sábado, 3 de setembro de 2011

Cochicho do PT no cafofo de Dirceu

03/09/2011
às 18:15

Dilma espera que Gabrielli explique encontro no cafofo do Dirceu

A presidente Dilma Rousseff compareceu ao 4º Congresso do PT e cumpriu o roteiro no qual o partido a enredou: teve de se ajoelhar diante de Lula, a santidade, dizendo-se sua fiel continuadora e herdeira, fez algumas críticas à imprensa e, por insistência dos delegados ao encontro, que gritavam o nome do homem, saudou a presença de José Dirceu. O valente já havia conspirado para que o evento se tornasse, assim, uma espécie de ato de desagravo a seu augusto caráter. Assim é na ribalta. Nos bastidores, Dilma quer saber, por exemplo, que diabo José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, foi fazer no Cafofo do Dirceu. Leiam trecho da reportagem desta semana, na VEJA, de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro.
(…)
Apesar de monitorar os passos de Dirceu, a presidente ficou surpresa ao saber da presença de integrantes do governo nos tais encontros do hotel. Mostrou-se especialmente irritada com o fato de o presidente da Petrobras, José Sérgio Ga-brielli, ter se reunido com o ex-ministro sem seu conhecimento.
A presidente espera que Gabrielli se explique. Afinal de contas, não se trata de um petista qualquer. Presidente de uma das maiores empresas do mundo, ele é guardião de informações estratégicas e, por conseqüência, muito valiosas. Antes da publicação da reportagem, Gabrielli foi indagado sobre o encontro com José Dirceu. “Sou amigo dele há muito tempo e não tenho de comentar isso (a reunião) com ninguém”, respondeu. Na semana passada, perguntado mais vez, por meio de uma nota, reiterou o que já havia dito: “Sou amigo do José Dirceu há trinta anos e não comentarei o que converso com meus amigos”.
Em 6 de junho passado, essas inocentes almas gêmeas se encontraram. Sérgio Gabrielli estava em Brasília a trabalho. Deslocou-se do Rio de Janeiro em um jato fretado pela empresa e visitou o amigo em horário de expediente. Ficou no quarto durante trinta minutos. Entrou com as mãos vazias e saiu de lá carregando papéis. Dirceu tem em seu rol de clientes gigantes com interesses na área de energia e construção civil. Ele já prestou serviços ao bilionário Eike Batista, à Delta Construções e à Engevix - conglomerados que atuam no mercado de energia. Grandes empreiteiras também contrataram os trabalhos de Dirceu para que ele prospectasse projetos e abrisse portas em países da América Latina. A conversa entre Dirceu e Gabrielli ocorreu momentos depois de o presidente da Petrobras ter participado de uma reunião com Dilma Rousseff e o presidente da Venezuela. Hugo Chávez. A pauta da reunião no Palácio do Planalto: assinatura de acordos bilaterais nas áreas de energia e construção civil. Assuntos, portanto, bastante interessantes para o consultor Dirceu.
Por Reinaldo Azevedo
03/09/2011
às 18:15
 
Matéria do Jornalista Reinaldo Azevedo-Blog

Os interesses americanos...

Documentos revelam fortes vínculos de Reino Unido e EUA com Kadafi

Autoridades britânicas chegaram a encaminhar ao regime da Líbia informações sobre opositores
publicado no Jornal Estadão...

Controle da imprensa... Censura ...mesmo.

O CHEFE...

Entrevista com Ivo Patarra, autor de "O Chefe"

capa03Após anos de investigação, Ivo Patarra afirma: "Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido. Mas, como mais alto mandatário da nação e beneficiário dos métodos constituídos para dar governabilidade à sua administração, dá o devido suporte e apoio. É o protetor de tudo."
O jornalista Ivo Patarra, 52 anos, é autor do memorável livro "O Chefe", obra recentemente ampliada e atualizada, em que retrata e analisa todos os escândalos de corrupção envolvendo o Presidente Luís Inácio da Silva e o PT, e em especial, o mensalão. Possui larga experiência em jornalismo político, trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Folha da Tarde, Diário Popular e Jornal da Tarde, bem como exerceu cargos de assessoria em comunicação nos municípios de São Paulo, Guarulhos, Osasco e São Bernardo do Campo. Além de "O Chefe", que promete ser um clássico para a literatura da ciência política no futuro, é também autor de "Nova York - São Paulo de motocicleta: 73 dias de aventura e emoção", "Fome no Nordeste Brasileiro" e "Morte de Juscelino Kubitschek: acidente ou atentado?".
"O Chefe" pode ser adquirido em versão impressa ou baixado gratuitamente a partir do site O Chefe (http://www.escandalodomensalao.com.br) ou da Livraria Virtual do blog LIBERTATUM (http://libertatumlivros.blogspot.com).
Apresentamos a seguir a entrevista, realizada no dia 24 de março de 2010, por Klauber Cristofen Pires:
MSM: O que lhe motivou a escrever "O Chefe"?

