalista. O que eu posso fazer para o bem desses rapazes e moças (provavelmente, nem tão “rapazes” nem tão “moças”, já que são profissionais de causas…)? Sugerir que vão estudar história. E, pelo amor de Deus!, estudem um pouco de gramática. Participei, sim, do movimento estudantil. Mas não era ANALFABETO DE TERCEIRO GRAU.
Leiam isto: “Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerda que enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.” Que língua é essa, Jesus Cristo? O certo é “tirando-OS das mãos da esquerda”. A propósito: qual é o sujeito daquele anacoluto “também não se curva ao PSDB/DEM”? VÃO ESTUDAR!!! VÃO LER!!! VÃO SE INSTRUIR!!! VOTEM VOCÊS TAMBÉM NA “UNIRIO LIVRE”!!! LIBERTEM-SE DA TEIA DA IGNORÂNCIA!!!
Em seguida, os bravos analfabetos do Coletivo de Esquerda demonstram que entendem da realidade o que entendem de gramática. Acusam-me de ser um perigoso agente de multinacionais interessadas na privatização da educação. Uau!!! Um intelectual petista energúmeno já me acusou de ser agente da CIA. Outros tantos dizem que sou ligado ao serviço secreto de Israel (!!!). É tudo tão secreto que nem eu sabia disso! Agora, os partidários do assassino fedorento descobriram que estou querendo privatizar a universidade pública. E os meus “operadores” seriam as chapas não-esquerdistas.
Esses tontos me acusam, no fundo, de ser uma INTERFERÊNCIA EXTERNA NA UNIVERSIDADE. Eu? Não mesmo! EU APÓIO OS ESTUDANTES QUE ESTUDAM!
- Interferência externa é ser membro do PSOL e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSOL!
- Interferência externa é ser membro do PSTU e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSTU!
- Interferência externa é ser membro do PT e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PT!
- Interferência externa é ser membro do PCdoB e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCdoB!
- Interferência externa é ser membro do PCO e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCO!
- Interferência externa é ser membro da LER-QI e tentar submeter alunos e professores às escolhas da LER-QI!
Eu defendo que as entidades estudantis sejam dirigidas por estudantes interessados nos problemas dos… estudantes! Como sou esquisito, não!?
Agora prestem atenção a esse momento quase poético do manifesto:
“Os defensores do atraso teimam em afirmar a atuação do individuo isolado, desejam negar a existência da luta classes e das mobilizações coletivas. Mas as praças do mundo são um espectro que atormenta o irracionalismo deles: milhares e milhares lotando Tahir, Puerta del Sol ou Wall Street; greves gerais escritas em Grego, Italiano, Inglês e Português. Em todos os cantos surgem indignados que estão de saco cheio de gente como Reinaldo Azevedo e os mercados que ele tanto defende. São as maiorias ex-silenciosas que tomaram as ruas em todos os continentes, questionado o sistema capitalista e procurando uma alternativa. E, que nos desculpem os jovens integralistas da Veja, isso tende a continuar. Aliás, Amanhã vai ser maior.”Uiuiui… Associar os eventos no mundo árabe aos protestos dos esquisitos de Wall Street é, que me desculpem eles, coisa de delinqüentes intelectuais, que não entenderam o que se passa nem de um lado nem de outro. Há três dias, a Praça Tahir voltou a ficar lotada. Era uma convocação feita pela Irmandade Muçulmana. Se e quando ela chegar ao poder, os primeiros que vão para a forca são os comunistas cretinos, como os que escrevem essa bobajada. Vejam o que aconteceu com a revolução islâmica no Irã. Não, bestalhões! Os que não estão pedindo teocracia nos países árabes estão justamente pedindo… capitalismo, democracia e sociedade de consumo!!! Tudo o que vocês odeiam. Eu sou pessimista. Acho que, no médio prazo, os pró-Ocidente perderão, infelizmente, a luta para os religiosos. Queridos amigos me dizem que estou errado. Tomara!
