sábado, 3 de dezembro de 2011

OS VIRTUOSOS NÃO INTERESSA OS MEDÍOCRES DO PODER

A “lombada” da educação: MEC rejeita precoces

MEC contestará decisão judicial que permite matrícula a menores de 6 anos. Ridículo.

Entrei no primeiro ano do curso fundamental com cinco anos de idade. Aos dezesseis anos, entrei na Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante. Aos 20 anos, num dos raros casos de emancipação por detenção de título de curso de nível superior, estava comandando os quartos de serviço na praça de máquinas do N/M Doceserra. Completei meu aniversário de 21 anos no meio do Oceano Índico.

Aos cinco anos, minha filha já sabia ler e escrever. Ensinamo-a no lar. Aos seis anos, ela ingressou no primeiro ano do curso fundamental e lá mesmo, por seus próprios méritos, a coordenação de ensino do Colégio decidiu transferi-la para o 2º ano.

Se alguém me perguntar se sofri alguma coisa com isto ou se estou arrependido, minha resposta será um sonoro "não". Ao que parece, nossa filha compartilha da mesma opinião, muito embora ainda conte em tenra idade.

A formação dita "precoce", que não é precoce coisa nenhuma, possibilitou-me começar a trabalhar antes mesmo dos 21 anos completos, com um bom salário de oficial da marinha mercante, e não com a merreca que se paga aos coitados dos jovens que têm de submeter ao chamado "trabalho de aprendiz" ou de estagiário. Da mesma forma, possibilitará à minha filha entrar cedo em um curso de pós-graduação e exercer a sua especialidade de forma produtiva aos demais cidadãos.

No Brasil, os cursos de pós-graduação amiúde são frequentados por pessoas que já passaram da primeira metade das suas carreiras. Aliás, muitos são os que jamais trabalharam. Muito mais ostentam a importância de um status honorífico, à moda de um título nobiliárquico, do que servem como uma fonte de conhecimentos concretamente úteis ao desempenho de alguma atividade.

Somente por minha experiência pessoal e familiar é que reputo como bisonha e autoritarista a decisão do MEC de recorrer da decisão da Justiça Federal que suspendeu uma resolução que impedia a matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental.

Depois de tantas lambanças, entre as quais vale citar a do kit-suruba, o protagonismo de ensinar aos jovens que escrever errado é que é o certo, e a novela inglesa (aquela que nunca tem fim) das provas nacionais com problemas de corrupção e de filtragem ideológica nas questões, lá vem os barbudos de estrelinha vermelha na lapela criar uma lombada para as crianças mais esforçadas e talentosas. Estão entendendo quando eu digo que a lombada é o fetiche do brasileiro...

Em países decentes, crianças assim recebem tratamento especial. Seja por iniciativa dos governos ou de instituições privadas, as crianças mais talentosas e/ou dedicadas recebem uma instrução mais aprimorada que lhes acompanhe o bom ritmo. Estes jovenzinhos vão se tornar no futuro grandes líderes, cientistas, artistas e empreendedores, e deles dependerão muitas pessoas para a conquista de um progresso geral.

Agora prestem atenção no ridículo argumento da secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda: “Nós queremos preservar a normalidade dos sistemas de ensino para que eles possam começar o ano letivo de letivo de 2012 organizadamente”. Deu pra perceber? O MEC não está nem aí para o sucesso e o futuro de cada jovem, mas apenas quer conduzi-los todos, em massa, “organizadamente”, à maneira de um gado sendo manejado pra lá e pra cá.

Há crianças com mal rendimento? Que sejam aprovadas na marra! Há crianças mais estudiosas e inteligentes? Pois, que esperem pelos seus demais coleguinhas! O importante é que todos concluam o curso com a mesma idade inicial e final, para não atrapalhar as estatísticas e confundir os especialistas. Organizadamente! Ah: “i izcreiveindo sem medo dus precomçeito dus otro”.

Desde que o MEC foi fundado, não importa sobre que sigla partidária tenha sido gerido, a educação e a cultura nacional experimentaram só e somente só a contínua degradação. O PT veio para “aloprar” de vez, segundo os próprios confessam.

Pari passu, a educação no lar, mesmo sendo reconhecida como um sucesso em muitos países, por conta da ampla superioridade intelectual aferida, tem sido combatida com ganas pelo Congresso de maioria socialista e pelo Poder Judiciário também ideologicamente engajado que tem inescusavelmente desprezado os direitos humanos universais firmados por tratados que se situam, no plano jurídico, acima do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e acima da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). A ver:

 “Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos” (artigo 26.3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos); "Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções." (Artigo 12.4 da Convenção Americana dos Direitos Humanos, aqui).

Durante a Segunda Guerra Mundial, as tropas aliadas tiveram de lidar com o terrível dilema de como tratar criancinhas de até 11 ou 12 anos que já eram ferrenhos soldados nazistas. As crianças da juventude nazista e comunista tornam-se os soldados mais leais e cruéis, porque as suas cabecinhas foram bem adestradas pelo estado, tornando-as absolutamente convictas do que faziam. As meninas nazistas “fabricavam” filhos em série, para alimentar a máquina de guerra de Hitler. Milhares de alemães nasceram durante a guerra sem que jamais tivessem visto com seus olhinhos seus pais.