Ivo Patarra:
A eclosão do escândalo do mensalão, pela gravidade e a envergadura do maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícias no Brasil, em todos os tempos.

MSM:
Quando surgiram as primeiras evidências de corrupção no governo de Luís Inácio Lula da Silva?
Ivo Patarra: Houve o caso grave em 2004 envolvendo Waldomiro Diniz, o braço direito do então ministro José Dirceu, que apareceu em vídeo pedindo propina a um empresário do jogo.
MSM: O Sr acredita que sua obra jornalística compõe um dossiê mais ou menos representativo dos fatos ou que apenas aponta para a "ponta do iceberg"?
Ivo Patarra: "O Chefe" é resultado de uma pesquisa de cinco anos. Ouso dizer que é bastante completo em relação à corrupção que veio à tona nos governos Lula, mas certamente é a ponta do icebeg do que aconteceu.
MSM: Por qual motivo Lula decidiu tão avidamente incluir Roberto Mangabeira Unger no seu governo?
Ivo Patarra: Faço essa pergunta no primeiro capítulo. Ao longo das 457 páginas de "O Chefe" há muitos indícios e evidências sobre o motivo. Respondo a questão no último capítulo.
MSM: Qual o nível de envolvimento do advogado Roberto Teixeira? Os acidentes aéreos acontecidos e o caos no sistema aéreo foram conseqüências diretas da corrupção na Anac e Infraero?
Ivo Patarra: Roberto Teixeira ganhou milhões advogando para o setor aéreo. É fato que a reforma da pista principal do aeroporto de Congonhas foi protelada, aparentemente sem justificativa. Ou, melhor dizendo, a justificativa parece ter sido autorizar depois uma obra de emergência, sem licitação, supostamente mais cara. Inaugurada às pressas, sem as ranhuras do pavimento, a pista pode ter contribuído decisivamente para o maior desastre da história aviação civil no Brasil, em julho de 2007.
MSM: Para o Ministério Público, o esquema em Santo André começou a implodir quando Celso Daniel descobriu que a propina não vinha irrigando os cofres do PT, como o prefeito desejava, mas morria nas mãos de Sombra, Klinger e Ronan. O Sr concorda com esta suposição? Não teria sido mais conveniente ao PT proteger a imagem do prefeito?
Ivo Patarra: Celso Daniel montou o esquema de corrupção em Santo André e o estimulou, mas pessoas no seu entorno teriam ido com muita sede ao pote, o que diminuía o volume de dinheiro que ele desejava irrigando os cofres do PT. Celso Daniel tentou reverter o quadro e pagou com a própria vida. O PT tentou proteger ao máximo a imagem do prefeito, sem abrir mão da proteção do próprio partido. Nesse sentido, insistiu que havia sido um "crime comum" e não um "crime político". De fato, foi crime comum, motivado pelo destino da roubalheira em Santo André.
MSM: Houve outras mortes, além do caso de Santo André, que possam ser atribuíveis aos esquemas de corrupção apontados em seu livro?
Ivo Patarra: Talvez o prefeito de Campinas, Toninho do PT, possivelmente vinculada a interesses de empresários do bingo, que contribuíram com milhões para a campanha de Lula e se revoltaram com o suposto combate ao jogo desencadeado pelo prefeito do partido do presidente.
MSM: Ainda é assídua a participação de José Dirceu nos diversos esquemas apontados? Como ele tem atuado nos bastidores?
Ivo Patarra: É só abrir os jornais para ver as digitais de José Dirceu em assuntos ligados ao PT e ao governo Lula. O caso mais recente é o da Telebrás e a "consultoria" prestada por Dirceu a uma empresa interessada em milhões que viriam com a reativação da estatal. Com a eficiência costumeira, o entorno do presidente da República trata de abafar o caso. Não tenho dúvida de que o ex-ministro ocupará papel importante nos destinos do País, caso a candidata do presidente seja vitoriosa nas urnas.
MSM: De conhecimento de todos os casos apontados no seu livro, qual a sua conclusão sobre a estrutura de corrupção construída pelo PT? Ela forma uma pirâmide hierárquica ou constitui-se de uma rede de responsabilidades paralelas?
Ivo Patarra: Não acredito que haja uma organização entrelançando os diversos esquemas nas várias áreas de atuação do Governo Federal. Cada setor da administração, controlado por gente do PT e dos partidos da base aliada, cuida da sua fatia do bolo, embora, obviamente, haja uma "inteligência" na divisão dos cargos, proporcional ao peso dos aliados, e na suposta arrecadação de propina, que, fundamentalmente, enriquece agentes políticos, funcionários públicos, empresários e irrigada os caixas 2 dos partidos envolvidos.
MSM: Qual o papel protagonizado por Lula? Ele tem participação como mentor dos esquemas apontados, delibera sobre eles e os gerencia ou apenas atua como executor e protetor?