Quanto a Wall Street e aos protestos em outros países da Europa… Quem ali está pedindo socialismo? Onde estão os movimentos de “greve geral”? Que diabo vocês andam tomando no café da manhã, além de sucrilho e toddynho?
“Indignados com o saco cheio de Reinaldo Azevedo”? Devem existir mesmo, né? Se eu fosse meu adversário ideológico, também não gostaria de mim… O que me pergunto é por que vocês estão com tanto medo. Se vocês são tão queridos PELO CONJUNTO DOS ESTUDANTES — e não apenas pela meia-dúzia de sectários que têm o mesmo delírio —, por que o receio? A alternativa ao capitalismo já foi testada, seus tontos! Matou 25 milhões na URSS, 70 milhões da China, 3 milhões no Camboja…
“Ah, mas desta vez será diferente…” Ainda que fosse possível e que o movimento de vocês tivesse futuro, a gente nota como será diferente, não é mesmo? Vocês são incapazes de tolerar uma única chapa não-esquerdista! Ficam logo enxergando conspirações. É o caminho aberto para o assassinato de adversários. Ora, já que são maus e conspiradores, que sejam eliminados! E isso nos devolve àquele trecho do herói de vocês, relatando como atirou na têmpora de alguém que já havia sido rendido e ainda lhe roubou os pertences.
Encerram o texto  assim:
Apesar de toda gritaria histérica e inútil de Reinaldo Azevedo, seguiremos na luta. Somos os 99%. Os nossos sonhos não cabem na Veja. Ela não sequestrará nossa indignação.Nossa! Como eles são cheios de moral e indignação! São os 99%??? Não sejam ridículos!
- Se são 99%, tenham a coragem de fazer assembléias realmente democráticas;
- se são 99%, tenham a coragem de ouvir o que pensa a maioria silenciosa;
- se são 99%, tenham a coragem de instituir um sistema de tomada de decisão em que cada aluno valha um voto! Mas isso vocês não farão porque são covardes!
99%??? Plínio de Arruda Sampaio, o candidato da turma do Coletivo de Esquerda, teve 0,87% dos votos nas eleições presidenciais! O PSOL pode achar que está bom, né? Afinal, ele ficou em quarto lugar!!! Esse é o seu real tamanho!
Eu estou me divertindo muito com tudo isso. Ao condenar os fascistas encapuzados da USP e seus métodos truculentos e ao simplesmente informar que existe uma chapa de não-esquerdistas disputando o DCE da Unirio, não sabia que provocaria tamanho desespero. Na USP, as esquerdas se uniram e deram um golpe; na UnB, fui atacado pelos derrotados na solenidade de posse da chapa vencedora; na Unirio, virei personagem de uma teoria conspiratória que me dá uma importância no movimento de libertação que obviamente não tenho.
Eu sei que é bastante difícil desalojar esses partidos que aparelham as universidades. Mas os vitoriosos da UnB demonstram que isso é possível! Eles, sim, são os verdadeiros heróis do que pode vir a ser um movimento: o movimento dos estudantes que estudam!
Libertem-se, estudantes do Brasil!
Libertem-se, estudantes da Unirio!
Por uma “UNIRIO LIVRE”!!!
Por Reinaldo Azevedo
 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A VERDADE SEMPRE APARECE...