Lembrem-se da primeira campanha de Lula à presidência, especialmente de uma propaganda em que um jovenzinho negro e filho de mãe solteira levanta o punho em sinal tipicamente de ânimo revolucionário, exortando os telespectadores a votar no seu ídolo. É isto o que o PT quer. Se eles mesmos mostram isto, então o que há ainda para se duvidar?

A você, caríssimo leitor, que é pai ou mãe, ou mesmo estudante – vai aqui o meu alerta e o meu apelo: saiam da falsa sensação de conforto; saiam da inação; o estado quer doutrinar os jovens para fazer deles doceis ovelhas eleitorais. O estado quer mandar às favas os valores que vocês querem repassar para os seus filhos, para doutriná-los a fazer deles seus peões dependentes e obedientes.

Isto não é uma brincadeira, nem um risco provável: é uma realidade em estágio avançado de implementação! Acompanhem seus filhos; leiam os seus livros e os seus cadernos e constatem como a doutrinação socialista se encontra presente em cada folha!

Somente uma onda geral de ostensiva indignação pode mudar este estado de coisas, e para tanto, o que vocês têm a fazer é convidar os pais dos colegas dos seus filhos e expor abertamente o problema. Comecem a fazer isto já!


Fonte:Mídia Sem Máscara

O BRASIL ESTA NESTE CONTEXTO

Elogio à irresponsabilidade

Governos perdulários criam dois problemas gravíssimos. Primeiro geram dívidas que se tornam impagáveis. Depois distribuem benefícios que são fáceis de conceder e muito difíceis de restringir. Eis por que certos temas não podem ser objeto de consulta popular.

Recentemente, a Globo News apresentou um programa especial com o objetivo de mostrar  - ouvindo especialistas escolhidos a dedo - que a democracia está em risco na Europa devido à adoção dos ajustes fiscais reclamados para a concessão de novos empréstimos aos países endividados. A tese era praticamente a mesma do PT quando na oposição: "Não se paga dívida com o sangue do povo", "Fora FMI!", etc. e tal. Para entender o contexto é preciso saber que os países da Zona do Euro se comprometem com manter a dívida pública abaixo dos 60% do próprio PIB e que alguns países ultrapassaram, em muito, esse limite. Como gastam, sistematicamente, mais do que arrecadam, não podem pagar o que devem e ainda precisam de novos financiamentos. Pois a tese do programa era de que diante de tal quadro, um ente desprovido de qualquer sentido de generosidade, chamado mercado - capitalista, prepotente e autoritário - exigia a adoção de ajustes rigorosos, que os cidadãos, obviamente, rejeitam. Resultado: governos legítimos estariam caindo sob "pressão do mercado", dando origem a um novo totalitarismo sobreposto aos interesses sociais dos povos.

Um verdadeiro elogio à irresponsabilidade. Tudo se passava, na perspectiva dos entrevistados, como se o generoso gasto público com a concessão de aposentadorias precoces, pensões vitalícias às filhas dos servidores falecidos, empreguismo exagerado e corrupção devesse ser mantido pela poupança estrangeira, sem limite de prazo, de montante, nem garantia de devolução. Num malabarismo retórico, a irresponsabilidade fiscal do setor público, a má política dos governos, a demagogia dos benefícios sem fonte de receita definida, se convertiam, na disciplinada telinha que tudo aceita, em atributos essenciais à democracia.
Ora, a Grécia mantém gastos militares, em relação a seu PIB, três vezes maiores do que qualquer outro país da região (deve ser por causa da Guerra do Peloponeso...). Pagava 15 salários aos trabalhadores do país. Estima-se que conviva com uma evasão fiscal da ordem de 30%. Nós, brasileiros, nos consideramos endividados e sentimos a restrição da capacidade de investimento do poder público em função do peso da dívida, notadamente da dívida interna, que já passa dos R$ 2 trilhões. Esse número representa um pouco menos de 60% do PIB previsto para 2011. Pois a dívida grega chegou a algo como 120% do PIB, o país continua precisando de mais e mais financiamento para atender compromissos tão imperiosos quanto o pagamento de seus servidores, e a pressão para que ocorram cortes no gasto público foi julgada e condenada como antidemocrática.
É obvio que as medidas de arrocho não teriam respaldo popular, não seriam aprovadas no plebiscito grego, encontrariam rejeição popular na Itália e não será diferente na Espanha. A situação não é incomum. Governos perdulários criam dois problemas gravíssimos. Primeiro geram dívidas que se tornam impagáveis. Depois distribuem benefícios que são fáceis de conceder e muito difíceis de restringir. Eis por que certos temas não podem ser objeto de consulta popular. Quanto mais a sociedade se torna hedonística, menos os indivíduos cogitam de sacrificar um bem imediato em vista do próprio bem futuro. Por isso fica mais penoso poupar, estudar muito, trabalhar com afinco. Se é assim com os indivíduos, mais grave ainda será quando consideramos a situação deles como cidadãos perante o Estado e o bem comum. É um quase absurdo imaginá-los optando por ônus e restrições.
Esse é o momento de a chefia de Estado tornar visível seu valor institucional e político. Tal figura, que lamentavelmente não temos no Brasil porque a fundimos na pessoa do chefe de governo, cumpriu na Grécia e na Itália o seu papel, cuidando da formação de novos governos comprometidos com as medidas necessárias para superar a crise. E isso é democracia.

Fonte:Mídia Sem Máscara