Ivo Patarra: Lula é o chefe. A rede de esquemas é enorme, complexa e, se houver inteligência, Lula não deve saber dos detalhes, até para não ser envolvido. Mas, como mais alto mandatário da nação e beneficiário dos métodos constituídos para dar governabilidade à sua administração, dá o devido suporte e apoio. É o protetor de tudo. Não tenho dúvida de que os esquemas corruptos continuaram no segundo mandato, até porque a base de apoio continuou a mesma, e até foi ampliada com a entrada em peso do PMDB.
MSM: O Senhor é ou foi militante do PT? Em que período? Em caso positivo, como o Senhor enxerga a imensa rede de corrupção promovida de alto a baixo nesta entidade partidária?
Ivo Patarra: Jamais fui militante do PT ou de qualquer partido. A corrupção, infelizmente, não é limitada ao PT e está difundida por praticamente todo o País e todas as agremiações partidárias. A aliança espúria entre corrupção e impunidade é o maior desafio da sociedade brasileira.
MSM: Não obstante a queda dos principais protagonistas das denúncias de corrupção, até o momento nenhum deles está preso e nem sequer foi julgado. A que deve tamanha mora por parte da justiça?
Ivo Patarra: O Brasil é o País da corrupção e da impunidade. Já é tempo da sociedade exigir a punição dos responsáveis. Só assim venceremos a desigualdade social, nosso maior problema. Notícia recente, por exemplo, mostra que o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, poderá ser preso pela Interpol se deixar o Brasil, por causa de supostos desvios de dinheiro público em obra na capital paulista. O único lugar em que ele aparentemente está seguro é no Brasil, justamente o País cujos cofres públicos teriam sido lesados por ele. Absurdo! Está preso apenas o governador do DF, mas porque foi flagrado num caso simplesmente espetacular de corrupção, todo muito bem documentado.
MSM: O seu livro vem a esclarecer alguma relação do PT com o Foro de São Paulo e/ou com as FARC?
Ivo Patarra: Não.
MSM: Diante de tantas evidências de corrupção, a que o Sr atribui o fato de Sr Luiz Inácio Lula da Silva continuar com a popularidade tão elevada, depois de quase ter sofrido um "impedimento?"
Ivo Patarra: Lula "conversa" muito bem com o povo. É um mestre nisso. Tem à disposição uma máquina fantástica de comunicação e propaganda. Não sofreu o devido processo por crime de responsabilidade pelos fatos ligados ao mensalão graças à leniência da sociedade brasileira de modo geral. Podemos dizer que o Congresso e a Justiça prevaricaram, e que os brasileiros foram medrosos e negligentes. Lula deveria ter sofrido o impeachment. Esse processo todo foi um péssimo exemplo para a população brasileira. Venceu a transgressão, a malandragem.
MSM: Em sua opinião, onde se encontram as falhas institucionais que propiciaram tamanho gigantismo de corrupção e de blindagem?
Ivo Patarra: Sem uma reforma política que tenha meios de desvincular o Poder Legislativo, ou seja, o Congresso Nacional, do Poder Executivo, o Governo Federal, continuaremos a ter o presidente nas mãos de deputados e senadores, que cobram caro por isso, e que, por sua vez, não dispõem de autonomia para fazer valer os verdadeiros interesses nacionais. Por outro lado, temos de dar mais força ao Ministério Público, autonomia à Polícia Federal, exigir eficiência e transparência da Justiça e, finalmente, propiciar mecanismos - e a internet é essencial para isso - a fim de que a sociedade possa fiscalizar e cobrar os poderes constituídos.
MSM: O livro aponta para alguma participação direta de Dilma Roussef nos esquemas apontados?
Ivo Patarra: Dilma tem um envolvimento discreto ao, por exemplo, receber em seu gabinete, fora da agenda, os advogados Luiz Eduardo Greenhalgh e Roberto Teixeira, interessados, respectivamente, nos casos do banqueiro Daniel Dantas e na venda da Varig. Ela também aparece, segundo a diretora da Receita Federal afastada, como tendo pressionado a favor de abafar as investigações que envolviam o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado e aliado de Lula, José Sarney, e por ter colocado, pelo menos indiretamente, a máquina do Ministério da Casa Civil para produzir um dossiê contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o que aliviaria a pressão da oposição que procurava apurar gastos irregulares com cartões de crédito fornecidos pelo governo a ministros e funcionários graduados.
MSM: Como o Sr interpreta recentes notícias de que Lula pretende atuar como presidente da Petrobras ao fim de seu mandato?
Ivo Patarra: Acho que o "plano A" dele é ser secretário-geral da ONU.
MSM: O senhor pretende publicar a sua obra em língua estrangeira?
Ivo Patarra: Estou aberto para isso.
MSM: O Sr recebeu algum apoio para realizar este trabalho?
Ivo Patarra: Não.
MSM: O Senhor tem recebido alguma forma de perseguição pessoal ou profissional pelo trabalho realizado?
Ivo Patarra: Não.