A VERDADE: EU MENTI. - Mirian Macedo
05 de junho de 2011

Eu, de minha parte, vou dar uma contribuição à Comissão da Verdade, e contar tudo: eu era uma subversivazinha medíocre e, tão logo fui aliciada, já 'caí' (jargão entre militantes para quem foi preso), com as mãos cheias de material comprometedor.    

Despreparada e 'festiva', eu não tivera nem o cuidado de esconder os jornais da organização clandestina a que eu pertencia, eles estavam no meio dos livros numa estante, daquelas improvisadas, de tijolos e tábuas, que existia em todas as repúblicas de estudantes, em Brasília naquele ano de 1973.

Já relatei o que eu fazia como militante http://bit.ly/vNUwyb Quase nada. A minha verdadeira ação revolucionária foi outra, esta sim, competente, profícua, sistemática: MENTI DESCARADAMENTE DURANTE 30 ANOS!

Repeti e escrevi a mentira de que eu tinha tomado choques elétricos (por pudor, limitei-me a dizer que foram poucos, é verdade), que me interrogaram com luzes fortes, que me ameaçaram de estupro quando voltava à noite dos interrogatórios no DOI-CODI para o PIC (eu ouvia conversas maliciosas e tolas dos agentes) e que eu ficavam ouvindo "gritos assombrosos" de outros presos sendo torturados (aconteceu uma única vez, por um curto período de tempo: ouvi gritos e alguém me disse que era minha irmã sendo torturada. Os gritos cessaram - achei, depois, que fosse gravação - e minha irmã, que também tinha sido presa, não teve um único fio de cabelo tocado).

Eu também menti dizendo que meus 'algozes', diversas vezes, se divertiam jogando-me escada abaixo, e, quando eu achava que ia rolar pelos degraus, alguém me amparava (inventei um 'trauma de escadas", imagina). A verdade: certa vez, ao descer as escadas até a garagem no subsolo do Ministério do Exército, na Esplanada dos Ministérios, onde éramos interrogados, alguém me desequilibrou e outro me segurou, antes que eu caísse.

Quanto aos socos e empurrões de que eu fui alvo durante os dias de prisão, não houve violência que chegasse a machucar; nada mais que um gesto irritado de qualquer dos 'inquisidores'; afinal, eu os levava à loucura, com meu 'enrolation'. Sou rápida no raciocínio, sei manipular as palavras, domino a arte de florear o discurso. Um deles repetia sempre: "Você é muito inteligente. Já contou o pré-primário. Agora, senta e escreve o resto".

Quem, durante todos estes anos, tenha me ouvido relatar aqueles dias em que estive presa, tinha o dever de carimbar a minha testa com a marca de "vítima da repressão". A impressão, pelo relato, é de que aquilo deve ter sido um calvário tão doloroso que valeria uma nota preta hoje, os beneficiados com as indenizações da Comissão da Anistia sabem do que eu estou falando. Havia, sim, muita ameaça, muito grito, interrogatórios intermináveis e, principalmente, muito medo (meu, claro).

Ma va! Torturada?! Eu?! As palmadas que dei na bunda de meus filhos podem ser consideradas 'tortura inumana' se comparadas ao que (não) sofri nas mãos dos agentes do DOI-CODI.

Que teve gente que padeceu, é claro que teve. Mas alguém acha que todos nós que saíamos da cadeia contando que tínhamos sido 'barbaramente torturados' falávamos a verdade?

Não, não é verdade. Noventa e nove por cento das 'barbaridades e torturas' eram pura mentira! Por Deus, nós sabemos disto! Ninguém apresentava a marca de um beliscão no corpo. Éramos 'barbaramente torturados' e ninguém tinha uma única mancha roxa para mostrar! Sei, técnica de torturadores. Não, técnica de 'torturado', ou seja, mentira. Mário Lago, comunista até a morte, ensinava: "quando sair da cadeia, diga que foi torturado. Sempre."

A pior coisa que podia nos acontecer naqueles "anos de chumbo" era não ser preso. Como assim todo mundo ia preso e nós não? Ser preso dava currículo, demonstrava que éramos da pesada, revolucionários perigosos, ameaça ao regime, comunistas de verdade! Sair dizendo que tínhamos apanhado, então! Mártires, heróis, cabras bons.

Vaidade e mau-caratismo puros, só isto. Nós saíamos com a aura de hérois e a ditadura com a marca da violência e arbítrio. Era mentira? Era, mas, para um revolucionário comunista, a verdade é um conceito burguês, Lênin já tinha nos ensinado o que fazer.

E o que era melhor: dizer que tínhamos sido torturados escondia as patifarias e 'amarelões' que nos acometiam quando ficávamos cara a cara com os "ômi". Com esta raia miúda que nós éramos, não precisava bater. Era só ameaçar, a gente abria o bico rapidinho.

Quando um dia, durante um interrogatório, perguntaram-me se eu queria conhecer a 'marieta', pensei que fosse uma torturadora braba. Mas era choque elétrico (parece que 'marieta' era uma corruptela de 'maritaca' (nome que se dava à maquininha que rodava e dava choque elétrico). Eu não a quis conhecer. Abri o bico, de novo.

Relembrar estes fatos está sendo frutífero. Criei coragem e comecei a ler um livro que tenho desde 2009 (é mais um que eu ainda não tinha lido): "A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça", escrito pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ulstra. Editora Ser, publicado em 2007. Serão quase 600 páginas de 'verdade sufocada"? Vou conferir.

http://blogdemirianmacedo.blogspot.com/


Fonte: Ternuma

A HERANÇA DE LULA PARA DILMA É UMA CLOACA

RONCOS DA REAÇÃO - Dora Kramer
17/11/2011 – O ESTADO DE SÃO PAULO

Dias atrás foi noticiado que na reforma do ministério do início do ano a presidente Dilma Rousseff pretenderia fundir algumas estruturas de modo a reduzir a profusão de pastas, hoje perto de 40, maior até que a tão criticada quantidade de partidos, contidos na modesta cifra - pela comparação - de 29 legendas.

Estaria pensando, por exemplo, na junção dos ministérios encarregados de assuntos relativos a "minorias". Dilma também estaria cogitando da possibilidade de incorporar a Pesca à Agricultura, e assim por diante, numa lógica muito lógica.

Mesmo sendo ainda uma possibilidade, não uma realidade, denota disposição da presidente de reformar de verdade na reforma.

Mas eis que surge o PT para reclamar, dizendo que as pastas que estariam na mira da presidente para ser extintas representam "conquistas" dos movimentos sociais e por isso devem ser mantidas.

Alguns outros partidos têm feito declarações de apoio ao enxugamento, mas é de se ver se as sustentariam caso a redução os deixasse de fora da Esplanada.

É citado o PT porque foi quem gritou "alto lá" e também já havia se manifestado contrariamente a providências saneadoras.

Em agosto, quando ainda ganhava força a "faxina", não havia ficado muito claro que a presidente apenas reagia a denúncias da imprensa e os ministros demitidos eram quatro, os petistas se queixaram alegando que o "estilo" de Dilma acabaria provocando comparações negativas em relação ao governo Lula.

Temiam que a gestão do ex-presidente ficasse carimbada como "corrupta" (como se a eventual complacência da sucessora pudesse levar a conclusão oposta) e defendiam a necessidade de defender o "legado" de Lula, argumentando que as demissões poderiam desorganizar a base aliada no Congresso.

Houve um até - não qualquer um, o líder do governo no Senado, José Pimentel  - que enxergou na atitude mais rigorosa do governo um caminho aberto para o passado: "A gente nunca pode esquecer que nos anos de chumbo esmagaram os políticos e as instituições. O presidente Getúlio (Vargas) teve de dar um tiro no peito", disse em discurso em tom dramático.

A expressão "roncos da reação" aplicava-se antigamente aos arreganhos do governo autoritário contra os anseios de retomada democrática.

Mal comparando, agora ocorre o mesmo quando resistem a mudanças aqueles cujo projeto é fazer do Estado um mero instrumento de seus interesses políticos.

Dilma Rousseff tem diante de si um dilema: ou os atende e deixa tudo como está ou se escora em sua crescente aceitação popular e usa o imenso poderio presidencial para o único objetivo que faz sentido: consertar o que vai mal para impedir que a democracia representativa no Brasil ultrapasse a fronteira do fundo do poço.

O mau combate. O deputado cassado e réu do processo do mensalão José Dirceu critica o caráter moralista dos movimentos de combate à corrupção.

Como não sugere outra forma (talvez amoral) de luta, fica a impressão de que para ele o ideal seria que o País aceitasse incorporar a corrupção à paisagem ou, quem sabe, defender a descriminalização desse tipo de "malfeito".

Na atual conjuntura em que vicejam rebeldes sem causa, não faltariam adeptos ao mau combate.O que, aliás, já se nota nas manifestações ironicamente agressivas a respeito do baixo comparecimento aos atos de protesto anticorrupção.

Nada a acrescentar. Carlos Lupi foi chamado ontem ao Palácio do Planalto para se explicar à presidente Dilma Rousseff e convidado hoje a fazer o mesmo no Senado.