Matéria do site mídia sem máscara

Dilma = Lulla = Dirceu

Dilma não é só o Lula, também é o José Dirceu.

Depois de saudar José Dirceu, companheiro em armas, como ex-presidente do PT, Dilma, em pronunciamento de cerca de 40 minutos, reafirmou o caráter de continuidade de seu governo, disse que o que lhe permite 'avançar' é a experiência acumulada na gestão anterior, que comparou a camadas do solo que sustentam uma pedra, e fez questão de ressaltar sua condição de ex-ministra do governo Lula.'Não é herança, porque ajudei a construir esta pedra. Eu estava lá. Os erros e acertos dela (da gestão anterior) são os meus erros e meus acertos', disse Dilma, sob aplausos. 'Vejo muitas vezes na imprensa dizerem, ou tentarem dizer, porque dizer explicitamente é muito difícil, dizer que me elegi presidente baseada na trajetória deste partido, baseada no sucesso do governo do presidente Lula, tenho uma herança que não é bendita', declarou. 'Essa tentativa solerte, essa tentativa às vezes envergonhada e insinuada, tenta toldar uma das maiores conquistas que tivemos nos últimos anos. Nós mudamos a forma de o Brasil se desenvolver.' (Do Estadão)

A Democracia corre risco com o PT

Financiamento público de campanha é golpe do PT na democracia.

O PT chegou ao poder beneficiado pelo modelo mais sujo de financiamento público de campanha. As primeiras prefeituras conquistadas montaram esquemas com empresas de recolhimento de lixo e de transporte coletivo, concedendo-lhes gordos contratos e tarifas, dali retirando sacos pardos recheados de dinheiro público para pagar as campanhas eleitorais do partido. Com Lula no poder, o Mensalão foi criado pelo José Dirceu com verbas oficiais desviadas do fundo de publicidade da Visanet do Banco do Brasil e de um propinoduto nos Correios, BMG e Banco Rural, também alimentados por negociatas com o governo. Se o Mensalão pagou a reeleição de Lula, o Tesouro Nacional pagou a eleição de Dilma, resultado de uma impressionante campanha eleitoral oficial promovida pelo ex-presidente, que deixou uma herança maldita que estamos pagando hoje e pagaremos pelos próximos anos. Portanto, na prática, o PT já adota, por debaixo dos panos, o financiamento público de campanha. O que ele quer é impedir que as empresas que defendem o capitalismo, a propriedade privada, o lucro, a liberdade de imprensa, entre outros valores, possam contribuir, com o seu dinheiro, para as campanhas de candidatos que apóeim estas teses. O PT quer matar os adversários à míngua.  Para o partido dos trambiqueiros, nada muda com a adoção do financiamento público de campanha. Foi com dinheiro público que eles reelegeram Lula. Foi com dinheiro público que eles elegeram Dilma. É com dinheiro público que eles vão sair por aí erguendo esta falsa bandeira da ética, enquanto metem a mão no bolso do brasileiro. O PT é o partido do Mensalão, do DNIT e de todas as mazelas e malfeitos do país. Que a oposição jogue logo na lama esta bandeira que o PT cinicamente quer levantar.