Diante do volume de denúncias, do constrangimento e até revolta de parte do PDT e das fotos comprovando a mentira sobre a viagem em companhia de dono de ONG acusada de desviar dinheiro de convênio, francamente, não há mais nada que o (ainda) ministro possa explicar.

Se há algo de que Lupi e seus antecessores nos recentes escândalos não podem reclamar é da falta de espaço para o amplíssimo exercício da defesa.


Fonte:Ternuma

OS ANOS DE CHUMBO É `` FICHINHA´´ FRENTE A CUBA

CARTA DE EX-COMUNISTA - Heitor de Paola
O texto abaixo é uma carta que mandei para um debatedor de outro grupo de discussão que me parece um democrata autêntico e sincero, mas submetido ao encantamento gramcista da moda. Tudo começou quando ele escreveu: "Eu ainda prefiro a democracia petista do que os anos de chumbo da ditadura de 64". Apenas perguntei: "Você vivenciou os chamados "anos de chumbo" para poder afirmar isto"? E ele me respondeu que não precisava, pois nunca viveu em Cuba e pode dizer que não lhe serve.

Como eu já estava querendo escrever sobre isto, estou aproveitando para postar neste grupo também, onde alguém de fora há uns tempos se referiu aos "comunistas arrependidos" com desdém, se referindo a mim.

Caro R

Sabe por que você nunca viveu em Cuba? Porque os militares, a pedido da população, abortaram a tentativa de fazer do Brasil uma Cuba, pelos mesmos que hoje, na "democracia petista", estão no poder e vão tentar de novo, podes ter certeza. A frase do Olavo de que "a democracia leva à ditadura" é o que talvez venhamos a experimentar em breve e são as verdadeiras intenções dos "democratas" Zé Dirceu, Genoíno et caterva.

Pois eu vivi intensamente aqueles anos, em 64 eu já estava no segundo ano da Faculdade, era Vice-Presidente do Centro Acadêmico e, obviamente, como qualquer babaca daquela época, de esquerda, da AP (a mesma do Serra). Estive foragido alguns dias e dois meses preso. Perdi um ano de estudos. E me desencantei. Com as esquerdas, não com os militares. Em 68, inicio do ano, foi oficialmente lançada a "luta armada". Eu participei das reuniões com gente vinda de Cuba, não é mentira não, eles estavam aqui fornecendo dinheiro e armas tchecas para tornar o Brasil uma outra Cuba a serviço de Moscou, como a original. Não era nada de democratas em luta contra uma ditadura como hoje dizem: eram comunistas querendo instalar uma verdadeira ditadura totalitária! Eu estudei os textos, meu chapa, não ouvi falar falar nem li em livrecos idiotas escritos por ex-seqüestradores. Sabe o que nos era indicado para ler? Mao Tse Tung, Ho Chi Min, Nguyen Vo Giap, Lenin, Che, Fidel e, como não podia faltar um francês, Régis Debray, o tal da "Revolução na Revolução". Como descobri que eu era, autenticamente, um democrata - mas sem negar os riscos da democracia - pulei fora e acredite, meus "cumpanheiros democratas" me ameaçaram, a mim e à minha então namorada. Como eu sou um ávido leitor de livros policiais e de espionagem, inventei uma carta colocada no cofre de três advogados com todos os nomes e esquemas, para ser entregue no quartel mais próximo, caso algo ocorresse comigo ou com ela .... e me livrei das ameaças!

Eu frisei que isto ocorreu no início de 68 porque hoje é dito que a luta armada foi desencadeada contra o endurecimrnto da ditatura com o AI 5, quando foi justo o oposto: o AI 5 foi conseqüência do desencadeamento da luta armada!  Você me diz, com toda a sapiência de historiador: "Heitor, história é história". E eu te respondo: história é um troço escrito por gente e, como tal,  cada um puxa a brasa para a sua sardinha. Os reais vencedores de 64 foram os que escreveram estas mentiras que você, como tantos outros democratas sinceros, engole com facililidade!

Pois no Governo Castello Branco - que hoje reputo como o maior estadista brasileiro do Século XX (tenho engulhos quando ouço dizerem que este idiota pomposo do FHC é estadista!) - e também nos primeros anos do Costa e Silva, o Brasil era uma efervescência cultural. No teatro surgiram grupos como o Opinião que atacava publicamente o regime. A peça "Liberdade, Liberdade" era um libelo contra a "ditadura". Surgiu "O Pasquim" que ironizava os "milicos" e o Stanislaw Ponte Preta ( Sérgio Porto) com seu FEBEAPÁ (Festival de Besterias que Assola o País - como faz falta hoje em dia!) que não poupava ninguém. Juca Chaves, ácido crítico dos militares (sua modinha "Brasil já vai à guerra" devia irritá-los profundamente) cantava à vontade. Aliás, ainda em 70 (Governo Médici) ele dizia o que bem entendia no Circo Irmãos Sdruws, no Parque da Catacumba, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio - isto não é história, eu fui a três shows.

Ocorreram os Festivais da Canção, com as músicas antimilitaristas de Geraldo Vandré - hoje puxa-saco dos "milicos" da FAB - e as bobagens do Chico Buarque (até hoje não sei porque depois do AI 5 censuraram as músicas deste chato, só dando mais "charme" a elas).

O Caio Prado Jr, comunista de carteirinha, publicava em sua Editora o que bem queria, bem como a Ed Civilização Brasileira. A velha editora do PCB, a Editorial Vitória Ltda. editava e distribuía livros de Marx, Engels e Lenin. Sua sede ficava na antiga Rua das Marrecas (hoje voltou a se chamar assim), à época Rua Juan Pablo Duarte, Centro, Rio, num sobrado que tinha sido a sede do Partidão no Estado da Guanabara. Isto, meu caro, não é história, fui à minha estante agora mesmo buscar um livro editado em 64 e que eu comprei livremente em livraria aberta, em 1970 (Médici): "A origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado",  do Engelsdo de quem Marx era gigolô . Em 1971 comprei da Editora Saga, também de orientação comunista, "A História da Revolução Russa" de Leon Trotski, em 3 volumes de lombada vermelha, como sói!

Se você não me chamar de mentiroso, ou como fez com a A. e o P., levar no sarcasmo hostil, vê se abre a tua cachola para algo que não seja a "história oficial".

Houve sim uma guerra revolucionária em que ambos os lados mataram. Por que raios só os de um lado hoje recebem comendas, indenizações e aposentadorias milionárias, status de probres vítimas; e os do outro são desmoralizados, suas corporações são sucateadas - como se mante-las fosse só do interesse deles e não da defesa nacional, cáspite! - tem seus soldos achatados e suas aposentadorias ameaçadas de serem tungadas para sobrar dinheiro para o BNDES mandar para a Venezuela?

Adiantando-me a algumas idiotices que já ouvi: não, meu caro, não sou puxa-saco de milicos nem o Olavo de Carvalho é meu gurú. Estou numa situação curiosa na qual a tchurma da esquerda me chama disto aí e os nacionalistas de direita me chamam de entreguista porque não concordo com o antiamericanismo obssessivo reinante. Incrível, não?

Para terminar, um pouco só de teoria histórica. Hanna Arendt - que já não deve ser lida, sequer conhecida dos modernos "historiadores" - fez uma diferenciação entre regimes autoritários e totalitários que  as esquerdas execram, pois põe a nú suas mentiras. Os primeiros são regimes como o de 64 em que alguns são perseguidos mas não se impões o pensamento único. Tanto que a esquerda venceu no terreno "intelectual" (sic). Os outros, são aqueles em que se impõe o pensamento único do qual não pode haver a mínima discordância senão, paredón! Nos primeiros a imprensa é censurada, o que ocorreu aqui, nos segundos a imprensa é totalmente destruída só sobrando o órgão do Partido condutor das massas - seja o Pravda, o Granma, o Vöelkischer Beobachter ou o Popolo d'Italia.

Leia algo mais dos que as cartilhas oficiais que você só tem a se beneficiar.

Atenciosamente, Heitor


Fonte:Ternuma